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Página arquivada em: Notícias 16.04.2008 - 18h04 Agências | in PUBLICO | Foto: Yassir Qdeah/Reuters
Pelo menos 17 palestinianos, incluindo um operador de imagem da agência Reuters, foram mortos em raides da aviação israelita contra a Faixa de Gaza, lançados horas depois de três soldados terem perdido a vida numa emboscada reivindicada pelo Hamas.
O ataque mais mortífero ocorreu ao início da tarde, na região central do território palestiniano, quando um helicóptero israelita disparou vários mísseis contra um grupo de combatentes que se estariam a preparar para disparar obuses contra Israel. A AFP adianta que um ou mais projécteis acabariam por atingir um grupo de civis que se encontravam no campo de refugiados de Bureij. Entre as vítimas mortais do ataque, que feriu outras 17 pessoas, contam-se duas crianças, adiantam fontes hospitalares palestinianas.
Pouco depois, no mesmo sector, foi atacado o carro em que seguia Fadel Chanaa, um operador de câmara palestiniano de 23 anos, a trabalhar para a Reuters. Segundo a agência britânica, o veículo estava identificado com as letras “TV”, o que não impediu que fosse atingido por um míssil. Outros dois civis que se encontravam no local morreram no ataque, que o Exército israelita não confirmou ainda.
Os ataques desta tarde surgem em retaliação pela morte de três soldados israelitas, esta manhã, numa emboscada junto ao terminal de combustíveis de Nahal Oz, na fronteira com a Faixa de Gaza. A acção, descrita como “sofisticada”, foi reivindicada pelo braço armado do Hamas, o movimento que controla a Faixa de Gaza.
Os islamistas garantem não ter perdido nenhum operacional na emboscada, durante a qual foram usados munições pesadas, mas o Exército israelita adianta ter morto quatro dos oito atacantes. Um quinto activista do Hamas foi morto num terceiro raide aéreo, que provocou ainda ferimentos em outras três pessoas.
Apesar do ataque, o Governo israelita decidiu autorizar o reinício das entregas de combustível à Faixa de Gaza, suspensas desde o ataque da semana passada contra o terminal de Nahal Oz. O combustível, fornecido pela União Europeia, permite manter em funcionamento a principal central eléctrica de Gaza, que fornece energia a 800 mil residentes na cidade de Gaza e arredores.
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