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Guerra no Iraque, Pentágono adverte que segurança no Iraque continua “frágil” apesar dos progressos

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12.03.2008 - 11h04 AFP | In PUBLICO | Foto Reuters/Stringer (arquivo)

Guerra no Iraque: Depois de Junho, o número de vítimas mortais de violências inter-religiosas baixou em cerca de 90 por centoOs progressos registados no Iraque em matéria de segurança “continuam frágeis” devido à ameaça da Al-Qaeda e dos extremistas apoiados pelo Irão, apesar de se ter registado um decréscimo da violência para níveis nunca vistos depois de 2005, de acordo com um relatório do Pentágono divulgado ontem à noite.

A publicação deste novo relatório trimestral acontece a menos de um mês de uma avaliação muito aguardada da situação no terreno pelo comandante-chefe das tropas americanas no país, o general David Petraeus, que se deverá pronunciar sobre a continuação ou retirada das tropas americanas do país.

O relatório do Pentágono, intitulado “Medição da estabilidade e da segurança no Iraque” e que se refere aos meses de Dezembro, Janeiro e Fevereiro, sublinha que “a segurança no Iraque continua a melhorar, fazendo-se acompanhar de progressos limitados, mas importantes, nos planos político, económico e diplomático”.

“As violências desceram ao nível mais baixo desde 2005″ e “o número total de ataques no Iraque baixou em 60% desde Junho de 2007″, indica o documento.

Depois de Junho, o número de vítimas mortais de violências inter-religiosas baixou em cerca de 90 por cento e o número total de mortos civis, bem como de perdas humanas no seio das forças armadas americanas, baixou em mais de 70 por cento, segundo o Pentágono.

A Defesa norte-americana atribui estes progressos ao envio de reforços militares no início de 2007, mas também à crescente eficácia das forças de segurança iraquianas e a um vasto programa do Exército americano lançado no início do ano para mobilizar as tribos e as comunidades sunitas contra a al-Qaeda.

De qualquer maneira, “os progressos recentes em matéria de segurança permanecem frágeis” e “reversíveis”, advertiu o relatório, numa jornada em que 44 pessoas perderam a vida, 16 das quais num atentado contra um autocarro. Na véspera, oito militares morreram, fazendo do dia 10 de Março a jornada mais mortífera dos últimos sete meses.

“Apesar dos progressos, a al-Qaeda no Iraque permanece uma ameaça séria em certas zonas do país, particularmente no Norte, e persistem os conflitos violentos entre as comunidades, que lutam pelos recursos e pelo poder político”, nota o Pentágono.

“A al-Qaeda continua a exacerbar as tensões comunitárias com os atentados e com uma campanha de mortes e de intimidação contra os dirigentes locais e as forças de segurança” iraquianas, indica ainda o documento.

Por outro lado, “a influência nefasta do estrangeiro continua a minar a situação no Iraque no plano securitário”, sublinha o departamento americano da Defesa, referindo-se à Síria e ao Irão. Mesmo com o Irão a negar o fornecimento de armas e dinheiro a Bagdad, “o apoio a grupos extremistas militantes que atacam as forças armadas iraquianas e as forças da coligação continuam a ser um travão significativo à estabilidade” e à segurança no Iraque, avança o relatório. “Os Guardiães da Revolução fornecem um grande número de explosivos utilizados por esses grupos, nomeadaemente a milícia xiita do Exército do Mahdi”, indica o documento.

No que toca a Damasco, o relatório indica que “os terroristas estrangeiros continuarão a entrar no Iraque via Síria”.


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