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Página arquivada em: Notícias 12.03.2008 - 20h58 AFP, Reuters | In PUBLICO | Foto Jim Young/Reuters
“A presidência norte-americana nega que a demissão do responsável máximo do Comando Central, entidade que supervisiona as operações militares no Médio Oriente, esteja relacionada com planos para uma eventual ofensiva contra o Irão, apesar das notícias de que o afastamento do comandante foi motivado por divergências nesta matéria.
“Não há ninguém nesta Administração que sugira outra aproximação que não seja diplomática [à crise] com o Irão”, garantiu Dana Perino, porta-voz da Casa Branca, um dia depois da demissão do almirante William Fallon.
“É certo que o Presidente não excluiu nenhum opção” para obrigar Teerão a suspender o seu programa nuclear, afirmou, mas apenas porque ao fazê-lo “ajuda ao avanço da diplomacia, tornando-a mais eficaz”, explicou a responsável, garantindo que “não há qualquer divergência” sobre este assunto.
Depois das notícias que davam conta de divergências entre o chefe do CentCom (abreviatura para a estrutura que coordena as operações numa das regiões mais vitais para os interesses dos EUA) e o general David Petraeus, comandante militar no Iraque, sobre a retirada das tropas americanas, o nome do almirante William Fallon volta a ser citado como uma das vozes dissidentes dentro da hierarquia militar.
A sua demissão viria a ser precipitada por um artigo da revista “Esquire”, em que eram citadas declarações recentes do almirante para comprovar o seu afastamento em relação à estratégia da Administração para o Médio Oriente. O artigo, intitulado “O homem entre a guerra e a paz”, revelava que depois de ter defendido um regresso mais rápido das tropas estacionadas no Iraque, Fallon criticava agora a retórica belicista de Washington em relação ao Irão.
Admitindo como provável a sua substituição até ao Verão, a revista adiantava que tal cenário “poderia bem significar que o Presidente e o vice-presidente têm intenção de agir militarmente contra o Irão antes do final do ano e não querem que um comandante se atravesse no seu caminho”.
O almirante, que cooperou com os autores da notícia, veio a público criticar o que diz ser uma interpretação abusiva das suas declarações, lamentando o “embaraço” provocado ao Presidente, o que acabaria por justificar a sua demissão. Mas a oposição democrata voltou a acusar a Administração de estar novamente a afastar as vozes críticas.
Esta tarde, a porta-voz da Casa Branca considerou “absurda” tal alegação. “O Presidente sempre foi favorável a um debate vigoroso e são” dentro da Administração, garantiu.“
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