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Página arquivada em: Notícias 07.05.2008 - 11h31 AFP | in PUBLICO | Foto: Reuters
A União Africana (UA) apelou hoje a que o Zimbabwe organize uma segunda volta presidencial “livre e transparente”, após as consultas levadas a cabo no país e na região pelo presidente da Comissão da UA, Jean Ping, avançou hoje em comunicado a organização. A data da segunda volta ainda não foi anunciada.
Numa segunda volta, a UA “apela a todos os actores políticos do Zimbabwe que conduzam as suas actividades de maneira livre, transparente, tolerante e não violenta, a fim de permitirem aos cidadãos do Zimbabwe que exerçam o seu direito democrático”, sublinha o comunicado transmitido à AFP em Addis-Abeba, sede da UA.
A organização pan-africana “exorta a Comissão eleitoral do Zimbabwe a assegurar que a segunda volta seja organizada em conformidade com a lei eleitoral”.
“É igualmente essencial que a paz e a segurança sejam mantidas e que a vontade do povo seja respeitada por todos os responsáveis, uma vez anunciados os resultados”, sublinha o comunicado.
O candidato Morgan Tsvangirai, de 56 anos, terá ficado à frente de Robert Mugabe (de 84 anos e Presidente há 28 anos) nas presidenciais, mas não conseguiu uma maioria absoluta que evitasse uma segunda ida às urnas.
O Zimbabwe atravessa uma grave crise depois das eleições gerais de 29 de Março. Pelo menos 25 militantes do Movimento para a Mudança Democrática (MDC, na sigla em inglês), principal partido da oposição, terão sido mortos desde essa data, que marcou a jornada da primeira volta das eleições, anunciou hoje aquela formação política, segundo um novo balanço a que teve acesso.
“Temos a indicação de 25 mortos até ontem, mas pensamos que o balanço real dos mortos é mais elevado, dado que determinadas zonas rurais estão bloqueadas pelas milícias” favoráveis ao regime do Presidente Robert Mugabe, declarou à AFP Nelson Chamisa, porta-voz do MDC.
O partido tinha denunciado anteriormente a morte de 21 dos seus membros, assassinados pelos apoiantes do Presidente Robert Mugabe depois das eleições, em consequência das quais a União Africana do Zimbabwe - Frente Patriótica (ZANU-PF, no poder desde 1980) perdeu, pela primeira vez, a maioria na câmara dos deputados.
Quer a ZANU-PF quer o MDC contestaram diamte do tribunal eleitoral os resultados do escrutínio legislativo das eleições gerais na maioria das circunscrições do país.
A formação política de Mugabe contesta os resultados em 53 das 210 circunscrições e o MDC em 52, de acordo com o diário estatal “The Herald”.
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