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Página arquivada em: Notícias 25.04.2008 - 18h18 | in PUBLICO | Foto: Claro Cortes/Reuters
O secretário-geral da Interpol, Ronald Noble, admitiu hoje que uma tentativa de ataque terrorista durante os Jogos Olímpicos de Pequim “é uma possibilidade real”.
“Temos de estar preparados para a possibilidade de que a Al-Qaeda ou outro grupo terrorista tente lançar um ataque terrorista”, afirmou Noble.
A organização internacional da polícia, com sede em Lyon, sudeste da França, divulgou o discurso proferido hoje pelo secretário-geral numa conferência em Pequim sobre os preparativos de segurança para os Jogos Olímpicos.
Noble indicou que desde o ano passado a Interpol realizou para as autoridades chinesas avaliações de ameaças e um acompanhamento de informações de incidentes terroristas e outros actos criminais que podiam afectar os Jogos.
O responsável recordou que na conferência anterior, em Setembro de 2007, tinha sublinhado que a Interpol não tinha recebido informação específica das polícias dos 186 países membros sobre “ameaças terroristas directas” contra os Jogos Olímpicos. “Informações da imprensa indicam que a situação mudou claramente desde então. Por exemplo, os meios de comunicação chineses informaram sobre numerosas tentativas frustradas, ligadas a grupos separatistas”, para perturbar os Jogos, sublinhou.
Noble sublinhou que em Dezembro último, segundo informações da imprensa, a polícia indonésia deteve vários presumíveis membros da Al-Qaeda e confiscou um mapa de Pequim com indicações e notas sobre diversos locais de competições.
Os recentes protestos relacionados com o Tibete juntaram “complicações adicionais significativas” às considerações “normais” de segurança para um grande acontecimento internacional como os Jogos Olímpicos, referiu Ronald Noble.
Depois de recordar as manifestações registadas durante a passagem da chama olímpica por várias cidades, Noble afirmou que é necessário preparar “a possibilidade dos grupos e dos indivíduos responsáveis pela violência” levarem a cabo protestos nos Jogos.
A Interpol, que enviará uma equipa para Pequim para treinar agentes chineses para operações de crise, também está a trabalhar com as autoridades chinesas para instalar um sistema, no aeroporto de Pequim e noutros pontos de entrada do país, para verificar o banco de dados da organização, que possui dados de mais de 14 milhões de passaportes ou outros documentos roubados ou perdidos.
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