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Página arquivada em: Notícias 08.03.2008 - 16h55 Agências | In PUBLICO | Foto Alfonso Ocanto/Reuters
“Os Presidentes da Colômbia, Equador e Venezuela deram ontem por ultrapassada a crise regional desencadeada no fim-de-semana passado, no seguimento de uma operação do Exército colombiano em território equatoriano para eliminar o número dois das FARC.
O acordo foi anunciado durante uma reunião do Grupo do Rio, fórum de consulta que integra 22 países da América Latina e Caraíbas, que ontem começou na República Dominicana, em pleno auge da crise que ameaçava degenerar em conflito armado.
Após debates intensos, que em alguns momentos raiaram o insulto pessoal, o Presidente do Equador, Rafael Correa, disse estar disponível para ultrapassar o agravo que representou a incursão militar colombiana. “Enquanto país, podemos considerar como ultrapassado este grave incidente que nos fez tanto mal”, afirmou Correa, durante a sessão plenária da reunião, depois de no início do seu discurso ter denunciado as “mentiras” da Colômbia.
Em sinal de assentimento, o seu homólogo colombiano, Álvaro Uribe, levantou-se para apertar a mão a Correa, perante os aplausos dos outros dirigentes latino-americanos presentes na sala.
O Presidente venezuelano, que no início da semana deu dimensão regional à crise transfronteiriça ao enviar tropas também para a fronteira com a Colômbia, acabaria por surgir como o artífice deste volte face. Dias depois de ter apelidado Uribe de “cachorro de George W. Bush” e de o ter acusado de fomentar na região as políticas militaristas de Washington, o rosto da esquerda bolivarista sul-americana convenceu o seu aliado equatoriano a ultrapassar o incidente.
“Não podemos continuar a insuflar os ventos de guerra”, afirmou, acrescentando que Caracas procurará “o caminho da paz” com o país vizinho, apesar das divergências ideológicas que os separam. “Vamos começar a baixar a tensão e as águas voltarão ao seu curso normal”, declarou.
Também o Presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, outro dos aliados de Chavez, anunciou que vai retomar as relações diplomáticas com a Colômbia.“
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