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Página arquivada em: Notícias 16.04.2008 - 16h28 AFP | in PUBLICO | Foto: Mian Khursheed/Reuters
A passagem da chama olímpica no Paquistão, primeira etapa asiática do percurso até Pequim, foi limitada ao um pequeno percurso dentro de um estádio, rodeado sob fortes medidas de segurança, face aos receios de que a ocasião fosse aproveitada pelos islamistas para uma acção de grande visibilidade.
Islamabad tinha prometido ao Governo chinês, seu principal aliado na região, que não autorizaria manifestações durante o percurso, evitando os incidentes registados durante a passagem pela Europa e EUA.
Ainda assim, na véspera da chegada da chama ao país, as autoridades paquistanesas decidiram anular o percurso previsto para as ruas da capital, limitando o trajecto a algumas voltas na pista do estádio Jinnah, guardado por mais de três mil militares e polícias.
Os milhares de convidados para a cerimónia tiveram de passar por um apertado controlo policial, que incluía pórticos detectores de metais e cães para detectar a presença de explosivos.
A lanterna com a chama olímpica chegou ao local, no centro de Islamabad, num carro blindado sob a escolta de uma unidade de elite policial, tendo depois entrado no estádio numa carruagem tradicional puxada por cavalos.
Apesar da difícil coabitação, a tocha foi acesa a quatro mãos pelo Presidente paquistanês, Pervez Musharraf, e pelo novo primeiro-ministro, Yusaf Raza Gilani, passando depois para as mãos dos 66 atletas chineses e paquistaneses convidados para cumprir o curto percurso, sempre sob escolta policial.
Além de pretender evitar manifestações embaraçosas para as autoridades chinesas, o Governo paquistanês temia que a passagem da tocha olímpica pelo país fosse aproveitada por grupos extremistas para um novo atentado. O Paquistão tem sido palco no último ano e meia de uma vaga sem precedentes de ataques suicidas atribuídos a militantes próximos da Al-Qaeda, organização que acusa Musharraf de estar a soldo dos EUA ao colaborar na guerra contra o terrorismo desencadeada por Washington.
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