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Página arquivada em: Notícias 26.04.2008 - 19h12 AFP | in PUBLICO | Foto: David Mdzinarishvili/Reuters
O anúncio de que a Rússia poderia intervir militarmente se um conflito deflagrasse na Abkházia e na Ossétia do Sul, duas repúblicas separatistas da Geórgia, fez com que este país considerasse estar a ser alvo de uma “ameaça directa de agressão”.
A declaração feita ontem por Moscovo “representa uma ameaça directa de agressão e uma violação do direito internacional, nomeadamente da carta das Nações Unidas”, disse o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Geórgia, Nicoloz Vachakidzé.
O representante especial do ministério russo dos Negócios Estrangeiros para as relações com a CEI (países da ex-URSS, excepto os Estados bálticos) tinha declarado ontem, em Moscovo, que “se um conflito militar estoirar, então devemos reagir, incluindo por métodos militares”. Valeri Keniaïkine garantiu ainda que defenderão “os interesses dos concidadãos por todos os meios” de que dispõem.
A Geórgia acusa a Rússia de querer anexar ao seu território a Abkházia e Ossétia do Sul, ao apoiar os representantes separatistas e ao incentivar os habitantes a adoptar a nacionalidade russa. O vice-ministro georgiano sublinhou, ainda, que a posição de Moscovo serve, paradoxalmente, as ambições atlânticas da Geórgia, que irritam fortemente a Rússia. “Os recentes desenvolvimentos das relações entre a Rússia e a Geórgia e a posição agressiva russa deveriam incentivar as perspectivas de entrada da Geórgia na NATO”, acrescentou Vachakidzé.
As duas repúblicas proclamaram a sua independência de forma unilateral no início dos anos 90, mas a maioria dos seus habitantes possui passaporte russo.
A última crise entre a Rússia e a Geórgia remonta ao passado domingo, quando um militar georgiano foi abatido na Abkházia, alegadamente por forças russas.
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