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Página arquivada em: Notícias 07.03.2008 - 15h33 PÚBLICO, Agências | Foto Ronen Zvulun/Reuters
“O Hamas reivindicou o atentado da última noite contra uma escola religiosa de Jerusalém, que resultou na morte de oito estudantes, naquele que é considerado o pior dos últimos anos na cidade santa.
“O Hamas anuncia a sua total responsabilidade pela operação em Jerusalém”, adiantou um responsável do movimento islamista que controla a Faixa de Gaza, adiantando que o seu braço armado, as Brigadas Izz din al-Qassan, “vai divulgar em breve um comunicado com os detalhes” do ataque.
Esta manhã, milhares de pessoas participaram nos funerais das oito vítimas mortais do ataque, com idades entre os 15 e os 26 anos, enquanto o Exército israelita reforçava o controlo nas estradas entre a Cisjordânia e Jerusalém Oriental.
Até ao momento, o Governo israelita ainda não reagiu a esta reivindicação, mas um porta-voz do executivo garantiu que o ataque não irá interromper as negociações com o líder da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, a quem será exigido mais empenho na luta contra os grupos armados.
O ataque contra a yeshiva (escola talmúdica) de Merkaz Harav, uma das maiores de Jerusalém e considerada próxima do movimento de colonos israelitas, provocou dezenas de feridos e só terminaria com a intervenção da polícia, que abateu Abu Dhaim, autor dos disparos.
Segundo a família do jovem, residente em Jerusalém oriental (parte árabe ocupada por Israel em 1967), Dhaim tinha já trabalhado como motorista na escola, o que lhe terá facilitado o acesso às instalações.
Assim que surgiram as primeiras notícias do atentado, milhares de pessoas festejaram nas ruas da Faixa de Gaza, palco na última semana de sucessivos raides aéreos e de combates terrestres que resultariam na morte de 120 palestinianos, metade dos quais civis.
O ataque de ontem é o pior dos últimos anos em Jerusalém, palco de violentos atentados durante a Segunda Intifada, iniciada em 2000 após uma polémica visita de Ariel Sharon, então líder da oposição de direita, ao Pátio das Mesquitas, em Jerusalém Oriental. Em 2002 e 2003, os atentados na cidade santa provocaram mais de 200 mortos.“
este é um dos maiores problemas do mundo hoje em dia
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