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Página arquivada em: Notícias 24.04.2008 - 11h42 Lusa | in PUBLICO
Diversos países ocidentais bateram ontem com a porta numa reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre o Médio Oriente, depois do embaixador da Líbia ter comparado a situação em Gaza aos campos de concentração nazis, segundo vários diplomatas.
O embaixador da Líbia, Giadalla Ettalhi, “comparou a situação em Gaza aos campos de concentração” nazis durante a Segunda Guerra Mundial, declarou à imprensa um diplomata, sob anonimato.
Uma das primeiras pessoas a sair em consequência desta comparação foi o embaixador da França. Jean-Maurice Ripert “levantou-se e saiu da sala, seguido por outros embaixadores ocidentais”, acrescentou a mesma fonte, citada pela AFP.
O incidente marcou o final da reunião que tinha sido convocada a pedido de diversas delegações para discutir a situação em Gaza. A delegação da Costa Rica defendia que fosse aprovado um texto da ONU sobre essa matéria, mas isso acabou por não acontecer. “Os Estados-membros não conseguiram chegar a um acordo”, indicou o embaixador da África do Sul, Dumisani Kumalo, que preside ao Conselho durante Abril.
Depois da sessão, o embaixador da Síria, Bachar Jaafari, veio em auxílio do seu colega líbio: “Infelizmente, aqueles que dizem ser as vítimas de um genocídio (durante a Segunda Guerra Mundial) repetem o mesmo género de genocídio contra os palestinianos”, disse à imprensa.
O chefe da agência da ONU para os refugiados palestinianos (UNRWA, na sigla em inglês) na Faixa de Gaza, John Ging, descreveu ontem as condições humanitárias em Gaza como sendo “simplesmente tremendas”. “Dez meses de sanções devastadoras impedem a população civil de ter uma vida digna”, disse.
A UNRWA e o Programa Alimentar Mundial (PAM) advertiram que irão cessar hoje a distribuição de alimentos a um milhão de palestinianos em Gaza se Israel não retomar as suas distribuições de combustíveis. Israel impediu a distribuição de combustível aos veículos da Faixa de Gaza após um ataque palestiniano, no dia 9 de Abril, contra o terminal petrolífero de Nahal Oz, entre o norte da Faixa de Gaza e Israel. Dois guardas israelitas morreram no ataque. Só ontem é que o Estado hebreu retomou parcialmente a distribuição de gasolina e gasóleo.
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