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Sarkozy determinado a evitar uma crise europeia

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16.06.2008 - 18h42 AFP | in PUBLICO | Foto Charles Platiau/Reuters

Sarkozy vai receber a presidência da União Europeia até ao final do anoO Presidente francês Nicolas Sarkozy, que vai receber a presidência da União Europeia dentro de quinze dias, disse hoje, em Praga, que está “determinado a evitar uma crise europeia” depois do não irlandês ao Tratado de Lisboa e das hesitações da República Checa.

“O que conta é que temos de evitar uma crise europeia que impediria agora, por exemplo, a adesão da Croácia e que condenaria a Europa ao imobilismo. Seria incompreensível”, disse Sarkozy numa conferência de imprensa.

Para o primeiro-ministro checo Mirek Topolanek é urgente encontrar uma solução que resolva os problemas existentes e que não impeça a reforma institucional que está em curso. Topolanek encara a actual situação como grave.

Em Praga o não irlandês ressuscitou o eurocepticismo checo, instalado entre os liberais, no poder, num altura em que o Parlamento espera luz verde do Tribunal constitucional para votar o tratado. Entre os mais eurocépticos está o próprio Presidente checo, Vaklav Klaus, para quem o não irlandês significa um ponto final na ratificação do Tratado de Lisboa. Klaus encara o sentido de voto da Irlanda como “uma vitória da liberdade e da razão contra os projectos elitistas artificiais e da burocracia europeia.

Para os defensores do Tratado, o pior cenário seria que, depois da Irlanda, a República Checa, que assume a presidência da UE depois da França, no primeiro semestre de 2009, também diga não ao texto.

Sarkozy deixa a mensagem: “A França, que disse não em 2005 até compreende que os amigos checos precisem de tempo para discutir o assunto e temos de lhes dar tempo. Ninguém se deve sentir pressionado. Temos de tratar a situação com calma e sangue frio. Não devemos dramatizar nem minimizar a situação”. Mas frisa que é importante não mergulhar a Europa em discussões institucionais que levem dez anos a apurar, que é preciso uma Europa unida e que avance, não uma Europa imóvel e dividida.


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