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Os Locais UNESCO Património Mundial em Portugal

João Leitão
Actualizado em 9 Julho, 2018
LOCAIS UNESCO EM PORTUGAL

LOCAIS UNESCO EM PORTUGAL

Locais UNESCO em Portugal

Portugal encontra-se na 18ª posição do ranking de países com mais lugares classificados como Património Mundial da UNESCO, e certamente subiria uma mão cheia de posições se apurasse uma relação entre o número destes lugares e as áreas dos países.

Entretanto, em 2014, as entidades responsáveis pelos diversos lugares classificados como Património Mundial da UNESCO em Portugal criaram a Comissão Nacional da UNESCO.

Mas afinal, que lugares especiais são esses para quem quer visitar Portugal? Vamos ver, seguindo um critério geográfico, de norte para sul.

Lista dos locais UNESCO em Portugal

Estes são alguns dos melhores destinos para visitar em Portugal. Os locais UNESCO Património Mundial em Portugal são locais protegidos pela sua importância cultural ou natural.

  1. Centro Histórico de Angra do Heroísmo, Açores
  2. Mosteiro dos Jerónimos e Torre de Belém, Lisboa
  3. Mosteiro da Batalha
  4. Convento de Cristo, Tomar
  5. Centro Histórico de Évora
  6. Mosteiro de Alcobaça
  7. Paisagem Cultural de Sintra
  8. Centro Histórico do Porto
  9. Sítios de Arte Rupestre do Vale do Côa, Ribacôa
  10. Floresta Laurissilva da Ilha da Madeira
  11. Centro Histórico de Guimarães
  12. Região Vinhateira do Alto Douro
  13. Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico, Açores
  14. Cidade Fronteiriça e de Guarnição de Elvas e as suas Fortificações
  15. Universidade de Coimbra, Alta e Sofia

Locais UNESCO Portugal Continental

1- Centro Histórico de Guimarães

Centro Histórico de Guimarães

Centro Histórico de Guimarães

O Centro Histórico de Guimarães recebeu a classificação em 2001, distinguindo-se pelo excepcional estado de conservação do seu património arquitectónico e pela sua importância na fundação do Estado de Portugal no século XII.

O seu principal mérito é demonstrar, tal se de um museu vivo se tratasse, como se operou a transição urbana entre a época medieval e os nossos dias, com todas as fases intermédias devidamente presentes no Centro Histórico de Guimarães.

Apesar da enorme importância do Castelo de Guimarães, como ponto exacto do nascimento de Portugal em 1128, a Praça do Toural, que no século XVII começou por ser um espaço de feira, poderá ser considerada o coração do centro histórico de Guimarães. É aqui que a comunidade se reúne e é em seu redor que podem ser encontrados os principais cafés da cidade.

O Paço dos Duques de Bragança é outro dos grandes pontos de destaque do Centro Histórico de Guimarães, com um conceito inspirado nos palácios franceses de finais do século XIV, encomendado pelo primeiro Duque de Bragança, D. Afonso de Barcelos. Depois de um longo tempo ao abandono foi recuperado em 1959 e hoje pode ali ser visitado um museu de arte.

O Largo da Oliveira não terá a mesma importância que o do Toural mas é talvez mais pitoresco. Deve o seu nome a uma oliveira centenária que lá se encontra e as casas que o rodeiam são o sonho de qualquer fotógrafo, sendo um ponto ideal para iniciar a descoberta do centro histórico de Guimarães.

Ali ao lado poderá visitar o Museu Martins Sarmento, nem que seja como desculpa para espreitar o interior do Mosteiro de São Domingo e os seus bonitos claustros.

Em 2012 Guimarães foi escolhida como Capital Europeia da Cultura, uma nomeação que teve enorme impacto: nesse ano a cidade foi visitada por cerca de dois milhões e meio de turistas.

Existe uma vasta gama de bons estabelecimentos hoteleiros de grande qualidade no centro de Guimarães. Como exemplos apontaria o Hotel Mestre de Avis e o Hotel Toural.

2- Centro Histórico do Porto, Ponte D. Luís e Mosteiro da Serra do Pilar

Centro Histórico do Porto

Centro Histórico do Porto

Seria impensável pretender apresentar neste artigo toda a riqueza do centro histórico do Porto. É uma cidade que emana História. Os seus estabelecimentos comerciais mais antigos parecem saídos das páginas dos velhos clássicos da literatura portuguesa do século XIX e há mesmo uma casa onde se reuniam os nomes grandes da corrente romanticista, como Júlio Dinis e Eça de Queiroz.

Felizmente o Centro Histórico do Porto é bastante compacto, e um visitante poderá percorrer a pé os principais pontos de interesse, não podendo dispensar uma ida à “Ribeira”, a zona clássica junto ao rio Douro e um passeio pela Avenida dos Aliados, uma ampla alameda que constitui o centro do centro da cidade. Outros locais imperdíveis serão a Torre dos Clérigos, o Mercado do Bolhão, a Livraria Lello, a Estação de Comboios de São Bento e, claro, os elementos que surgem referidos na denominação UNESCO, a Ponte D. Luís e o Mosteiro da Serra do Pilar.

Quem já conhece o Porto não terá dificuldades em concordar com a UNESCO e com as razões que constam na inscrição do seu centro histórico como Património Mundial da Humanidade em 1996: que o local é de extraordinário valor e que o seu tecido urbano e os seus muitos edifícios históricos representam um testemunho do desenvolvimento nos últimos mil anos de uma cidade que olha para o exterior, para ocidente em busca de ligações culturais e comerciais.

O alojamento no Porto tem sofrido aumentos significativos nos preços, fruto do sucesso da cidade no panorama do turismo internacional. Mesmo assim arranja-se uma cama num bom hostel, em época intermédia, por 11 Eur, como sucede no 02 Hostel. Uma opção para um quarto privado, numa boa área e com alguma qualidade a preço decente será o Gardénia Aparthotel.

3- Região Vinícola do Alto Douro

Região Vinícola do Alto Douro

Região Vinícola do Alto Douro

Quando se pensa no rio Douro é quase impossível evitar trazer à ideia o vinho, fruto da cultura de vinha que ocorre na Região Vinícola do Alto Douro desde há dois mil anos, e que resultou no sucesso que o famoso Vinho do Porto tem tido desde o século XVIII.

A cultura da vinha tem marcado a paisagem do vale do Douro, com os seus terraços em socalcos e paisagens impressionantes. Tudo isto levou ao reconhecimento da região como Património Mundial da Humanidade por parte da UNESCO, em 2001, com base na adaptação da região à produção do vinho, na presença humana que se desenvolveu com base na cultura da vinha e no exemplo que a produção deste vinho representa das tradições europeias.

A melhor forma de explorar a região vinícola do Alto Douro será fazendo um cruzeiro pelo rio. Existe uma enorme diversidade na oferta deste produto turístico, com passeios de um ou mais dias, em embarcações de categorias diferentes. Os preços variam, claro, entre os 15 Euros para um pequeno trajecto que mal dará para ver o verdadeiro Douro, até aos 400 Euros, para um cruzeiro de três dias com duas dormidas em hotéis locais. Para percursos de dia inteiro existe vasta oferta, com preços entre os 60 e os 100 Euros. Poderá consultar estes programas, por exemplo, no Douro – Cruzeiros Turísticos no Douro ou no Cruzeiros Douro.

4- Locais de Arte Rupestre do Vale do Côa

Parque Arqueológico do Vale do Côa

Parque Arqueológico do Vale do Côa

A Arte Rupestre do Vale do Côa é local Património Mundial da Humanidade UNESCO desde 1998, mas na realidade estende-se para além da fronteira, incluindo a zona de Siega Verde, já em Espanha. Nestas áreas, nas margens do rio Águeda e Côa, encontram-se centenas de painéis com expressões artísticas pré-históricas, distribuídos por várias estações arqueológicas.

A UNESCO considera-os elementos vitais para a compreensão das primeiras manifestações artísticas humanas e para o entendimento da arte Paleolítica. Além disso, considera que os testemunhos existentes na região são importantes para o estudo da vida social, económica e espiritual dos nossos antepassados pré-históricos.

Estes exemplares de are rupestre paleolítica começaram a ser identificados em 1994 e o achamento trouxe grande entusiasmo à comunidade arqueológica nacional e internacional. Os vestígios continuam a ser estudados e implementou-se um sistema de controle de visitas para minimizar o impacto da acção humana sobre estes importantes testemunhos das primitivas formas de expressão artística humana.

Para informação actualizada sobre condições de visita e preços, sugiro uma visita ao website da Fundação Coa Parque.

As gravuras estão inscritas em paredes de rocha de xisto, representando predominantemente animais, especialmente cavalos e auroques. As mais pequenas têm 15 cm, a maior, 180 cm, mas a média ronda os 45 cm.

Se quiser visitar e pernoitar nas imediações, poderá escolher Vila Real como base e aí ficar na Borralha Guesthouse, muito bem classificada pelos anteriores hóspedes.

5- Universidade de Coimbra

A Universidade de Coimbra é a mais recente adição portuguesa na lista de Património Mundial da Humanidade da UNESCO, tendo merecido a inscrição em 2013.

A Universidade de Coimbra corresponde a três dos parâmetros considerados pela UNESCO, assim descritos na ficha de inscrição na lista: influenciou as instituições de ensino do antigo Império Português ao longo de sete séculos, contribuindo para a divulgação do conhecimento no campo das artes, das leis, das ciências, da arquitectura, do planeamento e paisagística urbana. Por outro lado a Universidade de Coimbra apresenta uma tipologia exemplar da integração de uma instituição de ensino de grandes dimensões no tecido urbano envolvente. Por fim, distingue-se a Universidade de Coimbra como uma fonte de cultura portuguesa ao longo dos séculos.
Hoje, podem-se ver edifícios dos séculos XVI e XVII que formam o núcleo histórico da Universidade de Coimbra: o Palácio de Alcáçova, a Capela de São Miguel, a Biblioteca Joanina, o Colégio de Jesus, a Torre da Universidade (restaurada em 2010).

Existem várias opções de visita propostas pela Universidade de Coimbra, algumas delas guiadas. O melhor será ver aqui que tipo de bilhetes existem e os respectivos preços.

Para ficar em Coimbra, bem próximo da Universidade, poderá optar pelo Hostel Sé Velha, onde existem opções para quartos individuais e para dormitórios.

6- Mosteiro da Batalha

Mosteiro da Batalha

Mosteiro da Batalha

O Mosteiro da Batalha foi, a par com o Centro Histórico de Angra do Heroísmo, O Mosteiro dos Jerónimos e Torre de Belém e o Convento de Cristo em Tomar, o primeiro local em Portugal a ser reconhecido pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade, tendo isso acontecido em 1983.

Ninguém consegue ficar indiferente perante o impacto que causa a primeira vista do Mosteiro da Batalha. É uma estrutura imponente, com um detalhe decorativo que poderá inspirar horas de observação, sendo um dos edifícios religiosos clássicos da Europa medieval.

Foi construído como comemoração da vitória do exército português sobre o invasor castelhano, que se deu em Aljubarrota em 1385 e que garantiu a manutenção da independência de Portugal. Durou dois séculos para ser construído, revelando influências do estilo manuelino, uma variação nacional do gótico que tão em voga estava na Europa por essa altura.

Para visitar o Mosteiro da Batalha e os outros dois locais que são Património Mundial da Humanidade nesta região, vou sugerir que se faça base em Tomar e dali se explore a área com viatura própria, uma vez que o transporte público é relativamente escasso. Se estiver com um orçamento apertado, existe um hostel muito simpático na principal rua pedestre de Tomar, O Hostel 2300 Thomar. Se puder, fique numa casa senhorial transformada em casa de hóspedes, o Palácio do Conde de Ferreira, que tem muita história para contar.

7- Convento de Cristo em Tomar

Convento de Cristo em Tomar

Convento de Cristo em Tomar

O Convento de Cristo tem uma posição sobranceira, de onde se pode avistar toda a cidade de Tomar, aos seus pés, partilhando o mesmo ponto elevado com o Castelo dos Templários. Foi construído como Convento dos Cavaleiros Templários de Tomar, tendo sido um dos últimos redutos dos Templários antes do seu total extermínio, e passou, desde 1344, para as mãos dos Cavaleiros da Ordem de Cristo.

Foi um dos primeiros locais a ser nomeado Património Mundial da Humanidade no nosso país, tendo a UNESCO inscrito o Convento de Cristo nessa categoria em 1983.

O seu valor arquitectónico é imenso, tendo como principal exemplo a famosa Janela do Capítulo, um dos melhores exemplos da aplicação de motivos decorativos de estilo Manuelino em Portugal.

Para além de visitar o Convento, quem vier até Tomar poderá explorar outros locais de imenso interesse histórico da cidade, como a antiga Sinagoga, a capela de Santa Iria, a igreja de Santa Maria do Olival, a Praça da República, com o edifício da Câmara Municipal e a igreja de São Francisco… e sobretudo vaguear pela cidade antiga, atentando nos detalhes, por vielas e ruas cheias de história, sem deixar de passar pelo Parque do Mouchão onde o rio Nabão se sente, romântico como em todo o lado.

Sobre alojamento em Tomar, veja a nota incluída para o Mosteiro da Batalha.

8- Mosteiro de Alcobaça

Mosteiro de Alcobaça

Mosteiro de Alcobaça

Este bonito Mosteiro de Alcobaça foi criado no século XII durante o reinado de D. Afonso Henriques, sendo um clássico da arquitectura gótica cisterciense europeia. A Ordem de Cister instalou-se na região de Alcobaça como recompensa pela sua contribuição militar na conquista de Santarém aos Mouros.

Aqui se encontram os túmulos de D. Pedro e Dona Inês de Castro, os protagonistas de um amor impossível, uma espécie de Romeu e Julieta à portuguesa.

O local foi classificado como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO em 1989 devido a dois critérios: no primeiro, englobam-se as dimensões majestosas do edifício, a beleza dos materiais usados e a clareza do estilo arquitectónico, incluindo os trabalhos ornamentais dos túmulos de D. Pedro e Dona Inês. No segundo, enquadram-se os edifícios funcionais que tornaram possível o funcionamento do mosteiro cisterciense.

Além disso corresponde às exigências normais da UNESCO, mantendo a sua integridade e autenticidade e encontrando-se sob a protecção das autoridades portuguesas, tendo sido classificado como Monumento Nacional em 1907.

Para visitar o local, se estiver a viajar pelo país, o melhor será ficar alojado num local como Tomar (sobre alojamento nesta cidade, veja a nota incluída para o Mosteiro da Batalha).

9- Cidade Fortificada de Elvas

A Cidade Fortificada de Elvas foi dos últimos locais portugueses a ser classificado como Património Mundial da Humanidade, o que aconteceu em 2012.

Apesar de existirem vestígios arquitectónicos em Elvas que remontam ao século X, a classificação deu-se devido às características da fortificação ocorrida na localidade durante a Guerra da Restauração. A maior parte das construções foram desenhadas pelo padre jesuíta holandês Cosmander que se baseou nas obras do grande mestre de arquitectura militar Samuel Marolois, e são o melhor exemplo no mundo das técnicas de fortificações holandesas da época.

A principal razão para o reconhecimento de Elvas – Cidade Fortificada como Património Mundial da Humanidade foi a sua representatividade das aspirações das nações europeias dos séculos XVI e XVII à autonomia e ao controle do seu território.

Para além das edificações meramente militares, o aqueduto da Amoreira, de 7 km de comprimento, e construído para garantir o abastecimento de água à cidade em caso de cerco prolongado, é também alvo de especial interesse.

Na realidade, os elementos que integram o Património Mundial, são sete no total: o Centro História, o Aqueduto da Amoreira, o Forte de Santa Luzia, o Forte da Graça (renovado recentemente e transformado em museu), e os bastiões de São Mamede, de São Pedro e de São Domingos.

Para visitar Elvas é natural que pretenda ficar alojado por lá, até porque existem bastante atractivos na sua região alargada. A Casa de Hóspedes Garcia da Horta poderá ser uma boa opção, considerando a sua posição central e as boas críticas feitas pelos seus hóspedes.

10- Paisagem Cultural de Sintra

Paisagem Cultural de Sintra

Paisagem Cultural de Sintra

A paisagem cultural de Sintra tal como hoje a conhecemos e que em 1995 mereceu a sua inscrição na lista de locais Património Mundial da Humanidade pela UNESCO, formou-se essencialmente no decorrer do século XIX e tornou-se o primeiro núcleo de arquitectura Romântica na Europa.

As ruas, as casas e os palácios de Sintra inspiraram gerações de artistas nacionais e também estrangeiros. Aqui escreveu Júlio Dinis e também o inglês Lord Byron.

Em 1854 surgiu nas serras envolventes o Palácio da Pena, provavelmente o elemento mais significativo da paisagem cultural de Sintra. Tendo sido um projecto do rei D. Fernando II, utilizou inspiração trazida de culturas distantes no tempo e no espaço, com elementos góticos, egípcios, mouros e renascentistas.

Dentro do mesmo espírito foram criadas residências de gentes abastadas, adornadas por ricos jardins que fizeram uso do microclima de Sintra, bastante húmido, para se desenvolver de uma forma que seria difícil noutras partes do país.
A Quinta da Regaleira, apesar de não parecer, é mais recente, tendo sido terminada em 1910. Não fica nada a dever aos testemunhos arquitectónicos mais antigas, e com todas as suas referências enigmáticas, que tocam as áreas da alquimia, dos Templários e da Maçonaria, é hoje um dos locais mais populares dos visitantes que acorrem a Sintra.

Esta vaga de construção juntou-se ao medieval Castelo dos Mouros e ao Palácio Nacional de Sintra, de edificação bastante anterior, que já existiam em Sintra.

Pode visitar Sintra facilmente a partir de Lisboa, com comboios a partir constantemente, num trajecto que demora cerca de 50 minutos a concluir. Contudo, se preferir alojar-se nesta romântica localidade, poderá ficar, por exemplo, no Chalet Saudade, um verdadeiro exemplo do que tornou Sintra um local especial.

11- Mosteiro dos Jerónimos e Torre de Belém em Lisboa

Torre de Belém

Torre de Belém

Dois dos edifícios mais emblemáticos de Lisboa, o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém mereceram uma inscrição conjunta na lista de Património Mundial da Humanidade da UNESCO, em 1993, tendo sido, a par com três outros locais, os primeiros representantes portugueses nesse prestigiante rol.

Para a inclusão a UNESCO teve em conta os chamados critérios III e VI, considerando estes locais como únicos e um testemunho extraordinário da cultura e valores civilizacionais dos séculos XV e XVI, reflectindo a coragem e o saber dos portugueses numa altura em que procuravam consolidar a sua presença do mundo através do controlo das principais rotas comerciais intercontinentais. Por outro lado, este conjunto de edifícios, representa a época de ouro dos Descobrimentos e do diálogo multi-cultural que estes trouxeram.
Localizam-se ambos na zona de Belém, junto ao rio Tejo, e são quase contemporâneos. Pode-se facilmente caminhar de um para o outro e até visitar outros pontos de interesse nesta área de Lisboa, como o Museu de Electricidade, o recente Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia, a Praça do Império e o Padrão dos Descobrimentos.

12- Centro Histórico de Évora

Centro Histórico de Évora

Centro Histórico de Évora

O centro histórico de Évora é uma fascinante malha urbana, totalmente muralhada, feita principalmente de vielas, muitas delas ainda pavimentadas com calçada, tendo como centro a praça do Giraldo.

É dos primeiros locais em Portugal a ter sido inscrito na lista da UNESCO, o que ocorreu em 1986, com base nos critérios II e IV. O primeiro diz, por estranho que possa parecer, que o Centro Histórico de Évora tem um papel essencial na compreensão da influência portuguesa na arquitectura no Brasil, nomeadamente em Salvador da Baía. Quanto ao segundo critério é mencionado o Centro Histórico de Évora como o melhor exemplo de uma cidade da época de ouro de Portugal após a devastação causada pelo terramoto de 1755.
Seja como for, é um mimo visitar Évora. Os vestígios da época romana, com destaque para o Templo de Diana são espectaculares, assim como o é a velha Universidade, fundada em 1559 e quase tão charmosa como a de Coimbra. A catedral e os seus claustros merecem uma visita e o aqueduto da Água de Prata, que cruza toda a cidade antiga, é uma presença a ser observada, com especial destaque para as casas que em alguns pontos foram construídas sob os seus arcos.

Comer e beber é uma arte que é levada a sério por aqui, com inúmeras tascas com grande ambiente espalhadas pelas ruas da cidade velha.
Para dormir, se for apreciador do ambiente de hostel, poderá querer ficar no Old Évora Hostel II, que a bem dizer é um luxo de hostel; mas se fizer questão de ter um quarto privado, a Casa dos Teles, uma residência urbana do século XIX, será uma boa opção.

Locais UNESCO Portugal, nos Arquipélagos dos Açores e da Madeira

13- Zona Central de Angra do Heroísmo nos Açores

A zona antiga de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, Açores, fez parte do grupo de três lugares que inauguraram a presença portuguesa na lista de locais classificados de Património Mundial da UNESCO. Isto aconteceu em 1983, apenas três anos depois de um terramoto ter infligido danos consideráveis ao património da cidade, que foi muito bem recuperado num curto espaço de tempo.

Desde que a Ryanair iniciou os voos para os Açores tornou-se bem mais fácil e económico visitar este região de Portugal. Mas a afluência de viajantes resultou num aumento de preços e, tendo em conta as reduzidas dimensões do território, poderá ter um impacto negativo nas ilhas. Portanto, se não conhece, aproveite e parta já à descoberta do centro histórico de Angra do Heroísmo.

O património arquitectónico é vasto e com um toque único que o distingue do que encontramos em Portugal Continental. Temos, por exemplo, o edifício da Câmara Municipal, um dos poucos no país construídos de raiz para o efeito. E a bonita igreja da Misericórdia, do século XVIII, muito bem mantida, com as suas cores características, a azul e branco.

Distinguem-se ainda o Palácio Bettencourt (actual Biblioteca Municipal), o antigo Convento da Esperança, o Teatro Angrense, a Fortaleza de São João Baptista, o Convento e Igreja de São Gonçalo, o antigo Palácio Episcopal, o Convento e Igreja de Nossa Senhora da Conceição, o Solar de Madre de Deus, a Casa Senhorial de Nossa Senhora dos Remédio… enfim, com uma lista desta qualidade não é de espantar a inscrição de Angra do Heroísmo nesta lista.

Para ficar em Angra do Heroísmo, sugiro a Quinta Amaro, um local fabuloso próximo do centro e com preços razoáveis.

14- Paisagem da Ilha do Pico e a Cultura da Vinha

A paisagem da Ilha do Pico é aqui considerada como a que foi talhada pelo homem, que ali implantou uma bem organizada cultura de vinha.

A sua inscrição na lista da UNESCO deu-se em 2004, ao abrigo dos critérios III e V. No âmbito do primeiro, diz a UNESCO que a paisagem do Pico reflecte uma realidade humana em evolução desde o tempo dos primeiros colonos, no século XV, que mostra uma adaptação única da cultura vinícola a uma pequena ilha de natureza vulcânica. Quanto ao segundo critério indicado, sublinha a beleza das soluções encontradas, que com os seus pequenos muros de pedra reflecte o trabalho de gerações de pequenos agricultores que conseguiram manter a sua exploração num ambiente hostil.

Hoje em dia visitar o Pico não é apenas subir até ao topo da montanha mais alta de Portugal (2.351 m), o que até não é difícil. É possível sair para o mar em busca de baleias para observar, uma agradável variante à antiga pesca destes simpáticos mamíferos, que deixou de se praticar.

Em Madalena, capital da ilha, pode-se visitar o Museu do Vinho, instalado em parte do antigo Convento da Ordem do Carmo (século XVII) e inaugurado em 1999. Mas se quiser focar a sua visita na cultura vinícola será melhor procurar uma visita temática, que o levará aos locais mais relevantes nesse contexto.

Não existe uma grande variedade de alojamento na ilha do Pico, e vou aconselhar a Pousada da Juventude do Pico, instalada no antigo Convento de São Pedro de Alcântara, um edifício datado do século XVII.

15- Laurisilva da Madeira

A Laurisilva da Madeira encontra-se na lista de Património Mundial da UNESCO desde 1999, com uma particularidade: é a única, das 15 inscrições portuguesas, que é Natural e não Cultural. Foi inscrita ao abrigo dos critérios IX e X, que incidem no valor patrimonial natural da Laurisilva, um tipo de floresta que terá coberto até há 15 milhões de anos atrás uma boa parte da Europa do Sul. Na Laurisilva existem mais de 500 espécies animais e vegetais consideradas endémicas, ou seja, que não se encontram em mais nenhuma parte do mundo.

Há diversos trilhos que podem ser usados para visitar de perto a floresta de Laurisilva, incluindo troços junto a “levadas” (canais de irrigação, alguns deles construídos pelos primeiros colonos, no século XVI). Alguns estão devidamente marcados, mas se não se sentir à vontade poderá recorrer aos serviços de empresas especializadas que têm programas de meio-dia ou dia inteiro para caminhar nestas áreas.
Escolher um alojamento e uma área para ficar numa região tão turística como a Madeira é um belo desafio. Mas mesmo assim pesquei aqui uma sugestão o FX Hostel, na área de Santa Luzia.

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O autor do blog

VIVA! Sou o João Leitão. Viajante independente desde 1999, explorei mais de 130 países em África, Antártica, Ásia, Europa, América do Norte e Central, América do Sul e Oceânia. Bem-vindo ao meu blog de viagens, onde partilho dicas práticas de viagem para o motivar a sair de casa! Siga nas redes sociais: Facebook, Twitter, Instagram, Pinterest e YouTube.

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