Timor-Leste: José Ramos-Horta já está em Díli


17.04.2008 – 09h27 | in PUBLICO | Foto: Reuters
O Presidente timorense já está em Díli, depois de dois meses a recuperar – em Darwin – dos ferimentos sofridos no atentado de Fevereiro. Ramos-Horta foi recebido por milhares de pessoas no aeroporto da capital timorense, que saudaram o regresso do Prémio Nobel da Paz com aplausos e danças tradicionais, avança a RTP.
As primeiras palavras de Ramos-Hora foram para os revoltosos que estiveram por detrás do ataque de Fevereiro. “Deixem-se de aventuras. A vossa aventura e irresponsabilidade ao longo de meses, de não me ouvirem, já custou vidas”, disse o Presidente timorense, dirigindo-se a Gastão Salsinha, o líder dos fugitivos ligados ao ataque de 11 de Fevereiro, na conferência de imprensa que deu no Aeroporto Internacional Nicolau Lobato, em Díli.
José Ramos-Horta deixou um apelo a Gastão Salsinha: “Entregue-se ao pároco em Gleno ou Mabisse. Confio totalmente nesta igreja timorense. Ela saberá como contactar as autoridades para os entregar à justiça”.
“Apesar de eu ter sido atingido, eu não queria que o Salsinha ou outro timorense perdesse a vida. Já basta! Demasiados timorenses perderam as suas vidas”, acrescentou o líder timorense.
“Salsinha tem de se entregar. Ele disse que esperava pelo meu regresso para se entregar. Eu prefiro que ele procure a igreja”, insistiu o chefe de Estado timorense.
Na conferência de imprensa à chegada a Timor, Ramos-Horta desmentiu que tivesse convidado Alfredo Reinado (que morreu no atentado de 11 de Fevereiro) para ir a sua casa para ser abatido numa armadilha. “Nunca convidei Alfredo Reinado para a minha casa, nunca marquei qualquer reunião com ele, nunca o convidei para vir às 07h00 da manha a minha casa”, afirmou o Presidente timorense.
Entre os milhares de timorenses que aguardavam Ramos-Horta estavam o Presidente interino, Fernando “La Sama” Araújo, o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, o ex-primeiro-ministro, Mari Alkatiri, chefias militares, os bispos católicos e o corpo diplomático creditado em Díli, entre os quais o chefe de missão da ONU.
Depois da conferência de imprensa no aeroporto de Díli, José Ramos-Horta dirigiu-se para o Parlamento Nacional onde reassumiu a presidência do país, seguindo depois para a casa
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