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Manifestação contra o “mau” Governo Português 12 Março 2011 Diário de Viagens

Manifestação contra o “mau” Governo Português 12 Março 2011

Protesto 12 de Março às 15 horas – Avenida da Liberdade – Lisboa e Praça da Batalha – Porto

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Protesto Geração à Rasca juntou entre 160 e 280 mil pessoas só em Lisboa e Porto

12.03.2011 – 15:17 Por Ana Cristina Pereira, Luciano Alvarez, Graça Barbosa Ribeiro, Clara Viana, in PUBLICO

Milhares de pessoas saíram hoje às ruas em várias cidade do país e transformaram o Protesto Geração à Rasca numa manifestação de todas as idades, todos os grupos, todas as palavras de ordem. A organização fala em 200 mil pessoas em Lisboa e 80 mil no Porto. A PSP admite 100 mil e 60 mil.

O Protesto Geração à Rasca foi inicialmente convocado por quatro jovens, através da Internet, para Lisboa e Porto, com um manifesto apelando à participação de “desempregados, ‘quinhentoseuristas’ e outros mal remunerados, escravos disfarçados, subcontratados, contratados a prazo, falsos trabalhadores independentes, trabalhadores intermitentes, estagiários, bolseiros, trabalhadores-estudantes, estudantes, mães, pais e filhos de Portugal”.

Mas o que se viu hoje nas ruas foi algo muito além da geração mais jovem, a reclamar pelo seu futuro.

Em Lisboa, uma das 11 cidades onde decorreu o protesto, o desfile chegou ao Rossio por volta das 16h30, com um cordão de gente que nunca parou de crescer e que quase encheu a Avenida da Liberdade.

No Porto, a multidão obrigou a um plano B, para desviar o desfile para a Avenida dos Aliados.

A manifestação estava prevista para terminar na praça D. João I, mas a afluência de pessoas foi tão grande que os participantes, de todas as idades, seguiram para a Avenida dos Aliados, onde havia uma extensa lista de espera de inscrições para discursar.

Em Lisboa, o desfile começou de forma discreta, mas pessoas de todos os quadrantes políticos, da extrema-esquerda, à extrema-direita (embora sem políticos conhecidos presentes), de todas as idades, muitos reformados, muitos pais com crianças na mão e vários movimentos de cidadãos juntaram-se ao protesto.

Magalhães de Campos, 79 anos, vendedor reformado, quer um futuro para a juventude. Diana Simões, 19 anos, estudante de Direito, não quer empregos precários, nem recibos verdes. Alcino Pereira, 27 anos, carpinteiro no desemprego, quer um emprego. Estas são as razões de alguns dos manifestantes que abriram o desfile em Lisboa, que foi ganhando corpo à medida que o protesto descia a Avenida.

Com muita música, os manifestantes iniciaram de forma pacifica o desfile em frente ao cinema São Jorge, rumo ao Rossio.

Não havia figuras conhecidas da política portuguesa nas primeiras filas do desfile. Mas viam-se alguns políticos em meio aos manifestantes. O PCP fez-se representar pelos seus deputados mais jovens, Rita Rato, João Oliveira, Miguel Tiago e Bruno Dias. Também presentes estavam alguns elementos do Bloco de Esquerda, como a deputada Helena Pinto.

O desfile foi animado por palavras de ordem como “com precariedade não há liberdade”, “fora com os ladrões” e “Portugal, Portugal, Portugal”.

Em Coimbra a diversidade das gerações que se juntaram foi a marca da manifestação. Estudantes, professores contratados, pais ou irmãos de trabalhadores precários foram-se revezando na Praça da República, que nunca chegou a encher. A meio da tarde, iniciaram uma marcha não prevista em direcção à Câmara. A palavra de ordem: “O Povo unido jamais será vencido”.

Antes, em Lisboa, por volta das 15h25, fez-se um estranho silêncio na marcha, quando um grupo de cerca de 20 jovens de cabeças rapadas e bandeiras negras chegaram à manifestação. Questionados pelos jornalistas sobre que movimento representavam, limitaram-se a dizer: “somos nacionalistas”. Este grupo acabou por entrar na coluna da manifestação sem problemas.

Houve ainda manifestações em outras cidades, como Braga, Faro, Castelo Branco, Funchal, Ponta Delgada e Leiria. Até fora do país houve protestos, como em Barcelona.

Numa iniciativa distinta, os professores realizaram hoje, em Lisboa, um plenário no Campo Pequeno, em protesto contra o Ministério da Educação.

Protesto Geração à Rasca

O «Protesto da Geração À Rasca» surgiu de forma espontânea, no Facebook, fruto da insatisfação de um grupo de jovens que sentiram ser preciso fazer algo de modo a alertar para a deterioração das condições de trabalho e da educação em Portugal.

Este é um protesto apartidário, laico e pacífico, que pretende reforçar a democracia participativa no país, e em consonância com o espírito do Artigo 23º da Carta Universal dos Direitos Humanos:

  1. Toda a pessoa tem direito ao trabalho, à livre escolha do trabalho, a condições equitativas e satisfatórias de trabalho e à protecção contra o desemprego.
  2. Todos têm direito, sem discriminação alguma, a salário igual por trabalho igual.
  3. Quem trabalha tem direito a uma remuneração equitativa e satisfatória, que lhe permita e à sua família uma existência conforme a dignidade humana, e completada, se possível, por todos os outros meios de protecção social.

(…)

Movimento Geração à Rasca interrompe discurso de Sócrates

In PUBLICO, 08.03.2011 – 00:05 Por Lusa

Vídeo colocado no YouTube pelo utilizador sceptrus que mostra o momento em que o discurso de Sócrates é interrompido

Cerca de uma dúzia de manifestantes ligados ao movimento Geração à Rasca foram ontem à noite expulsos do local onde o secretário-geral do PS falava, depois de terem interrompido José Sócrates mal este iniciou a apresentação da sua moção política ao congresso do partido, em Viseu.

Sócrates apenas tinha tido tempo para fazer os agradecimentos quando os jovens, munidos de um megafone, começaram a dizer: “Chegou a hora de a geração à rasca falar, isto é pacífico, só queremos falar”. Os jovens, segundo a agência Lusa, foram colocados na rua pela segurança, queixando-se de terem sido agredidos.

“Eu fiz questão de dizer que era pacífico, mas fomos corridos a empurrões e houve uma rapariga que levou um pontapé”, lamentou aos jornalistas Paulo Agante, do movimento Geração à Rasca, que agendou para o próximo sábado manifestações contra a precariedade em todo o país.

Enquanto os jovens eram expulsos do salão onde decorria o jantar, os participantes gritavam PS. “Se me permitem, camaradas, eu gostaria de fazer um convite às pessoas que agora entraram para jantar connosco, não temos nenhum problema nisso. Somos um partido da tolerância, estamos no Carnaval e a verdade é que no Carnaval ninguém leva a mal”, interrompeu-os José Sócrates.

Paulo Agante explicou aos jornalistas que ele e os colegas pagaram para entrar no jantar, durante o qual pretendiam manifestar o descontentamento que sentem por estarem desempregados e haver muitos jovens a trabalharem de forma precária. Agante criticou ainda Sócrates por ter dito que o PS é um partido de tolerância: “Enquanto nós estávamos a ser empurrados e pontapeados, eu não tirei os olhos dele, ele estava com um sorriso de satisfação na cara”.

Os jovens queixam-se ainda de lhes ter sido retirada a faixa que levavam, com a inscrição “Fim às políticas rascas” e “619 mil amigos gostam disto”, numa alusão ao número de desempregados portugueses.

manifestação lisboa portugal
Fotografia da manif em Lisboa em 30-05-09, Foto por João Vicente

VALTER SIMÕES comentou em 1/3/2011 às 11:14 - Acho que não devia ser uma mera manifestação! Na minha opinião devíamos de nos mantermos na manifestação vários dias se necessário até os chulos saírem do poder… Sinceramente estou farto deste classe politica que de dia para dia nos enterram vivos… Dia 12 de Março com esta iniciativa é uma boa maneira de demonstrarmos que quem manda no país é o POVO e não essa cambada de chulos… Abraço até 12 de março

Por isso, protestamos:

  • Pelo direito ao emprego.
  • Pelo direito à educação.
  • Pela melhoria das condições de trabalho e o fim da precariedade.
  • Pelo reconhecimento das qualificações, competências e experiência, espelhado em salários e contratos dignos.
  • Porque não queremos ser todos obrigados a emigrar, arrastando o país para uma maior crise económica e social.
  • No dia 12 de Março, pelas 15 horas, convidamo-lo a estar presente na Avenida da Liberdade em Lisboa ou na Praça da Batalha no Porto, no Protesto da Geração à Rasca cujo manifesto abaixo citamos.

Manifestação contra o Manifestação contra o

Vídeo de protestos na Grécia

A Grécia é um dos países da Europa mais afectados pela crise, mas, ao contrário de Portugal, as pessoas saem à rua e manifestam contra o mau sistema político. Veja algumas reacções do povo. Repare como mesmo os idosos saem à rua protestando contra a falta de dinheiro e cortes para pensões… 100,000 pessoas nas ruas!

Neste vídeo podemos ver como a Grécia corta nos salários e aumenta os impostos – como Portugal. Mas porque é que Portugal não corta nos jantares e carros dos políticos? Porquê sempre o povo? BASTA!

Violência??? Será que é esta a única solução que nos resta? de defendermos o nosso futuro? Será que é preciso recorrer violência para defendermos o que é nosso? O que fazemo nós portugueses? Nós portugueses não queremos que o nosso país se transforme num campo de batalha, não queremos ser violentos porque não está no nosso sangue. Queremos reformas adequadas e justas. Manifestação SIM! Reformas justas SIM! Violência NÃO!

Manifesto

Nós, desempregados, “quinhentoseuristas” e outros mal remunerados, escravos disfarçados, subcontratados, contratados a prazo, falsos trabalhadores independentes, trabalhadores intermitentes, estagiários, bolseiros, trabalhadores-estudantes, estudantes, mães, pais e filhos de Portugal.

JOÃO CARDOSO comentou em 2/3/2011 às 2:41 – APESAR DE NÃO SER DESTA GERAÇÃO, TAMBÉM COMEÇO A FICAR ENRASCADO. POR ISSO, NÃO ME RESTA OUTRA ALTERNATIVA QUE NÃO SEJA A DE APOIAR ESTES JOVENS NAS SUAS JUSTAS REIVINDICAÇÕES. FORÇA PESSOAL. MOSTREM AOS POLÍTICOS QUE NÃO É ESTE O PAÍS QUE QUEREM. LUTEM PELO VOSSO FUTURO E PELO FUTURO DE PORTUGAL. DESISTIR É PERDER.

Nós, que até agora compactuámos com esta condição, estamos aqui, hoje, para dar o nosso contributo no sentido de desencadear uma mudança qualitativa do país. Estamos aqui, hoje, porque não podemos continuar a aceitar a situação precária para a qual fomos arrastados. Estamos aqui, hoje, porque nos esforçamos diariamente para merecer um futuro digno, com estabilidade e segurança em todas as áreas da nossa vida.

Protestamos para que todos os responsáveis pela nossa actual situação de incerteza – políticos, empregadores e nós mesmos – actuem em conjunto para uma alteração rápida desta realidade, que se tornou insustentável.

Caso contrário:

  • Defrauda-se o presente, por não termos a oportunidade de concretizar o nosso potencial, bloqueando a melhoria das condições económicas e sociais do país. Desperdiçam-se as aspirações de toda uma geração, que não pode prosperar.
  • Insulta-se o passado, porque as gerações anteriores trabalharam pelo nosso acesso à educação, pela nossa segurança, pelos nossos direitos laborais e pela nossa liberdade. Desperdiçam-se décadas de esforço, investimento e dedicação.
  • Hipoteca-se o futuro, que se vislumbra sem educação de qualidade para todos e sem reformas justas para aqueles que trabalham toda a vida. Desperdiçam-se os recursos e competências que poderiam levar o país ao sucesso económico.

Somos a geração com o maior nível de formação na história do país. Por isso, não nos deixamos abater pelo cansaço, nem pela frustração, nem pela falta de perspectivas. Acreditamos que temos os recursos e as ferramentas para dar um futuro melhor a nós mesmos e a Portugal.

Não protestamos contra as outras gerações. Apenas não estamos, nem queremos estar à espera que os problemas se resolvam. Protestamos por uma solução e queremos ser parte dela.

Música dedicada a toda a classe política portuguesa

Na Net

Esta página informa sobre a manif 12 março em Lisboa ou Porto. Manif Portugal, Manif Lisboa e Manif Porto. Com a força dos portugueses esta manifestação lisboa março vai tomar poder e resultar num protesto à altura da miséria do Governo. Vamos todos à manif em Lisboa apoiar um Portugal melhor.

João Leitão - Autor do site VIAGENS
Joao Leitao

“Olá! Sou o João, um aficionado das viagens que partilha consigo vários artigos práticos, de como viajar pelo mundo com facilidade.”

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62 comentários antigos (antes de ter os comentários via facebook)

  1. Comentário de MOVIMENTO PORTUGAL PORTUGUÊS em 3 Outubro, 2011
  2. Comentário de Luis em 14 Março, 2011
  3. Comentário de Vera em 13 Março, 2011
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  39. Comentário de vitor matos em 3 Março, 2011
  40. Comentário de carlos em 3 Março, 2011
  41. Comentário de Paula Tavares em 3 Março, 2011
  42. Comentário de carlos em 2 Março, 2011
  43. Comentário de Joana Rodrigues em 2 Março, 2011
  44. Comentário de qwerty em 2 Março, 2011
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  46. Comentário de carlos em 2 Março, 2011
  47. Comentário de JOÃO CARDOSO em 2 Março, 2011
  48. Comentário de JOÃO CARDOSO em 2 Março, 2011
  49. Comentário de João Leitão em 2 Março, 2011
  50. Comentário de carlos gaspar em 2 Março, 2011
  51. Comentário de carlos em 1 Março, 2011
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  56. Comentário de Arturo Cortés em 28 Fevereiro, 2011
  57. Comentário de Jose Portugal em 27 Fevereiro, 2011
  58. Comentário de luis manuel em 27 Fevereiro, 2011
  59. Comentário de luis manuel em 27 Fevereiro, 2011
  60. Comentário de Manel em 26 Fevereiro, 2011
  61. Comentário de Manel em 26 Fevereiro, 2011
  62. Comentário de Jorge Lago em 25 Fevereiro, 2011


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