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Página arquivada em: Notícias 09.03.2008 - 14h31 PÚBLICO | In PUBLICO | Foto Dani Cardona/Reuters
“Os primeiros dados disponíveis sobre a taxa de participação nas eleições legislativas em Espanha dão conta de uma afluência às urnas “praticamente igual” à registada em 2004, tendo 40,49 por cento dos eleitores exercido o seu direito de voto até às 14h00 locais (13h00 em Portugal).
Nas últimas legislativas – realizadas na ressaca dos atentados de 11 de Março – tinham votado até à mesma hora 41,02 por cento dos eleitores. “Este número é praticamente igual às eleições de 2004”, declarou Fernando Moraleda, secretário de Estado espanhol, durante uma conferência de imprensa em Madrid.
Os líderes dos dois principais partidos, ambos com esperanças de vencer o escrutínio, votaram durante a manhã nas respectivas secções de voto, tendo aproveitado a ocasião para renovar o apelo à participação dos eleitores.
“A democracia será mais forte de todos os cidadãos votarem”, afirmou José Luis Zapatero, líder do PSOE e primeiro-ministro cessante, mostrando-se confiante “numa jornada de forte participação, uma jornada democrática num país exemplar como é Espanha”.
Também o líder do Partido Popular, Mariano Rajoy, apelou à participação, pedindo aos eleitores que “votem pensando em sim mesmos e no futuro do seu país”, cita a edição online do diário “El País”.
À semelhança do que ocorreu há quatro anos, as eleições para a Câmara dos Deputados e Senado ficam marcadas por um acontecimento violento. Sexta-feira, a poucas horas do final da campanha eleitoral, Isaías Carrasco, um antigo vereador socialista de Mondragón, no País Basco, foi morto a tiro à porta de sua casa. Os políticos espanhóis atribuíram, sem hesitar, o ataque à ETA e decidiram suspender as acções de campanha.
Já depois de Zapatero, Rajoy ou Juan José Ibarretxe, o líder do governo autónomo basco, terem denunciado o ataque da organização terrorista ao processo democrático em Espanha, o dia de reflexão em Espanha ficaria marcado por um emocionado apelo de Sandra Carrasco, a filha do ex-autarca. A jovem, abandonou por momentos o velório do pai, para fazer um apelo público ao voto, dizendo que a participação nas eleições seria a melhor forma de homenagear Isaías Carrasco.”
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