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Portugal: Luís Amado, crise mundial ditou ratificação rápida e por via parlamentar

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Luís Amado acusa oposição de ter o mesmo comportamento de há 20 anos23.04.2008 - 18h34 Lusa | in PUBLICO | Foto: Nelson Garrido (arquivo)

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, afirmou hoje que a crise mundial levou os líderes políticos europeus a optarem pela ratificação do Tratado de Lisboa por via parlamentar e o mais rapidamente possível. As palavras foram proferidas na Assembleia da República, após PS, PSD e CDS-PP terem aprovado a ratificação do Tratado da União Europeia, que mereceu os votos contra do PCP, Bloco de Esquerda e Partido Ecologista “Os Verdes”.

“Estamos perante uma crise com natureza e dimensão muito difíceis, com conflitos em várias partes do mundo e com uma crise financeira que tem ainda um quadro muito complexo para se percebam os seus contornos”, declarou o titular das pastas de Estado e dos Negócios Estrangeiros.

Depois, Luís Amado justificou a opção dos líderes políticos europeus de não referendarem o Tratado da UE, excepção feita à Irlanda. Segundo o membro do Governo, “num contexto de crise, os dirigentes europeus sentiram a responsabilidade de encontrar uma saída rápida para o impasse político em que a União Europeia se encontrava”.

“Este cenário de crise mundial foi um argumento que pesou, quer na preparação dos compromissos que levaram ao Tratado, quer em relação à forma como os dirigentes políticos europeus decidiram ratificar o processo pela via parlamentar e o mais rapidamente possível”, frisou.

Interrogado sobre a forma como a oposição votou a ratificação do Tratado de Lisboa, Luís Amado declarou que o comportamento dessas forças “é exactamente o mesmo há 20 anos”. “É um erro que alguns dos partidos não entendam que o mundo está a mudar rapidamente”, acrescentou.


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