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Página arquivada em: Notícias 24.04.2008 - 20h50 Agências | in PUBLICO | Foto: PUBLICO.PT
Os serviços secretos norte-americanos apresentaram hoje ao Congresso o que acreditam ser provas da colaboração norte-coreana num programa nuclear secreto desenvolvido pela Síria, que incluiria uma central destruída no ano passado pela aviação israelita.
Num encontro à porta fechada, o director da CIA, Michael Hayden, e Stephen Hadley, um dos principais conselheiros do Presidente norte-americano, apresentaram aos congressistas vários indícios recolhidos nos últimos meses, incluindo um vídeo que confirmaria as suspeitas de que peritos norte-coreanos estiveram envolvidos na construção de um reactor nuclear sírio.
De acordo com um alto responsável da Administração americana, trata-se, na realidade, de uma apresentação – que combina documentos, fotografias e outros dados – entregue pelas autoridades israelitas para convencer os EUA que instalações suspeitas, detectadas desde 2001 pelos satélites em território sírio, faziam parte de uma central nuclear em construção. A imprensa americana de hoje adianta que, em pelo menos uma fotografia, é possível identificar pessoas de ascendência coreana no local.
As informações transmitidas por Israel e dados recolhidos posteriormente levam os serviços secretos americanos a afirmar que o reactor, construído segundo um modelo norte-coreano, seria capaz de produzir plutónio em quantidades suficientes para desenvolver armas nucleares, mas viria a ser destruído antes de entrar em funcionamento. No dia 6 de Setembro, a aviação israelita lançou um ataque aéreo contra território sírio. Semanas mais tarde, após muita especulação, Israel revelou ter atacado o que garantia ser uma central nuclear – uma afirmação prontamente negada por Damasco.
A confirmar-se, esta colaboração poria em xeque o regime norte-coreano que no ano passado se comprometeu junto da comunidade internacional a pôr fim a todas as suas actividades nucleares mas que, depois de gestos iniciais (como o encerramento dos reactores da central de Yongbyobg), tarda em concluir os compromissos assumidos.
A Síria, a quem Washington acusa de apoiar grupos terroristas na região, já veio a público desmentir que tenha em curso um programa nuclear secreto e negar “qualquer tipo de cooperação” com o regime norte-coreano.
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