{"id":22659,"date":"2013-04-07T16:46:31","date_gmt":"2013-04-07T16:46:31","guid":{"rendered":"http:\/\/www.joaoleitao.com\/viagens\/?p=22659"},"modified":"2020-03-23T13:11:46","modified_gmt":"2020-03-23T13:11:46","slug":"rui-munhoz-entrevista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.joaoleitao.com\/viagens\/rui-munhoz-entrevista\/","title":{"rendered":"Rui Munhoz &#8211; Rubrica: Quem viaja"},"content":{"rendered":"<div id=\"ez-toc-container\" class=\"ez-toc-v2_0_81 counter-hierarchy ez-toc-counter ez-toc-light-blue ez-toc-container-direction\">\n<p class=\"ez-toc-title\" style=\"cursor:inherit\">\u00cdndice<\/p>\n<label for=\"ez-toc-cssicon-toggle-item-69e29a8b1b423\" class=\"ez-toc-cssicon-toggle-label\"><span class=\"\"><span class=\"eztoc-hide\" style=\"display:none;\">Toggle<\/span><span class=\"ez-toc-icon-toggle-span\"><svg style=\"fill: #999;color:#999\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" class=\"list-377408\" width=\"20px\" height=\"20px\" viewBox=\"0 0 24 24\" fill=\"none\"><path d=\"M6 6H4v2h2V6zm14 0H8v2h12V6zM4 11h2v2H4v-2zm16 0H8v2h12v-2zM4 16h2v2H4v-2zm16 0H8v2h12v-2z\" fill=\"currentColor\"><\/path><\/svg><svg style=\"fill: #999;color:#999\" class=\"arrow-unsorted-368013\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" width=\"10px\" height=\"10px\" viewBox=\"0 0 24 24\" version=\"1.2\" baseProfile=\"tiny\"><path d=\"M18.2 9.3l-6.2-6.3-6.2 6.3c-.2.2-.3.4-.3.7s.1.5.3.7c.2.2.4.3.7.3h11c.3 0 .5-.1.7-.3.2-.2.3-.5.3-.7s-.1-.5-.3-.7zM5.8 14.7l6.2 6.3 6.2-6.3c.2-.2.3-.5.3-.7s-.1-.5-.3-.7c-.2-.2-.4-.3-.7-.3h-11c-.3 0-.5.1-.7.3-.2.2-.3.5-.3.7s.1.5.3.7z\"\/><\/svg><\/span><\/span><\/label><input type=\"checkbox\"  id=\"ez-toc-cssicon-toggle-item-69e29a8b1b423\" checked aria-label=\"Toggle\" \/><nav><ul class='ez-toc-list ez-toc-list-level-1 ' ><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-1\" href=\"https:\/\/www.joaoleitao.com\/viagens\/rui-munhoz-entrevista\/#Rui_Munhoz_%E2%80%93_Perfil_de_Viajante\" >Rui Munhoz &#8211; Perfil de Viajante<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-2\" href=\"https:\/\/www.joaoleitao.com\/viagens\/rui-munhoz-entrevista\/#Rui_Munhoz_%E2%80%93_Rubrica_Quem_viaja_%E2%80%93_Falar_com_o_viajante\" >Rui Munhoz &#8211; Rubrica: Quem viaja &#8211; Falar com o viajante<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-3\" href=\"https:\/\/www.joaoleitao.com\/viagens\/rui-munhoz-entrevista\/#Rui_Munhoz_na_TEDxCoimbra_Todos_diferentes_todos_iguais\" >Rui Munhoz na TEDxCoimbra: Todos diferentes, todos iguais<\/a><\/li><\/ul><\/nav><\/div>\n<p>Nesta entrevista temos o viajante <strong>Rui Munhoz<\/strong>.<br \/>\nVamos conhecer um pouco mais sobre quem viaja e explora o mundo. Nesta rubrica &#8220;<strong>QUEM VIAJA<\/strong>&#8220;, proponho dar a descobrir v\u00e1rias pessoas que viajam o mundo \u00e0 sua maneira, cada um de forma diferente. Tento criar assim, um perfil de viajante, r\u00e1pido e f\u00e1cil de ler sobre v\u00e1rios viajantes portugueses e brasileiros.<\/p>\n<h2><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Rui_Munhoz_%E2%80%93_Perfil_de_Viajante\"><\/span>Rui Munhoz &#8211; Perfil de Viajante<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n<blockquote class=\"infopais\">\n<ul>\n<img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.joaoleitao.com\/viagens\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/rui-munhoz-viajante.jpg\" alt=\"Rui Munhoz - Rubrica: Quem viaja\" style=\"float: right; border: 1px solid #ccc; margin-right: 16px;margin-left: 16px;width: 320px;\"\/><\/p>\n<li><strong>Nome completo<\/strong>: Rui Neves Munhoz<\/li>\n<li><strong>Profiss\u00e3o<\/strong>: Sector p\u00fablico<\/li>\n<li><strong>Data de nascimento<\/strong>: 1961<\/li>\n<li><strong>Local de nascimento<\/strong>: Vila Real de Santo Ant\u00f3nio &#8211; Portugal<\/li>\n<li><strong>Local de resid\u00eancia<\/strong>: Coimbra \/ Cantanhede \/ Figueira da Foz &#8211; Portugal<\/li>\n<li><strong>Quantos pa\u00edses j\u00e1 visitou<\/strong>: 45<\/li>\n<li><strong>Quantos continentes j\u00e1 visitou<\/strong>: Falta-me a Oce\u00e2nia, mas l\u00e1 chegarei, um dia, se a tal me ajudar o engenho e a arte e o vil metal tamb\u00e9m<\/li>\n<li><strong>Maneira preferida de viajar<\/strong>: comboio<\/li>\n<li><strong>Comida preferida<\/strong>: Toda a gastronomia Portuguesa<\/li>\n<li><strong>Cor preferida<\/strong>: Azul do c\u00e9u e do mar<\/li>\n<li><strong>Banda preferida<\/strong>: Dead Can Dance, U2 e Muse<\/li>\n<li><strong>Fruta preferida<\/strong>: Todas as frutas Portuguesas<\/li>\n<li><strong>Livro de viagem preferido<\/strong>: Disse-me um Adivinho, de Tiziano Terzani. Fabuloso; \u00e9 a forma como eu sinto, entendo e vivo, cada viagem<\/li>\n<li><strong>J\u00e1 se apaixonou por algu\u00e9m em viagem<\/strong>? Apaixono-me por muitas pessoas e por muitos lugares, em muitos momentos e em muitas viagens. Sou um cora\u00e7\u00e3o vol\u00favel. Essas paix\u00f5es s\u00e3o eternas enquanto duram, depois ficam as mem\u00f3rias<\/li>\n<li><strong>Voc\u00ea vive para viajar ou viaja para viver<\/strong>? Vivo e trabalho, para poder viajar e, por essa soma de raz\u00f5es; viajo para viver. S\u00f3 me sinto vivo enquanto viajo, quando leio e sempre que escrevo. Se um dia n\u00e3o puder viajar ou ler ou escrever; a minha vida deixar\u00e1 de ter sentido e, ent\u00e3o, j\u00e1 n\u00e3o merecerei viver<\/li>\n<li><strong>Pr\u00f3ximas viagens<\/strong>: Uzbequist\u00e3o, Birm\u00e2nia e Eti\u00f3pia<\/li>\n<li><strong>Pa\u00edses onde n\u00e3o voltaria<\/strong>: Regressarei sempre, a todos os lugares que j\u00e1 vi, senti e vivi, em corpo ou em esp\u00edrito<\/li>\n<li><strong>Pa\u00edses onde voltaria<\/strong>: Sempre \u00e0 \u00cdndia, ao Ir\u00e3o e \u00e0 Turquia. E a tantos outros tamb\u00e9m<\/li>\n<li><strong>Pa\u00edses com melhor comida<\/strong>: Portugal, Vietname e Turquia<\/li>\n<li><strong>Qual o pa\u00eds com mulheres \/ homens mais bonitos<\/strong>: Jord\u00e2nia e Ir\u00e3o<\/li>\n<li><strong>Hotel preferido<\/strong>: A casa de Maziyar Ale Davood, na aldeia de Garmeth, junto a um o\u00e1sis no deserto de Dashte &#8211; Kavir, no centro do Ir\u00e3o. O Maziyar e a fam\u00edlia, recebem-nos em casa, de bra\u00e7os abertos. Uma vivencia inesquec\u00edvel, aqueles dias em Garmeth<\/li>\n<li><strong>Site \/ blog<\/strong>: <a href=\"http:\/\/ruimunhoz.wordpress.com\/\" title=\"rituais\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">http:\/\/ruimunhoz.wordpress.com<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/blockquote>\n<h2><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Rui_Munhoz_%E2%80%93_Rubrica_Quem_viaja_%E2%80%93_Falar_com_o_viajante\"><\/span>Rui Munhoz &#8211; Rubrica: Quem viaja &#8211; Falar com o viajante<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.joaoleitao.com\/viagens\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/fotografia-viagem-rui-munhoz.jpg\" alt=\"Fotografia Viagem de Rui Munhoz\" width=\"728\" class=\"size-full wp-image-22527\" \/><br \/>\nFotografia Viagem de Rui Munhoz<\/p>\n<p><figure id=\"attachment_22529\" aria-describedby=\"caption-attachment-22529\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.joaoleitao.com\/viagens\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/rui-munhoz-entrevista-viagens.jpg\" alt=\"Rui Munhoz Entrevista Viagens\" width=\"320\" class=\"size-full wp-image-22529\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-22529\" class=\"wp-caption-text\">Rui Munhoz Entrevista Viagens<\/figcaption><\/figure><strong>Qual \u00e9 a sua rela\u00e7\u00e3o com as viagens? O que pretende encontrar enquanto est\u00e1 a conhecer outros pa\u00edses?<\/strong> <\/p>\n<p>Comecei a viajar muitos anos antes de nascer, nos genes familiares j\u00e1 estava t\u00e3o delicioso vicio. Viajo por voca\u00e7\u00e3o, por devo\u00e7\u00e3o e por educa\u00e7\u00e3o. Sei apenas que sem viajar n\u00e3o sou feliz. Se a felicidade existe, ela est\u00e1, para mim, na partida e na descoberta de novas e diferentes formas de vida, na aprendizagem continua, para que eu possa ser um pouco melhor em cada dia que passa. Talvez menos ego\u00edsta, talvez mais tolerante e solid\u00e1rio. Hoje, com mais de meio s\u00e9culo de vida, ainda n\u00e3o sei bem se viajo para encontrar os outros, ou para me encontrar a mim mesmo. Pois a grande viagem das nossas vidas \u00e9 aquela que fazemos \u00e0 volta de n\u00f3s pr\u00f3prios. Como algu\u00e9m j\u00e1 escreveu: \u2018\u2019\u2026Antes de chegar, j\u00e1 l\u00e1 estou e, depois de regressar, ainda l\u00e1 fico\u2026\u2019\u2019.<\/p>\n<p>Tenho uma rela\u00e7\u00e3o descomplexada com as viagens; parto com pouca bagagem, de esp\u00edrito limpo e com o cora\u00e7\u00e3o puro, pleno de vontade de conhecer e aprender. Regresso sempre muito mais rico. Viajar n\u00e3o \u00e9 uma mera soma aritm\u00e9tica de sinais exteriores, \u00e9 antes uma soma de viv\u00eancias e afectos, pelas coisas do mundo e dos homens. \u00c9 um cont\u00ednuo aprender, \u00e9 ver mais longe, mais al\u00e9m, \u00e9 tornarmo-nos melhores. Viajo n\u00e3o s\u00f3 para conhecer os outros, mas tamb\u00e9m para me conhecer a mim mesmo.<br \/>\nGosto de partilhar conversas em caf\u00e9s e perder-me em pra\u00e7as e largos, assim aprendo muito mais do que encerrado em museus; aprendo a viver melhor.<\/p>\n<p><strong>Muitos viajantes ficam fortemente marcados por algumas viagens, certas pessoas, culturas diferentes e experi\u00eancias especiais. Qual a viagem mais marcante para si e conte o porqu\u00ea<\/strong>: <\/p>\n<p>A \u00cdndia e o Ir\u00e3o foram os meus primeiros sonhos infantis de viagens. Consegui ir \u00e0 \u00cdndia, pela primeira vez, em 1992. A partir dessa data, j\u00e1 tive a oportunidade de regressar v\u00e1rias vezes e, sinto sempre que algo de especial me liga \u00e0 \u00cdndia. Sinto que \u00e9 um regresso a casa, onde terei vivido numa outra vida. N\u00e3o gosto de comparar lugares, regi\u00f5es, pa\u00edses ou pessoas, mas entendo a \u00edndia como o mais fabuloso pais do planeta; \u00e9 l\u00e1 que eu sinto o que \u00e9 uma multid\u00e3o, o que s\u00e3o cores fortes, cheiros intensos, mis\u00e9ria e luxo, hist\u00f3ria e futuro, dignidade e crueldade, esperan\u00e7a e solidariedade. Na \u00cdndia encontro uma humanidade que sente e sofre, mas alegre e que celebra a vida. Acredito que n\u00e3o se pode contar a \u00cdndia, porque as palavras s\u00e3o escassas; \u00e9 necess\u00e1rio senti-la. Nenhum de n\u00f3s consegue ser indiferente \u00e0 \u00cdndia, apenas podemos am\u00e1-la ou odi\u00e1-la, n\u00e3o h\u00e1 meio-termo.<\/p>\n<p>Quanto ao Ir\u00e3o, a paix\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 antiga: lembro-me da celebra\u00e7\u00e3o dos 2.500 anos do imp\u00e9rio Persa, em Pers\u00e9polis, acontecida no ano de 1971, tinha eu 10 anos. Ent\u00e3o, resolvi que haveria, um dia, de ir ao Ir\u00e3o. Apenas l\u00e1 cheguei em 2011 e encontrei o povo mais afectuoso, amistoso, inteligente e culto, que j\u00e1 conheci. Regressarei certamente, um dia, mas parte do meu esp\u00edrito j\u00e1 l\u00e1 ficou. Por estas raz\u00f5es e muitas outras, a \u00cdndia e o Ir\u00e3o, s\u00e3o duas paix\u00f5es na minha vida.<\/p>\n<p><strong>Algumas pessoas precisam de ser incentivadas a sair de casa, a perder o medo de viajar. Que conselhos pode dar a algu\u00e9m que quer come\u00e7ar a viajar mas n\u00e3o sabe como, quando e porqu\u00ea?<\/strong> <\/p>\n<p>Apenas posso dizer, que todos temos momentos de receio, temores e d\u00favidas; descobrir um caminho, passa apenas por n\u00f3s e o que parece dif\u00edcil hoje, pode ser f\u00e1cil amanh\u00e3. Tudo \u00e9 uma quest\u00e3o de atitude, porque tudo na vida tem um in\u00edcio. Para que algu\u00e9m se sinta mais seguro e confiante para viajar, nada melhor do que partilhar com um familiar, ou amigo, a experi\u00eancia de uma viagem curta, acess\u00edvel e interessante. Ent\u00e3o, com o correr dos dias, ruir\u00e3o as muralhas de medos e fobias. Muito mais importante do que guias te\u00f3ricos, s\u00e3o as viv\u00eancias e a partilhas m\u00fatuas de experi\u00eancias de vida. Viajar \u00e9 como ler; \u2018\u2019\u2026primeiro estranha-se, depois entranha-se\u2026\u2019\u2019. Muitas vezes, os maiores riscos, corremo-los no nosso pr\u00f3prio pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>J\u00e1 viveu num pa\u00eds diferente mais do que seis meses? Se sim, onde foi e o que esteve a fazer. Diga-me tamb\u00e9m, o que retirou dessa sua experi\u00eancia de viver no estrangeiro<\/strong>:<\/p>\n<p>Nunca vivi tanto tempo fora de Portugal, mas gostava muito de o poder fazer e, sei que o conseguirei, um dia. Restam-me cortar algumas amarras \u00e0 minha zona de conforto, libertar-me de ego\u00edsmos ef\u00e9meros e, partir sem rumos e percursos, demasiado definidos. Concedendo-me a liberdade plena de decidir, em cada momento, o que desejo fazer, conhecer e aprender. <\/p>\n<p>Nunca passei mais do que um m\u00eas seguido, fora de Portugal. Tive j\u00e1 a oportunidade de o poder fazer por diversas vezes e a boa sorte de poder percorrer algumas regi\u00f5es, por per\u00edodos de um escasso m\u00eas: \u00cdndia; China; Vietname; Am\u00e9rica do Sul (Col\u00f4mbia, Peru e Bol\u00edvia); \u00c1frica Oriental (Qu\u00e9nia, Tanz\u00e2nia, litoral do Indico e Zanzibar); Turquia; M\u00e9dio Oriente (S\u00edria, Jord\u00e2nia e Palestina).<\/p>\n<p>Aprendi e continuo a aprender sempre: ser solid\u00e1rio e tolerante. Acreditar que apesar de todos diferentes somos todos iguais. Acreditar que as diferentes religi\u00f5es e culturas, s\u00e3o factor de uni\u00e3o, nunca de separa\u00e7\u00e3o. Partir sem ideias feitas. Apagar os preconceitos. Lembrar-me, em cada dia que passa, que por muito que pense aprender, nada sei. Continuar a acreditar que o homem \u00e9 o centro do universo e que a sua dignidade \u00e9 uma miss\u00e3o que todos temos o dever de cumprir, em todas as nossas atitudes e gestos.<br \/>\n<strong>Escolher uma paisagem preferida pode ser muito dif\u00edcil. Mas tente escolher uma paisagem que ficou para sempre na mem\u00f3ria. O que sentiu naquela altura?<\/strong> <\/p>\n<p>\u00c9 dif\u00edcil escolher uma \u00fanica paisagem, mas escrevo aqui, sem alguma d\u00favida, que o Salar de Uyuni, no Sudoeste da Bol\u00edvia, entre Oruro e Potosi, mudou a minha vida. Vi a \u2018\u2019m\u00e3e natureza\u2019\u2019 em toda a sua for\u00e7a e esplendor e soube que o homem, s\u00f3 cumpre o seu destino, se salvaguardar e respeitar este planeta, cada vez menos azul e cada vez mais cinzento, para o poder transmitir a gera\u00e7\u00f5es futuras. Porque s\u00f3 h\u00e1 uma terra. Senti-me feliz por os meus j\u00e1 cansados olhos poderem ver e sentir t\u00e3o desmesurada beleza. Senti-me min\u00fasculo e, em simult\u00e2neo, um deus \u00e0 escala humana.<\/p>\n<p>Se pudesse escrever aqui sobre outras paisagens, que ainda sinto na pele, ent\u00e3o escolheria tamb\u00e9m o vale do Rift Africano, com os lagos e vulc\u00f5es; a savana com cheiro a terra molhada, coberta por um c\u00e9u protector, no Qu\u00e9nia e Tanz\u00e2nia; a floresta Amaz\u00f3nica, h\u00famida e luxuriante, plena de vida, em Iquitos; a infinidade fascinante do deserto do Saara; a baia de Ha Long; os Andes; os Himalaias; os campos pintados de lavanda e alfazema na Provence; e tantas outras paisagens perdidas e encontradas, por esse vasto mundo.<\/p>\n<h2><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Rui_Munhoz_na_TEDxCoimbra_Todos_diferentes_todos_iguais\"><\/span>Rui Munhoz na TEDxCoimbra: Todos diferentes, todos iguais<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"728\" height=\"410\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/embed\/ao9hx8rJqC0\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":5,"featured_media":22671,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[55],"tags":[2843],"class_list":["post-22659","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-generalidades","tag-entrevistas","generate-columns","tablet-grid-50","mobile-grid-100","grid-parent","grid-25","no-featured-image-padding"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.joaoleitao.com\/viagens\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22659","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.joaoleitao.com\/viagens\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.joaoleitao.com\/viagens\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.joaoleitao.com\/viagens\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.joaoleitao.com\/viagens\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22659"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.joaoleitao.com\/viagens\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22659\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.joaoleitao.com\/viagens\/wp-json\/wp\/v2\/media\/22671"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.joaoleitao.com\/viagens\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22659"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.joaoleitao.com\/viagens\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22659"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.joaoleitao.com\/viagens\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22659"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}