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Página arquivada em: Notícias 06.03.2008 - 19h35 Agências | In PUBLICO | Foto Philippe Wojazer/Reuters (arquivo)
“A Embaixada de França confirmou hoje ter sido informada sobre contactos entre as autoridades equatorianas e as FARC para a libertação de Ingrid Betancourt. Além de França, o chefe de Estado do Equador assegurou que também a Colômbia está a par de que ainda este mês os guerrilheiros vão libertar doze reféns, incluindo a antiga senadora colombiana sequestrada em 2001, mas que Bogotá está a deturpar as intenções do Governo de Quito.
Em conferência de imprensa, o Presidente equatoriano, Rafael Correa, afirmou que o chefe de Estado colombiano, Alvaro Uribe, “sabe que, em Março, doze reféns vão ser libertados, entre eles Ingrid Betancourt”. Correa acusa Uribe de estar informado sobre os contactos entre as autoridades do Equador e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) para a libertação de reféns e de utilizar esses mesmos contactos “para montar uma armadilha e fazer crer ao mundo que se tratam de contactos políticos e de apoio às FARC”.
Pouco antes destas declarações, Didier Lopinot, embaixador francês em Quito, a capital equatoriana, anunciava que a Embaixada de França tinha sido “informada de contactos entre o Equador e as FARC para a libertação de reféns, incluindo Ingrid Betancourt”.
Na segunda-feira, o Presidente Rafael Correa tinha já dito que o Exército colombiano, ao lançar a operação transfronteiriça para abater o “número dois” das FARC, Raul Reyes, travou a libertação de mais reféns. Segundo o responsável, as negociações para a libertação de reféns, incluindo Betancourt” estavam “muito avançadas” mas foram frustradas pelo ataque.
O ministro equatoriano do Interior, Gustavo Larrea, que acompanhou Correa nas declarações aos jornalistas, precisou que as libertações dos reféns não fazem parte de “nenhuma contrapartida” e deverão ocorrer este mês. “Não negociámos com as FARC outra coisa que não a libertação de Ingrid Betancourt”, explicou o ministro, reforçando que “todos os contactos com a guerrilha foram lançados por motivos humanitários em conjunto com França”. “Alguém acusaria o Presidente francês, Nicolas Sarkozy, de apoiar as FARC?”, questionou Gustavo Larrea, reagindo às acusações do Presidente colombiano de que o chefe de Estado do Equador era um “aliado” dos guerrilheiros.
A morte do “número dois” das FARC, numa operação que matou outros 17 guerrilheiros, está a provocar uma crise regional sem precedentes nos últimos anos, com a Venezuela e o Equador a enviarem tropas para a fronteira com a Colômbia, a quem acusam de desrespeito pela integridade territorial dos países vizinhos.
Na resposta, o Presidente colombiano acusou as duas capitais vizinhas de ligações à guerrilha marxista, tendo mesmo acusado o seu homólogo colombiano de financiar as FARC em 300 milhões de dólares.“
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