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🌍 Volta ao Mundo Terra-Mar sem Voar, Roteiros Passo-a-Passo

Actualizado em 6 Maio, 2017
VOLTA AO MUNDO SEM VOAR

VOLTA AO MUNDO POR TERRA E MAR

VOLTA AO MUNDO SEM VOAR

Nesta página você encontra:

  1. Volta ao Mundo Terra-Mar – Apresentação
  2. Volta ao Mundo por Mar – Como fazer?
  3. Viajar em Navios de Carga
  4. Apanhar Boleia num Navio de Recreio
  5. Navios de Cruzeiro em Viagens de Recolocação
  6. Volta ao Mundo Exclusivamente de Navio
  7. Volta ao Mundo de Comboio (trem) – Como fazer?
  8. O Pacote Tudo Incluído
  9. Faça o Seu Plano sem Agência
  10. Roteiro Volta ao Mundo por Terra e Mar – Itinerário Passo-a-passo
  11. Etapa 1 – De Portugal até ao Brasil
  12. Etapa 2 – Rio Amazonas acima
  13. Etapa 3 – Peru à Coreia do Sul e Vladivostok
  14. Etapa 4 – O Transiberiano de Vladivostok a Moscovo
  15. Etapa 5 – De Moscovo a Paris
  16. Etapa 6 – De Paris até casa

Volta ao Mundo Terra-Mar – Apresentação

VOLTA AO MUNDO TERRA-MAR

VOLTA AO MUNDO TERRA-MAR

Há quem diga que viajar de avião não é viajar. É fazer batota, é escapar de todas as aventuras e dificuldades que de outra forma seriam experimentados. É ultrapassar num par de horas uma distância que por terra poderia demorar semanas ou meses. Não será portando de espantar que uma viagem à volta do mundo sem o recurso a meios aéreos seja valorizada.

Para muitos, a verdadeira volta ao mundo tem que ser feita por terra ou por mar. Toda ela. Enfrentando os desafios à medida que forem surgido. Mas claro que tamanha aventura não é para todos. Será necessário uma condição física acima da média e um perfil pessoal com características muito próprias. Além disso, é preciso mais tempo e um orçamento mais elevado. Mas mesmo assim que não se pense que o cidadão comum não poderá embarcar em tal odisseia.

A travessia dos continentes já não é um problema. No mundo moderno existem ligações, por vezes de comboio, se não de autocarro (ônibus) ou de transportes rodoviários de menores dimensões. Mas tirando certas manchas, como o deserto do Saara, e zonas onde conflitos armados como o Iraque ou o Afeganistão, que se tornaram excessivamente perigosas, a verdade é que vencer as áreas continentais não é um problema para um viajante com alguma experiência.

O principal problema são mesmo os grandes oceanos. Atlântico e Pacífico. Nos bons velhos tempos, na época em que Jules Vernes criou A Volta ao Mundo em 80 Dias, as coisas eram ironicamente mais simples. A tecnologia não jogava a favor do viajantes, mas os navios a vapor sim. E isso fazia toda a diferença.

É que, lá está… já pensou como é que pode cruzar os oceanos e explorar o globo sem ter um bilhete de avião volta ao mundo? De barco, claro. Mas… como? A verdade é que se no passado os mares eram sulcados por navios que asseguravam uma quantidade enorme de rodas, com a banalização das linhas aéreas e o aparecimento de companhias aéreas low-cost, esse tipo de serviço deixou de ter mercado e, eventualmente, acabou por desaparecer.

Há várias viagens históricas e épicas à volta do mundo feitas por grandes exploradores, mas sejamos realistas, quem é preferiria embarcar num navio para uma travessia do Pacífico que demoraria semanas quando se pode simplesmente usar um avião e percorrer o mesmo trajecto em algumas horas? Talvez aqueles que sofrem de pavor de voar, mas o mundo moderno não se compadece… a verdade é que deixaram de haver navios de transportes de passageiros de longa distância.

Claro que há os cruzeiros, mas esses são limitados aos percursos turísticos, não são vocacionados para o simples transporte do ponto A até ao ponto B.

Problema sem solução? Não. Apesar de ser uma opção quase desconhecida, podem-se atravessar os oceanos a bordo de navios de carga. É uma solução dispendiosa, mas sem dúvida diferente. E permite ultrapassar o problema.

Volta ao Mundo por Mar – Como fazer?

1- Viajar em Navios de Carga

VOLTA AO MUNDO EM NAVIOS DE CARGA

VOLTA AO MUNDO EM NAVIOS DE CARGA

A experiência promete. Não se trata de passar uns quantos dias a bordo de um navio de passageiros de luxo, com piscina, múltiplas salas de refeição com toda a comida incluída no preço. Não há actividades recreativas nem cinema. O que temos pela frente é um par de semanas a bordo de um cargueiro. A realidade marítima pura e dura. Seremos passageiros num universo de trabalho. Iremos atravessar o oceano sem usar um avião.

A vida a bordo de um navio destes – seja um porta-contentores, um petroleiro ou um graneleiro – é simples. Acorda-se, espera-se que passe mais um dia, come-se, dorme-se. Pelo menos quando se é um passageiro, porque para os tripulantes há os turnos de serviço e as tarefas normais, que fazem funcionar um navio comercial.

Pouca gente o sabe, mas muitos destes navios têm alguns camarotes ou camas reservados para passageiros. Nunca serão muitos, porque mandam as regras que a partir de doze passageiros a companhia tenha que incluir na tripulação um médico, e nenhuma o quer fazer.

Portanto, o isolamento social será um dos problemas a enfrentar. Poderá até ser o único passageiro do navio. Claro que será possível estabelecer laços com pessoal da tripulação, mas poderá não se proporcionar e, seja como for, eles terão as suas tarefas a cumprir, enquanto que o viajante terá apenas mais um dia para preencher.

Claro que observar o funcionamento normal do navio pode ser interessante, mas ao fim de alguns dias a rotina instala-se. As visitas à ponte de comando, geralmente permitidas aos passageiros, acabam por se tornar aborrecidas.

Será melhor trazer livros suficientes para o manter entretido, filmes para ver, trabalho para fazer, qualquer coisa que ajude a combater as muitas horas de ócio.

As refeições são servidas na messe dos oficiais. O passageiro come com a tripulação – que regra geral fala inglês entre si – e não terá que se preocupar com a alimentação.

Se lhe interessar este tipo de viagem, leia também o relato (em francês) “14 dias a bordo de um navio de carga entre Antuérpia e Cotonou no Benin” do viajante Laurent Claudel.

Mas existem outros problemas: em princípio não haverá acesso à Internet durante as semanas de navegação. Uma privação terrível para a generalidade das pessoas. E depois há o preço: como este não é o negócio principal das companhias de navegação, a inclusão de passageiros é um serviço muito especial, e paga-se em conformidade. Em média conte com 100 Eur por dia para uma viagem deste tipo. Pode não parecer muito, considerando que alojamento e alimentação estão incluídos, mas considere que para atravessar o Atlântico poderão ser necessários dez dias. E o Pacífico não é mais pequeno.

Alguns conselhos práticos: verifique com a companhia de seguros se a sua apólice do seguro de viagem cobre incidentes ocorridos em navios deste tipo. Se o seu navio efectua paragens em portos ao longo da viagem, não se esqueça de descobrir se precisa de visto para ir a terra e se vale a pena tirá-lo.

Algumas agências onde se pode marcar viagens em cargueiros:

2- Apanhar Boleia num Barco de Recreio

VOLTA AO MUNDO EM BARCO DE RECREIO

VOLTA AO MUNDO EM BARCO DE RECREIO

Este é outro expediente que muitas pessoas desconhecem ou assumem que é necessário experiência, o que não é totalmente verdade. Claro que conhecimentos de marinharia e de vela ajudam no processo de selecção, mas desde que exista vontade em ajudar nas tarefas de bordo há sempre uma possibilidade de se ser aceite como passageiro convidado num veleiro ou navio de recreio que cruze os oceanos.

A ideia é simples: o capitão precisa de tripulantes e os tripulantes precisam de atravessar o Atlântico ou o Pacífico. A associação é evidente: pois que os tripulantes viajem gratuitamente e que trabalhem para pagar a boleia.

Será mesmo assim preciso algum dinheiro. É necessário cobrir as despesas com a alimentação, o que geralmente representa desembolsar um valor entre 10 a 25 Eur por dia. Mas há situações em que a comida está incluída na boleia, especialmente em navios de maiores dimensões.

Encontrar a situação ideal pode suceder de duas formas. Na primeira, o candidato desloca-se até uma boa marina (por exemplo, Great, em França, ou Gibraltar ou Málaga) e mete conversa com quem por lá andar. Talvez encontre outras pessoas na mesma situação, pode trocar informações com elas, aprender com quem tenha experiência. Na segunda, a pesquisa baseia-se nos recursos online.

Há uma série de websites de anúncios para situações deste género:

Considere que estamos a falar de veleiros, logo, os ventos têm um papel importante na operação. As partidas da Europa para as Américas ocorrem sobretudo na época favorável que se estende de Setembro a Fevereiro, com especial incidência em Outubro e Novembro.

A maioria das oportunidades aplicam-se ao Atlântico e no Pacífico. A situação é bastante linear: muita gente atravessa este oceano, de forma directa, com pontos de partida e de chegada óbvios. O caso do Pacífico é mais complexo. É seis vezes mais extenso e está cheio de ilhas. Será mais difícil encontrar uma boleia que leve o viajante de uma ponta à outra deste oceano (mas é possível). Conte com paragens nas ilhas da Polinésia e tenha em consideração que os pontos de partida mais evidentes se localizam na Austrália e na Nova Zelândia. Quanto às épocas do ano, existe um bom fluxo de veleiros do México até à Polinésia Francesa por volta de Março, com saídas até Julho. Por outro lado a época dos ciclones, quando ninguém quer ser apanhado no mar, inicia-se em Novembro.

Todos os anos há alguns barcos a recrutar tripulação em Ushuaia, na Terra do Fogo – sul da Argentina, para fazer a travessia do Pacífico.

3- Navios de Cruzeiro em Viagens de Recolocação

VOLTA AO MUNDO EM CRUZEIRO RECOLOCAÇÃO

VOLTA AO MUNDO EM CRUZEIRO RECOLOCAÇÃO

Os luxuosos navios de cruzeiro que sulcam os mares com turistas mais ou menos abastados são por vezes transferidos de uma área de operações para outra, especialmente para acompanhar a sazonalidade das regiões.

Ora os clientes deste tipo de férias esperam cruzeiros em rota circular, ou seja, com partida e chegada ao mesmo porto ou, no máximo, a um outro na mesma região. Mas quando o navio é transferido para uma zona distante pela sua operadora, não é tão fácil encontrar clientes. E é a partir deste momento que as coisas se tornam interessantes.

Digamos que há um navio que depois de efectuar cruzeiros pelos fiordes da Noruega, será transferido para as Caraíbas. É uma excelente oportunidade de cruzar o Atlântico, com todas as mordomias e geralmente a um preço mais baixo do que os praticados pelos cargueiros.

Por exemplo, e que tal treze noites a bordo de um navio de cruzeiro, entre Barcelona e a Florida, por 620 Eur? Para encontrar outras oportunidades deste género veja o cruisesheet.com.

Volta ao Mundo Exclusivamente de Navio

VOLTA AO MUNDO DE BARCO

VOLTA AO MUNDO DE BARCO

É possível dar a volta ao mundo exclusivamente de navio, mas será um projecto para pessoas com um gosto muito específico e com uma carteira relativamente bem recheada.

Pode viajar num navio da companhia CMA CGM. As saídas são dos Estados Unidos da América, podendo optar-se pela volta no sentido oeste-este ou o oposto. Para oeste a viagem dura 50 dias, com saída de Seattle e paragem nos seguintes portos: Vancouver (Canadá), Yokohama (Japão), Xangai, Ningbo, Hong Kong, Yantian (todos na China), Tanjung Pelepas (Malásia). Segue-se a passagem do canal do Suez, navegação no Mediterrâneo e a travessia do Atlântico, chegando-se a Nova Iorque. Pela viagem há que pagar cerca de 4.000 Eur. Ou seja, 80 Eur por dia.

No sentido oposto, para este, o percurso é mais ou menos, mas com menos paragens. A duração e o preço são os mesmos.

As condições são sensivelmente as mesmas que são descritas na secção Viajar em Navios de Carga.

As reservas podem ser feitas na Júpiter Travel.

Volta ao Mundo de Comboio (trem) – Como fazer?

VOLTA AO MUNDO DE COMBOIO

VOLTA AO MUNDO DE COMBOIO

1- O Pacote Tudo Incluído

A Great Rail Journeys, uma empresa britânica especializada em longas viagens turísticas de comboio, apresentou em 2014 o seu mais ambicioso produto: a volta ao mundo de comboio em cinquenta e um dias.

O percurso estende-se por cerca de 34.000 Km, com partida e chegada a Londres. O primeiro troço vence o primeiro oceano, o Atlântico, conduzindo o viajante para visitar Nova Iorque. E é a partir daí que o aficionado dos comboios vai começar a vibrar.

Depois de dois dias na Big Apple inicia-se uma travessia de costa a contracosta da América do Norte, numa viagem que mergulha o aventureiro na história profunda dos caminhos de ferro. Esta fase da viagem demora vinte dias, com o primeiro troço a ligar Nova Iorque a Washington DC.

Arranha-céus da Mid-Town em Manhattan - Nova Iorque

Arranha-céus da Mid-Town em Manhattan – Nova Iorque

Seguem-se Chicago e Denver, e nesta última cidade iniciam-se os troços que colocam o passageiro em contacto com alguns comboios míticos do Oeste Americano: primeiro, com o Royal Gorge Railroad, numa composição de carruagens dos anos 50 devidamente restauradas; segue-se o percurso do Denver & Rio Grande Railroad, que oferece uma das viagens ferroviárias mais cénicas da América do Norte, atravessando as Rocky Mountains; depois é a vez do Durango & Silverton Railroad, um comboio clássico, em carris de bitola estreita com uma verdadeira locomotiva a vapor.

A travessia dos Estados Unidos está quase no fim, mas ainda há dois momentos altos antes do descanso em São Francisco: o primeiro é percurso proporcionado pela Grand Canyon Railway e o segundo é o comboio Coast Starlight, que serpenteia acompanhando a linha da costa oeste, até São Francisco.

Segue-se a travessia do Pacífico, num longo voo até Xangai, onde se inicia a segunda fase da aventura, a travessia da Ásia. Da China passa-se à Mongólia, com visitas a locais históricos, como os Guerreiros de Terracota, e óbviamente, tempo para visitar Pequim.

Praça Tiannamen no centro de Pequim

Praça Tiannamen no centro de Pequim

A viagem prossegue, sempre de comboio, entrando na Rússia, com paragens em Ulan Ude, Lago Baikal, Irkutsk, Novosibirsk, Yekaterinbug (onde a família Romanov, a última dinastia dos czares da Rússia, foi executada na sequência da Revolução de 1917) e Kazan. O troço Russo-Asiático termina em Moscovo.

O programa aqui inclui um voo para Veneza, uma opção estranha para uma volta ao mundo em comboio. E é a partir daquela cidade italiana que se inicia a última etapa, com uma rápida travessia ferroviária da Europa, até Londres, onde se conclui a aventura de quase dois meses.

Esta proposta da Great Rail Journeys tem a vantagem de ser uma organização total. O cliente só tem que pagar e usufruir da viagem. Trata-se de um pacote com um certo nível de qualidade, incluindo passeios paralelos, tours nas principais cidades visitadas e dormidas em estabelecimentos de hotelaria afamados.

Mas o valor de quase 30 mil Euros pedido pela viagem não é para todos e a utilização desnecessária de meios de transportes alternativos pode incomodar os fanáticos dos caminhos-de-ferro. Outra desvantagem é a data de partida. Simplesmente não há opções: existe uma saída por ano.

2- Faça o Seu Plano

VIAJAR DE COMBOIO

VIAJAR DE COMBOIO

Planear é para muitos tão aliciante como viajar. Mapas abertos, material para tirar apontamentos… depois é só começar a reunir informação até que o puzzle começa a fazer sentido. Existem um website que será precioso para planear todos os trajectos por via ferroviária. Leia o meu artigo sobre o bilhete Interrail, para viajar de comboio pela Europa.

Trata-se do Seat 61 – É a Biblia dos amantes de viagens de comboio. Trata-se de um projecto pessoal que ao longo dos anos tem acumulado informação e que é actualizado com a ajuda de viajantes que fornecem novos dados ao criador do website. Pode ler também a minha página sobre a viagem Lisboa até Samarkand de Comboio, Portugal até Uzbequistão.

Roteiro Volta ao Mundo por Terra e Mar – Itinerário Passo-a-passo

Uma Sugestão de Percurso (Estimativa Total de 126 Dias)

O mundo é um local enorme e sugerir uma rota para uma viagem em seu redor é tarefa impossível. Cada viajante suspirará por locais diferentes, por experiências distintas. Disponibilidades financeiras, tempo para usar, meios de transporte. Todas estas variantes influenciarão um plano. O que aqui proponho não pretende ser mais do que uma fonte de inspiração. Como a escolha de percursos envolvendo meios aéreos é relativamente simples, decidi desenhar uma rota apenas por terra, dando a volta ao mundo para oeste, a partir de Portugal, ou melhor, a partir de França, por razões que já veremos. Não será especialmente económica nem especialmente dispendiosa. Não será especialmente rápida nem especialmente morosa. Um equilíbrio de forma a potenciar compatibilização.

Etapa 1 – De Portugal até ao Brasil (Estimativa: 20 dias)

O objectivo é chegar à América do Sul sem descolar voo. Terá de ser por navio. E para isso o melhor é ir até Le Havre, em França, de onde se dará oficialmente a partida para a volta em redor do mundo. Isto porque daquele porto francês há imensas saídas de cargueiros em todas as direcções.

O cruzamento do Atlântico dura cerca de duas semanas, com um custo de cerca de 100 Eur por dia, e o ideal será encontrar um navio que o deixe no porto brasileiro de Belém. Aí poderá passar um par de dias esticando as pernas depois da travessia oceânica.

Fazendo jus à sua próxima etapa, pode hospedar-se no Hostel Amazónia, bem no centro histórico, e ir investigando quais as melhores opções para subir o rio Amazonas até Manaus. Se preferir algo com mais privacidade, tente alugar um apartamento na residencial Adam Lima.

Não perca o mercado Ver-o-Peso, atreva-se a visitar o cemitério da Soledade, procure assistir a um espectáculo no Theatro da Paz.

Etapa 2 – Amazonas acima, de Belém até ao Peru, passando por Manaus (Estimativa: 35 dias)

CRUZAR O RIO AMAZONAS DE BARCO

CRUZAR O RIO AMAZONAS DE BARCO

A subida do Amazonas é uma viagem feita em parcelas, com sucessivas mudanças de barco. Conte com um par de semanas para o trajecto e não se preocupe com nada. As noites são passadas numa rede de dormir que deverá levar consigo, a comida é fornecida a bordo e conseguirá comprar uma ou outra coisa que precise durante as paragens nas cidades ao longo do percurso. Encontra toda a informação sobre esta etapa noa minha página Viajar de Barco no rio Amazonas e em Subir o Rio Amazonas.

Iquitos, já no Peru, é considerado o maior aglomerado urbano no mundo sem acesso por estrada. Poderá fazer aqui uma pausa na navegação. Trata-se de uma cidade única, exótica, fascinante. Poderá visitar o mercado flutuante de Belén ou aventurar-se numa expedição à selva amazónica. Se gosta de borboletas não perca o santuário de Pilpintuwasi.

Por 4 ou 5 Eur conseguirá uma cama num hostel, e isto com pequeno-almoço incluído. Veja por exemplo o Green Track Hostel onde por um pouco mais poderá ter um quarto privado com ar condicionado ou a Pousada Allpahuayo.

Chegar a Lima implica mais quatro dias de navegação fluvial, rumo a Pucalpa, de onde poderá finalmente viajar por terra (autocarro, cerca de vinte horas) até à capital peruana. Eu fiz a viagem por cima, desde o Peru até ao Equador. Leia a minha página 550 Horas de barco no Rio Amazonas: Brasil, Peru e Equador.

Passe alguns dias a recarregar baterias em Lima, a primeira grande cidade que vai encontrar depois de semanas e semanas itinerantes. Encontre um lugar para ficar, como o atmosférico Gran Hotel na realidade um económico hostel, ou o Hostal Jose Luis no agradável bairro de Miraflores. Passeie pelo centro histórico de Lima, classificado pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade. Aprecie a Plaza de Armas, a catedral, o palácio do arcebispo, entretenha-se com os muitos e bons museus. E quando estiver de contas feitas com Lima, será hora da segunda grande viagem oceânica que qualquer candidato à volta ao mundo terá que enfrentar: a do Pacífico.

Etapa 3 – Peru à Coreia do Sul e Vladivostok (Estimativa: 30 dias)

Trata-se de uma etapa totalmente marítima. Atravessar o Pacífico demorará cerca de 25 dias e conte com uns 3.000 Eur para esse trecho da viagem, feito em navio porta-contentores. Poderá haver uma paragem ou duas em portos pelo caminho, mas não conte com isso. Será quase um mês de tédio, que poderá aproveitar para escrever, processar imagens, descansar.

Quando voltar a pisar terra firme estará num outro mundo. Bem vindo ao extremo Oriente! A Coreia espera por si. Provavelmente o navio chegará a Busan, mas se encontrar uma opção para Donghae, ainda melhor, por razões que já veremos.

Poderá alojar-se no Kimchee Busan Guesthouse, bem localizada e com excelente ambiente, onde uma cama de dormitório custa menos de 10 Eur por noite. Se se quiser tratar um pouco melhor, veja o MS Hotel http://www.booking.com/hotel/kr/ms-busan.pt-pt.html?aid=353109.

Desfrute da visita à Coreia do Sul, um contraste ao país do outro lado da fronteira, na Coreia do Norte. Explore Busan durante um par de dias, que certamente serão muito apreciados depois de um mês no mar. Visite os templos de Beomeosa e Yonggungsa, não perca a Aldeia Cultural de Gamcheon – chamada de Santorini do Oriente – onde certamente não dará descanso à sua câmara fotográfica. Experimente o bulício do mercado do peixe de Jagalchi e visite os museus e o cemitério nas Nações Unidas, onde se encontram as campas dos militares das Nações Unidas caídos durante a Guerra da Coreia.

Tem uma série de museus de qualidade, florestas onde se pode perder e desfrutar da harmonia da natureza, bem arranjados parques urbanos para relaxar. E quando estiver pronto para prosseguir, apanhe um comboio para Donghae ou, se preferir, um autocarro nocturno.

Apesar de ser uma cidade pequena, pode explorar um pouco Donghae antes de partir para mais uma viagem marítima, apesar desta feita ser de apenas 20 horas, até Vladivostok.

Ofereça a si próprio um pequeno luxo e aloje-se no Meridien Hotel Donghae, onde um quarto custará cerca de 40 Eur. E depois parta à descoberta, usufrua das últimas horas no Oriente.

Visite os templos e escolas de Confúcio de Yongsan e de Daongaehyanggyo, a aldeia histórica de Yakcheon, o templo Samhwasa. No dia seguinte, apanhe o ferry para Vladivostok.

Etapa 4 – O Transiberiano de Vladivostok a Moscovo (Estimativa: 15 dias)

CIDADE DE MOSCOVO

CIDADE DE MOSCOVO

Esta é uma das viagens ferroviárias mais longas do mundo. São 9.260 Km, vencidos em seis dias sem pausas. Mas antes de embarcar, e até porque só há partidas de dois em dois dias, passe algum tempo a explorar a cidade.

Vladivostok está presente no imaginário de muitos como uma localidade de fronteira, o último posto do vasto império russo. Terra de rudes marinheiros, onde o Inverno é rigoroso e o vodka corre a rodos, Vladivostok é uma importante base naval russa.

A praça central – Ploschad Bortsov Revolutsy – é um bom local para iniciar as suas deambulações. Poderá passear pelo porto, observando os navios de todos os tipos por ali amarrados. Visite a Fortaleza Vladivostok, o Submarino C-56 e o museu Arsenyev de história regional. Absorva o ambiente, está num local especial, num ponto de ligação entre o universo russo e o extremo oriente.
Para ficar vou recomendar o Optimum Hostel, que tem preços óptimos (7 Eur por uma cama em dormitório ou, se quiser gastar mais, 25 Eur por um quarto privado) e está muito bem localizado, perto do centro e junto à estação de comboios.

Note que a forma como vai fazer o Transiberiano é consigo: pode apostar na velocidade e chegar a Moscovo em seis dias, se nunca sair no comboio. Mas poderá preferir pernoitar em algumas das cidades ao longo do percurso, o que fará subir o preço (de cerca de 600 Eur) mas não em demasia.

A primeira paragem dá-se no segundo dia de viagem. Não haverá muita gente que já terá ouvido falar de Khabarovsk, mas esta é uma agradável cidade, com uma estação de comboios clássica e uma selecção de museus que os coloca na lista de melhores museus a leste de Moscovo: dos Caminhos de Ferro, Geológico, da cidade, regional, militar e arte. Alguma atenção ao espírito nacionalista que tem forte presença nesta cidade e que pode resultar em algumas provocações aos estrangeiros, sobretudo se forem asiáticos ou africanos.

Ulan Ude é a segunda paragem, ao fim de quatro dias de viagem. Uma pequena cidade que se poderá visitar, prestando especial atenção à maior cabeça de Lenine existente no mundo. Poderá deter-se aqui se quiser esticar as pernas e prolongar o seu Transiberiano. Há a Praça da Revolução, o centro histórico da cidade, uma mão cheia de museus e um ambiente que nos transporta para a era soviética.

Um pouco mais à frente, com chegada no mesmo dia, Irkutsk. Aqui poderá visitar os imponentes mosteiros ortodoxos de Knyaze-Vladimirsky e de Znamensky, o navio-museu Angara que é um quebra gelos construído no início do século XX e, de uma forma geral, deambular pela cidade e avistando o que surgir: museus, casas históricas, a filarmónica (onde se aconselha assistir a um espectáculo ao serão).

Aprecie as casas de madeira, muitas delas ainda em uso, que formam um contraste impressionante com os blocos de betão construídos ao melhor estilo soviético.

No dia 5 há paragens em três cidades: Krasnoyarsk, Novosibirsk e Omsk. A primeira, com mais de um milhão de habitantes, é considerada a cidade mais bonita da Sibéria, e de lá se fazem grandes passeios na Natureza. Novosibirsk é a capital siberiana e a terceira maior cidade da Rússia, apesar de ter “apenas” 1,5 milhões de habitantes. O ambiente é algo soviético, com muitos monumentos aos heróis da Grande Guerra Patriótica (o nome dado na Rússia à Segunda Guerra Mundial). Se gosta de comboios tem um enorme museu ferroviário, com mais de 90 locomotivas e vagões. Se existir oportunidade, poderá assistir a um espectáculo tradicional de marionetes ou a uma sessão de circo. Omsk, apesar de consideravelmente populosa, será a menos interessante das três e apenas se o viajante tiver um extremo interesse na Rússia se deterá aqui.

No dia seguinte o comboio chega a Yekaterinburg. A quarta maior cidade russa, localiza-se junto aos Urais, a cadeia montanhosa que divide geograficamente a Europa da Ásia. A Praça de 1905 é o centro da cidade. Poderá visitar o Mercado Chinês e o edifício do circo, deslocando-se a um local de extremo significado histórico: A Igreja do Sangue, onde o czar Nicolau II e toda a sua família perderam a vida, executados pelos revolucionários a 17 de Julho de 1918, terminando assim a dinastia imperial russa dos Romanov.

Às sete da manhã do sétimo e último dia de viagem do Transiberiano chega-se a Nizhni Novgorod. Mais tarde, depois do almoço, atinge-se Moscovo, mas se não está com pressa poderá passar algum tempo nesta interessante cidade russa.

Existe um Kremlin com uma igreja, uma chama eterna e um monumento aos heróis soviéticos da Grande Guerra Patriótica. Pode visitar a casa-museu onde viveu Gorky e o apartamento-museu de Sakharov. Há um bom museu de fotografia e uma prisão – Nizhegorodsky Ostrog – transformada em museu. Pode explorar a praça principal, Minin and Pozharsky, e os terrenos de exposições, do século XIX.

Chega-se finalmente a Moscovo, a grandiosa capital russa. Poderá ficar aqui alguns dias, para descansar do movimento permanente e para visitar o muito que a cidade tem para oferecer.
A Praça Vermelha é a principal praça da cidade e o ponto mais importante para um visitante. Ali poderá ver o mausoléu de Lenine e a catedral de São Basílio. Depois terá que visitar o Kremlin e o seu palácio. Os museus mais importantes de Moscovo serão o de Pushkin e a galeria Tretyakov. Se gosta de visitar cemitérios históricos, não perca o de Novodevichy onde se encontram os restos mortais de personagens famosas como Chekhov, Raisa Gorbachev e Boris Yeltsin. O Kremlin de Izmailovo não é tão famoso, mas é uma pérola escondida. Se gosta de vestígios do passado, visite o Bunker 42, um bunker à prova de armas nucleares que é hoje um testemunho da Guerra Fria. Caminhe pelas ruas Arbat (a nova e a antiga) e pela Tverskaya. Algumas estações de metro são por si só pontos de atracção turística, graças à sua decoração clássica. Se só puder visitar uma, tente a Komsomolskaya.

Pode ficar alojado em Moscovo no Clever Hostel, numa zona relativamente central mas muito perto da rede de metro.

Etapa 5 – De Moscovo a Paris (Estimativa: 20 dias)

BERLIM NA ALEMANHA

BERLIM NA ALEMANHA

A partida rumo à Europa Ocidental dá-se da estação Belorussky. Tal como na etapa anterior o viajante pode optar por fazer todo o troço da forma mais rápida, sem sair do comboio, e chegando a Paris em dia e meio, ou fazer a viagem aos poucos, explorando as principais cidades por onde este passa: Minsk, Brest, Varsóvia, Berlim e Estrasburgo.

Note que este comboio tem apenas uma partida semanal, às Quartas-feiras, pelo que se sair para visitar algo, terá que esperar uma semana para prosseguir ou combinar, fazendo parte do percurso em transportes alternativos.

A primeira paragem será e Minsk e obter um visto para a Bielorrússia poderá ser um problema, apesar de existirem rumores de uma próxima abertura do país e da abolição dos vistos turísticos. A capital da Bielorrússia é uma encantadora cidade, uma espécie de enorme museu na União Soviética, onde ainda existe o KGB em actividade e onde as monumentais avenidas e a simbologia comunista nos levam de volta aos tempos da Guerra Fria. Estas avenidas estiveram aliás à beira de ser classificadas pela UNESCO como Património da Humanidade, mas o aparecimento de alguns edifícios modernos deitou por terra o processo.

Para o alojamento em Minsk dou duas sugestões: se prefere uma localização mais central de onde possa explorar a cidade antiga sem usar transportes públicos, tem o Revolucion Hostel. Se prefere algo de melhor qualidade, mas de onde terá que apanhar o metro para se deslocar, talvez o Flatcom Hostel seja a opção certa.

Se decidiu visitar a Bielorrússia, o que é uma excelente ideia, siga por comboio doméstico até Brest, uma cidade onde não necessitará de gastar muito tempo mas onde é essencial uma visita à fortaleza que durante a Segunda Guerra Mundial resistiu ao avanço alemão. Ali encontrará imponentes monumentos soviéticos e um repositório de material militar desses tempos… e mais recente.

De Brest prossiga para visitar a Polónia, dirigindo-se a Varsóvia, onde poderá ficar um par de dias, aguardando pela próxima passagem do Expresso Moscovo – Paris ou simplesmente prosseguindo viagem em comboios mais regulares.

O centro histórico de Varsóvia – apesar de não ser realmente antigo, tendo sido reconstruído após a devastação da Segunda Guerra – é fabuloso. A sua praça principal parece saída de um conto de fadas, e as ruas que a envolvem são um deleite. Em Varsóvia pode o visitante caminhar durante quilómetros, sempre descobrindo novos pontos de interesse. Palácios de cidade, parques urbanos, grafites espectaculares. Há museus de elevada qualidade e cafés atmosféricos. A Rota Real, que culmina na Praça do Palácio Real, deverá ser parcialmente seguida (a original tem mais de 10 km).

E depois há a parte mais moderna, mas mesmo assim clássica, com o epicentro na torre do Palácio da Cultura e da Ciência, um marco incontornável da influência da arquitectura soviética em Varsóvia.

Se cruzar o rio e visitar Praga (um bairro, não a capital da República Checa) encontrará um ambiente muito especial. Ainda há poucos anos era algo perigoso andar por lá, era uma espécie de bairro de lata urbano, mas hoje está diferente e apesar de ser ainda uma zona pobre, tem sido gradualmente requalificada.

A oferta de alojamento em Varsóvia é imensa, mas deixo aqui o Warsaw Downtown Hostel como sugestão. Bem localizado, económico e com uma gama de oferta de quartos, deverá ser ideal para a sua estadia.

Vamos partir para Berlim. É uma viagem de comboio relativamente curta. Pouco mais de cinco horas e meia.

Apesar de Berlim não guardar muito do seu esplendor histórico, devido à destruição que sofreu no decorrer da Segunda Guerra, é provavelmente a cidade europeia com mais eventos culturais a cada determinado momento.

Há que visitar Mitte, um bairro central carregado de cafés e de actividades, onde se encontram museus e muitos espaços culturais.

Poderá aliás ficar aqui hospedado, por exemplo, veja o hostel em Berlim onde fiquei algumas vezes, e ainda o Heart of Gold Hostel Berlin, onde uma cama num dormitório custa apenas 14 Eur. Para um alojamento um pouco melhor, o Kurfürst am Kurfürstendamm poderá ser uma solução.

Se quiser gastar mais tempo em Berlim, pode visitar outras áreas da cidade, como a zona Leste, de ambiente muito alternativo, predominantemente de esquerda, vastamente habitada por minorias étnicas que trazem uma cor diferente aos bairros.

Está quase no fim desta enorme aventura. De Berlim a Paris o comboio leva cerca de nove horas. O número de dias que o viajante reservará para a Cidade das Luzes (assim chamada pela introdução da electricidade como fonte de iluminação da via pública) mas certamente terá ali muito para visitar.

Etapa 6 – De Paris até casa (Estimativa: 6 Dias)

Torre Eiffel, o monumento mais famoso de Paris

Torre Eiffel, o monumento mais famoso de Paris

Há três decisões a tomar. Se quer visitar os monumentos de Paris – na capital francesa, hospede-se num hostel acessível – apesar do alojamento na cidade ser geralmente caro – como o Young and Happy Hostel & Budget Hotel e descubra o que de melhor Paris tem para oferecer: aviste a Torre Eiffel, visite o Arco do Triunfo e a Catedral de Notre Dame, explore os bairros históricos como Montmartre e Montparnasse, mas também os pitorescos como Bellevile, onde se cruzam minorias vindas de África e da Ásia. Uma visita ao magnífico cemitério Père Lachaise recomenda-se mas o de Montmartre é também belissimo.

Passeie pelas margens do Sena e deixe-se levar pelas rotas do seu imaginário. Visite a Bastilha, se quiser, apesar de não haver vestígios da importante fortaleza que marcou o início do fim da monarquia, durante a Revolução Francesa. Visite os magníficos museus, entre os quais o Louvre não poderá deixar de ter um papel de destaque.

Se pelo contrário não sente interesse em visitar a cidade, poderá ser rigoroso e dirigir-se a Le Havre, onde há vários meses atrás a sua volta ao mundo verdadeiramente se iniciou. Nesse caso poderá recorrer a um carro partilhado na BlaBla Car. Em França, onde os transportes públicos são carissimos, usar este sistema é uma excelente ideia, e depois da sua aventura certamente não terá dificuldade em arranjar boleia de alguém que quererá ouvir as aventuras de quem se encontra a concluir uma volta ao mundo.

Se sentir que não é necessário voltar a Le Havre, ou apanha mesmo em Paris um voo de low cost para Portugal ou segue de comboio, percorrendo a rota tantas e tantas vezes utilizada por gerações de emigrantes portugueses em França. De Paris para Santa Apolónia, com transbordo em Irun, na fronteira espanhola.

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João Leitão - O autor do blog:

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