Guerra no Iraque: Últimas Notícias, 25 Março 2008 no Iraque


Governo iraquiano impõe recolher obrigatório em Bassorá
24.03.2008 – 20h34 AFP, Reuters | in PUBLICO | Foto Thaier Al-Sudani/Reuters
O Governo iraquiano decidiu impor um recolher obrigatório na província de Bassorá, depois de confrontos entre a polícia e milicianos do Exército de Mahdi, leal ao líder radical Moqtada al-Sadr.
“Para fazer respeitar a lei a perseguir os criminosos, decidimos impor hoje o recolher obrigatório em toda a região de Bassorá, entre as 22h00 e as 06h00 de amanhã e nos dias seguintes até decisão em contrário”, adiantou um responsável da segurança local.
Durante este período será proibido o movimento de pessoas e veículos, adiantou a mesma fonte, adiantando que as escolas e universidades da região. As autoridades decidiram também encerrar, durante a noite, as principais estradas que ligam Bassorá às províncias vizinhas, a fim de evitar eventuais infiltrações.
Esta manhã, Sadr ordenou aos seus milicianos para encerrarem as lojas em alguns bairros xiitas de Bagdad, dando início ao que chamou uma “campanha desobediência de civil”. Depois dos confrontos dos últimos anos, a milícia manteve-se discreta desde que Sadr declarou um cessar-fogo, em Agosto.
No entanto, confrontos com as autoridades registados nos últimos dias em Bagdad e Kut, no Sul do país, fizeram renascer os receios de uma insurreição nas zonas de maioria xiita numa altura em que os EUA e o Reino Unido diminuem a sua presença militar na região, onde se encontram as principais reservas petrolíferas do país.
Encontrados corpos de seguranças sequestrados no Iraque
Entretanto, a polícia federal norte-americana anunciou ter descoberto os corpos de dois seguranças norte-americanos sequestrados há mais de um ano no Iraque. O FBI revela ter contado com o apoio das autoridades iraquianas, mas não revela o local onde foram encontrados os corpos.
Ronald Withrow, funcionário de uma empresa especializada em apoio técnico em zonas de conflito, foi sequestrado a 5 de Janeiro do ano passado e desde então o seu paradeiro permanecia desconhecido.
John Roy Young fazia parte de um grupo de cinco ocidentais sequestrados em Novembro de 2006, quando escoltavam uma caravana de automoveis do Crescente Vermelho do Kuwait, na região de Bassorá. Dois meses depois, os quatro americanos e um austríaco, aparentemente de boa saúde, surgiram num vídeo em que a “Resistência Nacional Islâmica do Iraque – Brigadas al- Furkhan” reivindicava o sequestro.
Quatro civis mortos em confrontos entre o Exército iraquiano e milicianos do Exército de Mahdi
25.03.2008 – 10h48 AFP | in PUBLICO | Foto Atef Hassan/Reuters
Pelo menos quatro civis iraquianos morreram em confrontos entre as forças de segurança iraquianas e milicianos xiitas do Exército de Mahdi, em Bassorá. Os confrontos ocorreram depois de Bagdad ter decidido impor a sua autoridade naquela cidade do sul do país.
Para além de quatro vítimas mortais, estes confrontos entre as tropas iraquianas e os milicianos do chefe radical Moqtada al-Sadr, provocaram ainda 18 feridos, de acordo com a polícia, e paralisaram a cidade, principal centro petrolífero do país.
O primeiro-ministro Nuri al-Maliki supervisiona pessoalmente as operações lançadas hoje de madrugada, segundo uma fonte militar britânica.
Ontem, Maliki anunciou que o governo federal iria “restabelecer a segurança e a estabilidade” e impor a ordem na cidade, onde vive um milhão e meio de pessoas e cujo controlo é uma vitória estratégia para o Estado iraquiano.
O primeiro-ministro tinha igualmente salientado, em comunicado, a brutalidade da campanha levada a cabo pelas facções que pôem em causa a segurança da cidade e a dos civis inocentes. No mesmo comunicado, acusava igualmente os “fora da lei” – sem especificar quem – de praticarem tráfico de petróleo, droga e armas.
Na sequência destas declarações, foi imposto um recolher obrigatório na cidade, a 550 quilómetros a sul de Bagdad, a partir de ontem à noite, e testemunhas assinalaram que um número alargado de tropas começou a entrar na cidade para assegurar a sua segurança.
Depois das tropas entrarem, os milicianos do Exército de Mahdi tomaram posição e os combates começaram de madrugada.
Bassorá é palco de uma luta de influências entre as facções xiitas rivais, depois da retirada, em meados de Dezembro, das forças britânicas que ocupavam a região desde Março de 2003.
O movimento de Moqtada al-Sadr acusa o governo de servir os interesses do seu rival ao seio da comunidade xiita, o Conselho Supremo Islâmico Iraquiano de Abdel Aziz Hakim. O governador da cidade, Mohammed al-Waelli, pertence a uma outra formação xiita, o partido Fadhila, muito influente no sector petrolífero, onde o Estado vai buscar a quase totalidade dos seus rendimentos.
Exército iraquiano lança operação contra milícia xiita em Bassorá
25.03.2008 – 15h18 Agências | in PUBLICO | Foto Atef Hassan/Reuters
O Exército iraquiano lançou esta manhã uma operação para garantir o controlo de Bassorá, principal cidade no Sul do Iraque e um dos bastiões do Exército de Mahdi, a milícia leal a Moqtada al-Sadr. O líder radical xiita já ameaçou desencadear uma campanha nacional de protesto se o Governo não cessar os ataques contra o seu movimento.
Nas últimas horas registaram-se intensos tiroteios no centro e na área a norte da cidade, duas das zonas controladas pela milícia xiita. Testemunhas adiantam que as ruas do centro da cidade estão desertas, sendo audíveis rajadas de armas automáticas e algumas explosões. Fontes hospitalares confirmam a morte de pelo menos quatro pessoas, mas outras fontes admitem que o número de vítimas ultrapasse já uma dezena.
O Estado-Maior britânico garantiu que não há tropas britânicas (estacionadas no aeroporto da cidade) envolvidas nas operações terrestres, mas a aviação americana estará a dar apoio aéreo aos militares iraquianos.
A operação, desencadeada horas depois de imposto o recolher obrigatório nocturno na região, está a ser acompanhada em Bassorá pelo primeiro-ministro, Nuri al-Maliki, também ele xiita, num sinal da importância que o Governo dá à reconquista do controlo da região, onde se encontram as principais reservas petrolíferas do país.
Reagindo a esta ofensiva, o líder radical xiita ameaçou mobilizar os seus simpatizantes para uma “revolta civil” a nível nacional se o Governo não puser de imediato fim às ofensivas contra o seu movimento.
Num comunicado divulgado hoje em Najaf, principal centro religioso para os xiitas iraquianos, Sadr explica que os protestos serão graduais, começando por “manifestações e uma greve geral em todas as províncias iraquianas”.
“Se o Governo não nos escutar, vamos apelar à desobediência civil em Bagdad e noutras província do país”, adianta a nota, lida por um dos colaboradores do jovem líder político, raramente visto em público. Caso as reivindicações continuem a não ser ouvidas, o movimento ameaça recorrer a “outros métodos”.
Sadr retoma oposição armada
Sadr – que contesta a legitimidade do Governo de unidade nacional e exige a saída imediata dos militares americanos do país – decretou um cessar-fogo em Agosto do ano passado e desde então a sua milícia manteve uma actividade muito discreta. No entanto, Sadr ontem anunciou uma campanha de “desobediência civil” para exigir a libertação de líderes milicianos detidos pelo Governo.
Reagindo ao apelo de Sadr, centenas de apoiantes manifestaram-se em Bagdad, enquanto a milícia saiu à rua nos bairros sob seu controlo para garantir que os comerciantes respeitavam a ordem de greve. Em Sadr City, um dos mais pobres e populosos subúrbios do país, o Exército de Mahdi assumiu o controlo das ruas, envolvendo-se em confrontos com a Organização Badr, a milícia rival leal ao maior partido político xiita.
Entretanto, há informações de que os homens de Sadr tomaram vários bairros de Kut, uma das quatro cidades do Sul do país onde está em vigor o recolher obrigatório.
Contando com perto de 60 mil efectivos, distribuídos pelos principais bastiões xiitas de Bagdad e do Sul do país, o Exército de Mahdi é uma das mais poderosas milícias que actuam à margem das forças de segurança iraquianas. Inspirados pelo discurso jovem líder radical, muito popular nas mesquitas dos bairros mais pobres, centenas de jovens continuam a alistar-se na milícia, que conta com um importante arsenal baseado em armas ligeiras, mas também lança-“rockets” e metralhadoras pesadas.
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5 comentários
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que ruim
não havia razões nehuma para invadir o iraque,ninguém deu legitimidade ao bush para esta invasão nenguém tem o direito de invadir um outro país para depór o regime que la está ou só porque este regime não facilitava os nossos interesses neste país.ou então ou então destabilisa-lo para que o nosso aliado mantenha a egemonia naquela zona.no iraque nunca ouve tantas mortes como agora,estes atentados nunca aconteceram, agora o eraque virou caus bush é um criminoso.
JEUS SALVA E DEUS E FIEL ENTREGA U TEU CAMINHA AO SENHOR COMFIA NELE E TUDO ELE FARA .
concordo plenamente! mas eu nao entendo! para essa guerra toda(deus)do ceu ajude essas pessoas…
eu acho que isso vai acabar numa terceira guerra mundial!!!!