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Redacção/RS | 12:06 sexta-feira, 04 janeiro 2008 | in Região Sul
” De acordo com notícias apuradas pela SIC, e que circulam igualmente em alguma imprensa internacional, a informação que os serviços secretos franceses possuem parece ser bastante mais precisa que o que transpareceu inicialmente para a imprensa.
Tendo em conta as suas relações com os países do norte de África, a França tem no terreno elementos que tomaram conhecimento da preparação de atentados e/ou raptos direccionados expressamente à caravana do Lisboa-Dakar, quando esta passasse de Marrocos para o Sahara Ocidental e Mauritânia. Curiosamente ou talvez não, esta travessia dar-se-ia por volta de…11 de Janeiro, um dia do mês que ficou marcada na história e tem grande significado para os terroristas da Al-Qaeda.
O Grupo está identificado, já que alguns dos seus elementos já foram presos, pois após o assassinato dos quatro franceses na Mauritânia na véspera do Natal passado, os terroristas foram perseguidos por forças policiais mauritanas, tropas especiais francesas, e a Polícia senegalesa, tendo sido estes últimos, juntamente com as forças especiais francesas a deter vários elementos do grupo.
Ao que parece, a Al-Qaeda Magrebe preparava-se para tentar um rapto colectivo, e pedir depois resgates ou tentar a troca por elementos daquela organização terrorista que se encontrem presos. Portanto esta era uma ameaça concreta não uma simples possibilidade, pelo que neste contexto, percebe-se que a decisão da anulação da prova, era o único caminho a tomar pela ASO. ”
in AutoSport
” Prova chega ao fim antes de sair para a estrada. A organização do rali Lisboa-Dakar anunciou hoje o cancelamento da prova, que arrancava amanhã, sábado, na capital portuguesa, devido a razões de segurança.
A empresa organizadora, a Amaury Sport Organization (ASO), fundamentou, em comunicado, o cancelamento da prova, pela primeira vez na sua história, desde 1979, com razões de segurança e “ameaças directas contra a prova”.
Em conferência de imprensa, o responsável da ASO, Etienne Lavigne, afirmou que pesava sobre a prova “um clima de insegurança geral”. “Era impossível contornar a ameaça, porque não eram visadas etapas específicas”, disse.
“Tendo em conta as actuais tensões políticas internacionais, o assassínio de quatro turistas, e, acima de tudo, as ameaças directas lançadas contra a prova por movimentos terroristas, a ASO não pode tomar outra decisão que não seja a anulação da prova”, declarou.
Na quinta-feira, o governo francês avisou os seus cidadãos, incluindo os participantes na prova de todo-o-terreno, a não rumarem à Mauritânia, onde se realizariam oito das 15 etapas. No dia 24 de Dezembro, quatro turistas franceses foram assassinados naquele país, num ataque atribuído ao ramo mauritano da Al-Qaeda.
Lavigne sustentou, contudo, que “o Dacar é um símbolo e não se podem destruir os símbolos”. Em 2009, assegurou, a prova estará de volta.
A edição de 2008 do Lisboa-Dakar – cuja 2.ª etapa se desenrolaria no Algarve – contava com cerca de 570 inscritos, entre carros, motos, camiões e moto-quads.
O piloto português Carlos Sousa referiu que as equipas e pilotos “não foram ouvidos na tomada de decisão”. “Estamos desapontados e desiludidos”, afirmou à Lusa, salientando que “não foram exploradas todas as alternativas” para contornar a decisão final. “
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