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Página arquivada em: Notícias 30.04.2008 - 14h45 AFP | in PUBLICO | Foto: Fadi Arouri/Reuters
Todos os grupos palestinianos deram hoje o seu acordo para que seja apresentada uma oferta de tréguas a Israel que prevê um período de suspensão das hostilidades em Gaza e na Cisjordânia, anunciou um alto responsável do Egipto, país que está a mediar as negociações para um cessar-fogo entre palestinianos e israelitas.
De acordo com o mesmo responsável, citado num comunicado oficial divulgado hoje pela agência noticiosa egípcia Mena, doze grupos armados palestinianos aceitaram a oferta de cessar-fogo já aprovada na semana passada pelos principais movimentos palestinianos, Hamas e Fatah.
O projecto inclui as principais exigências dos grupos armados, como a Jihad islâmica, que pretendem uma trégua global que se aplique não só à Faixa de Gaza mas também à Cisjordânia. No entanto, de acordo com o documento do acordo o cessar-fogo será progressivo e por etapas e não imediato.
A oferta de tréguas prevê “uma acalmia global, recíproca e simultânea, que será aplicada progressivamente, tendo início na Faixa de Gaza, estendendo-se depois à Cisjordânia”, adiantou o alto responsável no comunicado citado pela Mena. A mesma nota explica que numa primeira fase será aplicado “um plano de acção que tem como objectivo criar as condições adequadas ao levantamento do bloqueio [de Gaza por Israel] e o fim do estado de divisão entre zonas palestinianas”. “Após as conversações que tiveram lugar no Cairo, foi alcançado um consenso em torno da proposta egípcia” para um acordo de cessar-fogo, conclui o comunicado.
O anúncio de hoje surge após uma semana de conversações entre responsáveis egípcios e palestinianos, incluindo as reuniões interpalestinianas que decorreram nos últimos dois dias na capital egípcia.
A Jihad Islâmica, responsável pela maioria dos disparos de “rockets” sobre Israel a partir de Gaza e que esteve presente nas discussões no Cairo, afirmou que não assinará a trégua mas garante que não será um obstáculo à sua aplicação. “Respeitaremos o que Israel respeitar mas não subscrevemos uma trégua que se aplique unicamente à Faixa de Gaza”, afirmou à AFP Doud Chahab, porta-voz da Jihad Islâmica em Gaza, sublinhando, porém, que “se ocorrerem ataques, ninguém nem nenhum acordo impedirá” o movimento de ripostar.
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