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Página arquivada em: Notícias 26.04.2008 - 20h48 AFP, Reuters | in PUBLICO | Foto: David Clifford (arquivo)
O incêndio que deflagrou hoje numa fábrica de colchões em Casablanca, cem quilómetros a sul de Rabat, fez pelo menos cinquenta e cinco mortos e doze feridos graves, de acordo com um balanço provisório das autoridades marroquinas.
O fogo deflagrou às 10h00 (hora local e de Lisboa) no rés-do-chão da fábrica onde estavam 155 trabalhadores, apesar de inicialmente se falar em pouco mais de 60.
Segundo os primeiros elementos do inquérito, as causas do incêndio foram acidentais e “o fogo propagou-se rapidamente devido ao carácter muito inflamável dos materiais utilizados no fabrico de colchões”, indicou um porta-voz das forças de segurança à agência marroquina MAP.
Os bombeiros e as equipas de socorro viram o seu trabalho dificultado já que as janelas estavam protegidas com grades de ferro forjado e as saídas de emergência eram insuficientes.
O proprietário e o seu filho, que era o gerente da fábrica, foram identificados e interrogados, de acordo com a mesma fonte e o Ministério Público de Casablanca já abriu um inquérito ao caso, apesar de considerarem que se deveu mesmo a um acidente.
Entretanto, todos os hospitais de Marrocos que dispõem de serviços especializados do tratamento de queimados foram mobilizados, informou o palácio real, também citado pela MAP.
O rei Mohammed VI deu, também, instruções às autoridades para que “tomem todas as medidas necessárias a fim de socorrer as vítimas”.
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