Terramoto em Itália: balanço de mortos sobe para 207

07.04.2009 – 08h27 PÚBLICO, com agências | in PUBLICO
As equipas de socorro trabalharam toda a noite de ontem e prosseguiam já hoje, lançando mão de escavadoras mecânicas e abrindo caminho com as próprias mãos, para encontrar sobreviventes do mais violento sismo que a Itália teve em três décadas. Mais de 24 horas depois do abalo – que atingiu a região de Abruzzo, no centro do país – as autoridades elevavam o balanço de vítimas mortais para 207 pessoas, disse o primeiro-ministro, Silvio Berlusconi.
Numa conferência de Imprensa em L’Aquila, o chefe do Governo italiano disse que o sismo vitimou 207 pessoas, 190 das quais estão identificadas e 17 por identificar. O número de feridos é superior a mil, 500 dos quais estão hospitalizados e cem em estado grave, disse Silvio Berlusconi.
Mais de sete mil pessoas estão a trabalhar no terreno e as buscas para encontrar mais sobreviventes vão prolongar-se pelas próximas 48 horas, acrescentou o primeiro-ministro italiano.
Mais de 150 pessoas foram retiradas vivas dos escombros – duas delas já ao início da madrugada de hoje – mas com muitas ainda desaparecidos, pelo menos 15, os serviços de protecção civil admitem que as esperanças de encontrar mais alguém com vida são já muito escassas. Deixados sem casa estarão umas 17 mil pessoas, informavam também hoje as autoridades, um número bem mais baixo do que a estimativa, na véspera, de 50 mil.
O sismo – de um grau entre os 5,8 e os 6,3 na escala de Richter – abalou Abruzzo pouco depois das 3h30 locais (2h30 em Portugal), deitando abaixo casas, igrejas antigas e muitos outros edifícios em 26 cidades e vilas da região, a uns 100 quilómetros de distância de Roma. Em L’Aquila apenas, a cidade mais fortemente atingida, as autoridades estimam que dois terços dos edifícios ruíram totalmente.
A polícia manteve igualmente uma noite de trabalho intenso, numa vigilância apertada das casas deixadas de entranhas de fora pelo sismo. Várias pessoas foram detidas por pilhagem. Milhares de tendas foram montadas em parques e campos de futebol para acolher os desalojados pela catástrofe; muitos optaram por dormir nos seus carros.
O primeiro-ministro italiano disse que 20 campos vão ser instalados até ao final do dia para acolher 14 mil e 500 pessoas.
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