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Página arquivada em: Notícias 21.04.2008 - 17h19 AFP, Reuters | in PUBLICO | Foto: Morteza Nikoubazl/Reuters
O Hamas aceita que o Estado palestiniano seja estabelecido nas fronteiras de 1967, em território ocupado por Israel, mas garante que não reconhecerá o Estado judaico. Esta posição foi assumida pelo líder do movimento no exílio, Khaled Meshaal, depois de dois dias de encontros com o ex-Presidente norte-americano Jimmy Carter.
“Aceitamos um Estado palestiniano nas fronteiras de 4 de Juho de 1967, com Jerusalém como capital, um Estado soberano sem colonatos [israelitas], com o direito ao regresso dos refugiados palestinianos, mas sem o reconhecimento de Israel [como Estado]”, disse Meshaal em conferência de imprensa, em Damasco. Após a Guerra dos Seis Dias, em Junho de 1967, Israel ocupou a Cisjordânia, a Faixa de Gaza, os Golã sírios, o Sinai egípcio e Jerusalém-leste.
Ao comentar os esforços do antigo Presidente Jimmy Carter para persuadir o Hamas a apoiar as conversações de paz entre Israel e a Autoridade Palestiniana, Meshaal sublinhou que acima de tudo o Hamas “respeitará a vontade nacional palestiniana mesmo que atente contra as convicções” do movimento.
Khaled Meshaal encontrou-se na sexta-feira e no sábado com Jimmy Carter, na capital síria, uma iniciativa do ex-Presidente norte-americana encarada com desconfiança quer por Israel quer pelos Estados Unidos. Apesar das críticas de ambas as partes, dias antes do encontro, Carter afirmou que pretende apenas “apoiar os esforços de paz do Presidente Bush”, sustentando que não será possível um acordo sem o envolvimento dos islamistas que controlam, desde o Verão passado, a Faixa de Gaza.
Hoje, em Jerusalém, Carter deu também conta da posição do Hamas, mas afirmando que o movimento está preparado para reconhecer Israel se um acordo de paz ficar concluído e aprovado por um referendo palestiniano.
Numa conversa com jornalistas, Carter indicou que o Hamas afirma estar disposto a “aceitar um Estado palestiniano nas fronteiras de 1967 se os palestinianos o aprovarem” e a aceitar “o direito de Israel a viver em paz como um vizinho próximo”.
Ainda segundo o antigo chefe de Estado norte-americano, o movimento estará disponível para reconhecer um acordo de paz negociado pelo primeiro-ministro israelita, Ehud Olmert, e o Presidente palestiniano, Mahmoud Abbas, sob a condição de que “o submetam à provação dos palestinianos, mesmo se o Hamas esteja em desacordo sobre certos termos desse acordo”.
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