Coreia do Norte contra diferendo Americano, Coreia do Norte volta a testar mísseis balísticos Diário de Viagens

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Coreia do Norte contra diferendo Americano, Coreia do Norte volta a testar mísseis balísticos

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28.03.2008 – 16h15 AFP | in PUBLICO | Foto Korea News Service/Reuters (arquivo)

A Coreia do Norte diz que não tem mais esclarecimentos a prestar sobre o seu programa nuclearA Coreia do Norte voltou hoje a testar mísseis curto alcance e avisou que poderá recuar na decisão de encerrar o seu programa nuclear se os EUA continuarem a exigir garantias para a resolução do diferendo.

A notícia do ensaio balístico foi revelada pela agência sul-coreana Yonhap, segundo a qual Pyongyang disparou esta manhã (madrugada em Lisboa) três ou quatro mísseis Styx contra o mar Amarelo, a leste da Península coreana.

O Governo sul-coreano desdramatizou o ensaio, que classifica de “exercícios de rotina”, mas a Casa Branca já lamentou o sucedido, considerando que se trata de uma prática “não construtiva” para a pacificação da Península coreana.

Os últimos disparos deste género – vistos como uma demonstração do poderio militar do país – remontam a Junho do ano passado, na mesma altura em que chegavam à Coreia do Norte inspectores da Agência Nuclear de Energia Atómica para acompanhar o encerramento de instalações nucleares antiquadas.

Os disparos de hoje surgem num momento de tensão entre as duas Coreias, com Seul a condicionar mais apoios económicos aos progressos de Pyongyang no desmantelamento do seu programa nuclear. A mesma política está a ser seguida por Washington que recusa a normalização das relações com o país até que este esclareça todas as dúvidas que ainda subsistem sobre o seu programa nuclear.

Esta manhã, o Ministério dos Negócios Estrangeiros norte-coreano emitiu um comunicado avisando que “se os EUA continuarem a afirmar, de forma insistente, aquilo que não existe e continuarem a adiar a resolução da questão nuclear, isso terá graves consequências na desactivação das instalações atómicas”.

“Já dissemos com clareza que não estamos a desenvolver programas [nucleares] à base de urânio enriquecido e que não demos apoio nuclear seja que país for”, acrescenta a nota, numa alusão a duas questões que continuam a suscitar dúvidas aos EUA.

Em Fevereiro do ano passado, após quase quatro anos de negociações que envolveram seis países, a Coreia do Norte comprometeu-se a renunciar ao seu programa de nuclear, em troca de ajuda energética, vital para um dos países mais pobres do mundo.

Em Agosto, num gesto de boa vontade, encerrou o reactor principal de Yongbyong, uma estrutura antiquada e a principal fonte do plutónio usado pelo país para fabricar bombas atómicas, a primeira das quais foi testada em Outubro de 2006. O país deveria também ter desactivado, até Dezembro passado, as restantes estruturas daquela central (incluindo um reactor experimental) e apresentado uma declaração completa de todas as actividades desenvolvidas ao longo das últimas décadas, mas o prazo não foi cumprido.

Washington e Seul recusam a conclusão do “dossier” até que o regime norte-coreano cumpra aquelas etapas, mas Pyongyang garante nada ter a declarar e lembra que ainda não recebeu a totalidade do combustível que lhe foi prometido.

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