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Página arquivada em: Notícias 06.05.2008 - 15h03 :, Pedro Ribeiro (PÚBLICO), AFP | in PUBLICO | Foto: Mike Stone/Reuters
Os estados de Indiana (Midwest) e Carolina do Norte (Sul) vão hoje a votos. No primeiro estado as urnas abriram às 11h00 (hora de Lisboa) e meia hora mais tarde no segundo estado. São mais dois passos na maratona do Partido Democrata em busca da nomeação de um candidato à presidência. Também há primárias do Partido Republicano nestes dois estados, mas John McCain já garantiu a vitória entre os “elefantes”.
O cenário provável é que as primárias de ambos os estados resultem em votações semelhantes para Barack Obama e Hillary Clinton (as sondagens mais recentes dão ligeiras vantagens a Clinton no Indiana, e a Obama na Carolina do Norte) - e que a maratona democrata prossiga pelo menos até que todos os 50 estados tenham votado. O candidato democrata à presidência só deverá então ser conhecido em Junho - ou até mesmo só em Agosto, quando o partido realizar a sua convenção em Denver.
É pouco provável, portanto, (embora possível) que as eleições nestes dois estados sejam decisivas, se Barack Obama obtiver vitórias concludentes sobre Hillary Clinton. Esse cenário poderia forçar a senadora de Nova Iorque a abandonar a corrida.
Clinton parte para estas duas eleições em desvantagem na contagem de delegados. São precisos 2025 delegados para conquistar a nomeação; ela já tem 1334 (segundo a Associated Press) ou 1336 (segundo o New York Times); Obama tem 1488 (AP) ou 1491 (NYT); a contagem depende da metodologia utilizada.
Mesmo que Clinton conquistasse triunfos esmagadores nos dois estados que hoje vão a votos, não conseguiria anular a desvantagem na contagem geral. No entanto, falta contabilizar os votos de “superdelegados” - figuras que vão à convenção sem serem eleitas em primárias, e que podem apoiar quem quiserem.
Elitismo e impostos
Para conquistar eleitores e “superdelegados”, Clinton tem argumentado que a sua série de vitórias nas últimas primárias em grandes estados (Texas, Ohio, Pensilvânia) mostram que o entusiasmo à volta do senador do Illinois já se esgotou, e que Obama não consegue cativar faixas cruciais do eleitorado.
Clinton tem também criticado o que descreve como o “elitismo” de Obama; propôs na semana passada suspender o imposto federal sobre a gasolina durante o Verão, medida a que Obama se opõe. “Um Presidente não serve para fazer discursos. Serve para resolver problemas” , disse Clinton ontem, citada pela Reuters.
Obama responde que suspender o imposto teria efeitos limitados nas bolsas dos americanos preocupados com o preço dos combustíveis e que não seria uma “solução de longo prazo” para a dependência dos EUA em relação ao petróleo importado.
O senador do Illinois comparou ainda Clinton a Bush a propósito do Irão, considerando comentários da senadora (Hillary falou em “obliterar” o Irão, caso o regime de Teerão atacasse Israel) como “o tipo de linguagem que George Bush tem usado nos últimos sete anos”.
Número de territórios (cinco estados e Porto Rico) que ainda terão de votar nas primárias democratas depois de hoje.
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