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Página arquivada em: Notícias “A Síria lançou hoje um violento ataque contra os Estados Unidos, ao dizer que o navio de guerra dos EUA, que está ao largo do Líbano, é mais uma prova de que Washington quer impor pela força uma solução americana para a crise política daquele país.
Na presença do chefe da Liga Árabe Amr Moussa, o ministro sírio dos Negócios Estrangeiros, Walid Mouallem, garantiu que “todos os países árabes” estão convidados para a próxima cimeira da organização, que decorrerá do fim de Março em Damasco, e que se adivinha delicada devido às tensões internas.
O ministro acrescentou, ainda, que “a presença do navio de guerra na costa libanesa mostra que os Estados Unidos estão a trabalhar para obstruir todas as soluções políticas”. Mouallem afirmou que “não podem impor uma solução ao Líbano”.
As relações entre a Síria e os Estados Unidos têm vindo a piorar. Os norte-americanos responsabilizam Damasco pela crise política e pela violência continuada no país vizinho. Contudo, o ministro dos Negócios Estrangeiros contrapôs, afirmando que é Washington que não apoia o plano a Liga Árabe de eleição de um presidente para o Líbano, que está sem chefe de Estado desde 24 de Novembro.
Os Estados Unidos anunciaram na quinta-feira a presença do navio ao largo do Líbano, justificando que estavam apreensivos com a situação que o país atravessa, a mais grave desde o fim da guerra civil, em 1990.
Síria do lado do Hezbollah
A Síria está próxima da oposição levada a cabo no Líbano, pelo Hezbollah chiita, enquanto o Ocidente apoia a maioria parlamentar anti-síria. No entanto, o ministro sírio sublinhou que “uma cimeira bem sucedida em Damasco seria do interesse de todos”.
Contudo, os meios de comunicação social árabes têm insistido na forte possibilidade de a Arábia Saudita e de outros países-membros poderem boicotar a cimeira ou enviar delegações fracas.
O chefe da Liga Árabe tem tentado mediar a situação de Beirute, insistindo na adopção de um plano que prevê a eleição imediata do chefe do exército, o general Michel Sleimane, para presidente, ao que se seguiria a formação de um governo de união nacional, mas sem uma minoria de bloqueio e sem uma nova lei eleitoral, como reclama a oposição.
A Síria, potência que tutelou o Líbano durante 29 anos, foi forçada internacionalmente a retirar-se em Abril de 2005, dois meses depois do assassinato do antigo primeiro-ministro libanês Rafic Hariri.”
01.03.2008 - 15h36 AFP, In PUBLICO | Foto Reuters (arquivo)
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