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Página arquivada em: Notícias 25.04.2008 - 09h22 Lusa | in PUBLICO | Foto: Hugo Delgado/PÚBLICO
O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, manifestou-se hoje contra um eventual boicote aos Jogos Olímpicos de Pequim, no final de um encontro com o primeiro-ministro chinês Wen Jiabao na China.
“Os Jogos Olímpicos deverão ser uma celebração da juventude de todo o mundo e devem ser um sucesso. É por isso que sou contra o boicote”, disse Durão Barroso em Pequim.
As declarações de Barroso ocorrem num momento em que responsáveis políticos europeus põem em causa a participação nos Jogos de Pequim, que decorrem entre 8 e 24 de Agosto, após os recentes acontecimentos no Tibete.
Em Março registaram-se as mais fortes manifestações contra a administração da China no Tibete nas últimas décadas, que começaram na capital tibetana, Lhasa, e se espalharam a outras províncias ocidentais chinesas de forte influência étnica tibetana.
O Presidente francês Nicolas Sarkozy, que preside à União Europeia no segundo semestre de 2008, disse na terça-feira que ainda não decidiu se vai participar na cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos, mas afirmou que buscará um solução europeia de consenso.
Durão Barroso encontra-se desde ontem numa visita oficial à China, onde deve debater sobretudo temas comerciais e ambientais e onde está acompanhado de nove comissários europeus: Peter Mandelson, (Comércio), Benita Ferrero-Waldner (Relações Externas), Vladimir Spidla (Emprego e Assuntos Sociais), Janez Potocnik (Ciência e Investigação), Stavros Dimas (Ambiente), Andris Piebalgs (Energia), Louis Michel (Desenvolvimento e Ajuda Humanitária), László Kovács (Assuntos Fiscais e União Aduaneira) e Meglena Kuneva (Protecção do Consumidor).
Barroso e Wen inauguraram hoje um novo mecanismo de dialogo de alto nível entre a UE e a China para discussão de temas comerciais e económicos, aprovado em Novembro de 2007 durante a 10ª Cimeira UE-China, à qual Portugal presidiu.
“Este mecanismo deverá ter resultados concretos para mostrar aos nossos povos que a cooperação entre a China e a UE traz resultados para ambas as partes”, afirmou Barroso.
Bruxelas conta com o mecanismo de alto nível para reduzir o crescente défice comercial da Europa com a China que, segundo a UE, cresceu para os 170 mil milhões de euros em 2007, contra 131 mil milhões de euros em 2006.
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