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Página arquivada em: Notícias “Os combates entre o Exército do Chade e grupos rebeldes aproximaram-se nas últimas horas da capital do país. Esta manhã, a frente do conflito estava a apenas 50 quilómetros de N’Djamena, levando ao adiamento do envio das tropas que participam na operação militar montada pela União Europeia.
Depois de os rebeldes, que contam com o apoio do Sudão, terem progredido durante cinco dias quase sem enfrentar resistência, os primeiros combates deflagraram esta manhã num dos principais eixos rodoviários que ligam a N’Djamena ao Leste do país, junto à localidade de Massaguet, 50 quilómetros a nordeste da capital.
Um jornalista da AFP que se encontra na capital do país dá conta da incerteza em relação ao desfecho dos combates, adiantando que as duas partes estão envolvidas numa guerra de desmentidos. O Exército anunciou ter “destruído inteiramente uma coluna” rebelde, mas pouco depois estes garantiam ter desbaratado o contingente militar, após terem sido atacados durante a manhã.
A meio da tarde, o Estado-Maior francês, que há duas décadas mantém um forte contingente na antiga colónia, confirmou os combates na região de Massaguet. Segundo Paris, os rebeldes, que se calcula serem entre 1500 a 2000, viajaram desde a zona de fronteira em carrinhas de caixa aberta e dispõem de armas individuais e algumas metralhadoras pesadas.
O Estado-Maior francês confirmou, entretanto, que vai reforçar o seu contingente no Chade, enviando 140 efectivos de um contingente de pára-quedistas estacionado em Libreville para auxiliar os 1200 militares que já se encontram no terreno. “A sua missão permanece a mesma: garantir a segurança dos nossos cidadãos”, afirmou o coronel Thierry Burkhard, porta-voz do Estado-Maior francês, apesar de admitir que as tropas gaulesas continuarão a dar “apoio logístico e de informação” às tropas do Presidente Idriss Deby Itno.
Combates travam missão europeia
Os combates levaram já ao encerramento de todos os acessos ao aeroporto da capital e, ao início da tarde, os responsáveis pela operação militar da UE (Eufor) no Chade anunciaram o adiamento da partida das tropas austríacas e irlandesas que deveriam partir nas próximas horas para o país.
Os voos que deveriam levar homens e material “foram anulados devido à instabilidade ligada aos combates entre as tropas governamentais e os rebeldes nos arredores de N’Djamena”, declarou um porta-voz da Eufor.
A UE deu esta segunda-feira aval ao início da operação militar no Chade, com objectivo de garantir a segurança dos refugiados da guerra no vizinho Darfur, que estão concentrados em campos no Leste do país, junto à fronteira com o Sudão. Apesar de não ser uma força de interposição, a presença dos 3700 militares europeus poderá contribuir para uma acalmia do conflito interno, pelo que o avanço dos rebeldes nos últimos dias é encarado como uma forma de assegurar posições antes da chegada do contingente europeu.”
01.02.2008 - 17h10 AFP, in PÚBLICO
amei estas fotos e o trabalho parabens
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