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08.11.2009 – 20:25 | in PÚBLICO | Foto: Mohammed Ameen/Reuters
Os deputados iraquianos aprovaram esta noite a nova lei eleitoral, pondo fim a semanas de impasse e impedindo uma crise constitucional que ameaçava a realização das eleições previstas para Janeiro e o próprio calendário da retirada norte-americana.
O Presidente Barack Obama congratulou os deputados por mais este “marco”. A lei foi aprovada por 141 dos 195 deputados presentes na sessão nocturna, precedida por intensas pressões dos Estados Unidos e das Nações Unidas, cada vez mais preocupados com a incapacidade de ultrapassar divergências demonstrada pelos partidos.
O problema mais difícil de resolver era Kirkuk, onde árabes e turcomanos acusam os curdos de terem forçado mudanças na demografia para assegurar a conquista do poder. Para o ultrapassar, os deputados decidiram que os votos na província disputada serão depois examinados por uma comissão para se perceber se nos últimos cinco anos houve um aumento anormal nos registos eleitorais da região.
“A situação de Kirkuk ainda está bloqueada. É como uma bomba relógio à espera de ser activada. Não há acordo”, disse à Reuters o analista político Hazim al-Nuaimi.
Decidido ficou ainda que os iraquianos passarão a votar num sistema de “lista aberta”, em que os eleitores podem escolher uma lista ou um só candidato. A mudança deverá reduzir o peso dos grandes partidos políticos em benefício de figuras conhecidas localmente.
Com o atraso na aprovação da lei, as eleições, previstas inicialmente previstas para 16 de Janeiro, terão de realizar-se um pouco mais tarde. A Constituição diz que têm de acontecer até 31 de Janeiro. O embaixador dos EUA em Bagdad, Christopher Hill, disse ao “Washington Post” que deverão ser marcadas para dia 23.
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