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Página arquivada em: Notícias 30.04.2008 - 19h01 Reuters | in PUBLICO | Foto: Howard Burditt/Reuters
O líder do maior partido da oposição do Zimbabwe, Morgan Tsvangirai, terá ganho as eleições presidenciais de 29 de Março. Mas por uma escassa margem em relação a Robert Mugabe, com uma diferença de 47 por cento para 43 por cento, o que significa que terá de haver uma segunda volta pois a escassa margem não chega para uma eleição directa.
Segundo fontes governamentais que não quiseram identificar-se, Mugabe quis adiar a divulgação destes resultados, que estavam prometidos para serem libertados amanhã, para tentar prolongar o seu poder que dura já há 28 anos no país.A indefinição e atraso na divulgação dos resultados mergulhou o país num clima de pressão, com a oposição a acusar Mugabe de perseguições e execuções camufladas.
Tsvangirai diz que o seu partido, o MDC, o Movimento para a Mudança Democrática, acredita que a diferença prova que o povo quer uma mudança de poder, mas que concorda com uma segunda volta se o acto eleitoral for acompanhado por observadores das Nações Unidas. Segundo a lei, se Tsvangirai se recusar a uma segunda volta Mugabe ganha automaticamente.
“Estes são os números oficiais e o MDC sabe disso mas quer inflacionar os resultados para reclamar uma falsa vitória”, disse um represneyante do partido do Governo, o ZANU-PF.
A Comissão Eleitoral não comentou esta fuga de informação. Os candidatos são esperados amanhã para verificar o apuramento de resultados. A oposição também não quis comentar.
Com uma economia a sofrer uma taxa de 165 mil por cento de inflação e com uma escassez de comida, combustíveis e de moeda estrangeira no país, o Zimbabwe acredita cada vez menos que estas eleições possam trazer uma reviravolta na economia nacional.
E o MDC acusa Mugabe de estar a levar a cabo uma política de repressão e violência para obrigar o povo a votar nele numa segunda volta, acusações que o Governo nega.
Da reunião dos países membros do Conselho de Segurança da ONU, realizada ontem, os membros recomendaram que se devia estudar o envio de uma missão para o Zimbabwe. Mas a ideia é entendida como “um acto de desespero do Reino Unido e dos seus fantoches do MDC”, disse Bright Matonga, Ministro da Informação, em declarações à Reuters. A ideia de enviar uma missão é apoiada pela UE e pelos EUA. Mas a África do Sul, que preside actualmente ao Conselho de Segurança, disse que a questão agora não é importante, decisão em que foi apoiada pela China, Rússia, Vietname e Líbia
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