Cuba em 2 semanas – Roteiro de viagem detalhado

Roteiro de duas semanas em Cuba

ROTEIRO 2 SEMANAS CUBA
ROTEIRO 2 SEMANAS CUBA

Cuba é um país fascinante. Com uma beleza natural única, há imensos destinos que valem a pena explorar. Visitar Cuba acaba então por ser uma viagem inesquecível.

Em 1492, Cristóvão Colombo desembarcou no que é hoje a ilha de Cuba, ficando assim pertencente ao Reino de Espanha. Cuba permaneceu como colónia da Espanha até a Guerra Hispano-Americana de 1898. Depois de ser brevemente administrada pelos Estados Unidos, a sua independência formal foi em 1902.

Esta página divide-se em dois tópicos principais:

  • TOP 5 para visitar Cuba
  • Roteiro de 2 semanas em Cuba

NOTA: Antes de mais há algo que preciso dizer sobre um guia de viagem a Cuba: é que este país atravessa um período de rápidas alterações, especialmente desde que os Estados Unidos da América anunciaram o final do bloqueio à ilha. Por isso, o que hoje é assim, amanhã poderá já não o ser, e deverá sempre que possível confirmar as indicações que aqui ofereço. São actualizadas, no momento em que as escrevo. Mas o futuro em Cuba chega muito depressa.

TOP 5 para visitar Cuba

Vamos descobrir quais são os locais que você não deve perder durante uma viagem a Cuba. É este o TOP 5 cubano!

1. Trinidad

Visitar Trinidad em Cuba
Visitar Trinidad em Cuba

Trinidad é uma cidades pertencente à lista de Património Mundial da UNESCO em Cuba desde 1988. Com um centro histórico muito bonito, Trinidad é tudo o que espera de uma cidade cubana: edifícios coloniais espanhóis, carros clássicos americanos, tranquilidade, música pelas ruas e pessoas muito simpáticas. A não perder é a a Iglesia y Convento de San Francisco.

O seu nome original é Villa De la Santísima Trinidad. Adorei esta cidade, as pessoas, tudo. O centro histórico é lindo. Trinidad é uma cidade que fica localizada na Província de Sancti Spíritus, a qual em conjunto com o Vale de Los Ingenios, integra desde 1988 na lista da UNESCO Património Mundial.

Esta cidade foi fundada em Dezembro de 1514, pelo espanhol Diego Velásquez, fazendo desta localidade, um dos primeiros assentamentos de europeus na colónia cubana. Trinidad começou por chamar-se Villa De La Santíssima Trinidad, e é conhecida hoje em dia como um museu em céu aberto.

2. Remedios

Visitar Remedios em Cuba
Visitar Remedios em Cuba

Remedios ou San Juan de Los Remedios é uma cidade que fica localizada na costa Norte de Cuba, mais propriamente no centro da ilha, tal como é o primeiro lugar onde o Homem escolheu para se estabelecer na zona da Província de Las Villas.

Quando Cuba ainda era uma colónia de Espanha, Isabella II nomeou Remedios como cidade, local onde se faz a maior Parranda. Fica a cerca de 300 Km de Havana, a capital e muito perto dos Cayos, pequenas ilhas paradisíacas. Um dos pontos interessantes a visitar na cidade é a Praça Isabel II, onde fica situada a magnífica Iglesia Mayor, onde os seus altares estão cobertos a ouro, ou a Iglesia del Buen Viaje, no lado oposto da mesma praça.

A Iglesia parroquial mayor San Juan Bautista no centro da cidade é supostamente a igreja mais antiga de Cuba. A actual igreja foi construída em 1692 sobre a estrutura existente de uma igreja que foi originalmente construída em 1570.

3. Viñales

Visitar Viñales em Cuba
Visitar Viñales em Cuba

Local muito bonito a Oeste da ilha de Cuba.

Viñales é uma cidade que faz parte da Província de Pinar del Rio, localizada na zona Centro-Norte de Cuba. Esta cidade encontra-se no vale das montanhas de Guaniguanico, mais propriamente na Sierra de Los Órganos, e que foi outrora o refúgio de muitos escravos fugitivos antes da colonização europeia.

Viñales é uma cidade bastante rural e piscatória, onde as culturas e a pesca ainda são trabalhadas através de métodos tradicionais. Viñales é um local Património Mundial da UNESCO e tem um parque natural, várias grutas como a Cueva del Indio, montanhas rochosas com selva.

A aldeia de Viñales é também muito tranquila e com umas cores de pôr-do-Sol lindas. Muito interessante também é que há vários búfalos com chifres enormes.

4. Cayo Santa Maria

Visitar Cayo Santa Maria em Cuba
Visitar Cayo Santa Maria em Cuba

Cayo Santa Maria fica a alguns quilómetros da cidade de Caibarién, na costa norte da ilha de Cuba. Os Cayos são um grupo de ilhas pequenas que se traduzem num autêntico paraíso, onde as praias se encontram no seu estado mais natural possível, com um cariz selvagem, quase sem alguma intervenção da mão do Homem. Poderá chegar a elas através de carro ou por via aérea, que rapidamente analisará como um lugar magnífico e quase inexpressível por palavras, tal como está bastante bem preparado com óptimas infra-estruturas para receber os seus visitantes.

5. Havana

Visitar Havana em Cuba
Visitar Havana em Cuba

Havana é uma cidade muito interessante, misto de tropical com colonial. Havana tem a zona antiga que é muito bonita. Havana foi a sexta cidade fundada pelos espanhóis na ilha.

Locais a não perder para visitar Havana são o Paseo de Martí, o Castillo de San Salvador de la Punta, a Old Havana, a Catedral de Havana e o Castillo de la Real Fuerza. Havana é considerada a maior cidade das Caraíbas, e naturalmente é a capital de Cuba. Esta cidade é um dos centro culturais mais ricos de todo o mundo, uma vez que oferece aos seus visitantes imenso conteúdo interessante para visitar.

Ao nível da arquitectura, é incrível o imenso leque de exemplos magníficos a conhecer, nomeadamente castelos, catedrais, museus ou magníficas mansões. A UNESCO, a organização que nomeia os lugares do mundo, a fim de valorizá-los e dignificá-los, integrou o bairro histórico de Vieja Habana ou a Velha Havana na sua lista.

Todos os dias às 21 horas à a cerimónia dos canhões – Ceremonia del Cañonazo do outro lado da Bahía de La Havana, perto do Museu Fortificaciones y Armas e da Plaza de Armas. Aproveite aqui também para subir até à Fortaleza de San Carlos de la Cabaña.

2 Semanas em Cuba – Roteiro diário

5 lugares especiais para visitar em Cuba
ROTEIRO 2 SEMANAS EM CUBA

Neste exemplo de roteiro de viagem em Cuba, vou explicar dia-a-dia detalhadamente o que se pode fazer para você visitar Cuba com um plano já organizado para poder assim aproveitar ao máximo as suas férias no país. Quinze dias é pouco e ficam muitos destinos de fora. Cuba estende-se, de Oeste para Este, com as deslocações a implicar muitos quilómetros. Se pretende ter ainda mais liberdade de viagem e então incluir esses destinos mais fora das rotas normais, pode alugar carro em Cuba.

Nesta aventura para descobrir Cuba procurei trazer o viajante pelos pontos mais significativos e interessantes do país mas sempre tendo em conta que com apenas duas semanas para gastar, uma visita ficaria sempre amputada de locais igualmente interessantes. Especialmente de Santiago de Cuba, na ponte oriental da ilha. Sendo a segunda maior cidade do país é mesmo assim remota, distante. Ali perto há Guantanamo, a base militar norte-americana que de tempo a tempo salta para as primeiras páginas dos jornais.

Pelo caminho ficam outras cidades interessantes como Sancti Spiritus, Camaguey e Holgin. Tudo isto será um excelente incentivo para o viajante planear um retorno a Cuba. Revisitar os locais que mais apreciou e explorar o Leste da ilha, quem sabe dedicando uns dias ao repouso estival.

Havana (Dia 1)

A Cuba só há uma forma de se chegar: de avião. Geralmente a Havana, para quem viaja de forma independente, ou a Varadero, para quem vem com um pacote turístico para as estâncias balneares. E como este artigo é dedicado aos viajantes independentes, vou assumir que vai chegar à capital cubana.

O aeroporto José Marti aguarda os visitantes. Não há muito a dizer sobre ele, é um aeroporto normal que cumpre o seu trabalho, localizando-se nos arredores de Havana, a cerca de 25 km do centro histórico da cidade.

Não há grandes hipóteses para chegar à cidade. Um táxi, cujo serviço para este trajecto ronda os CUC 30, é a solução mais evidente. Existem formas de utilizar os autocarros da rede de transportes públicos. O ideal será tratar com o seu alojamento para que lhe enviem um táxi de confiança cujo condutor estará à sua espera com um cartaz com o seu nome.

Para ficar só há que escolher o bairro, sendo que as opções mais populares são:

  • Havana Velha: o centro histórico, onde se concentram o maior número de locais significativos a visitar, mas também a área mais turística e, de certa forma, descaracterizada, apesar de subsistirem ruas bem castiças.
  • Centro Havana: uma boa opção, localizando-se na área que envolve Havana Velha, acompanhando a linha da costa, com menos turistas e muito pitoresca. Na realidade esta é a minha recomendação, por exemplo, numa casa no malécon (avenida marginal).
  • Vedado: apesar de não ser especialmente nova, esta zona da cidade segue-se, em termos de proximidade geográfica, sendo já o afastada suficiente para impossibilitar deslocações ao centro a pé. É bastante cosmopolita, com animação e manifestações culturais.

Havana (Dia 2)

Sugiro que comece o dia com uma visita ao escritório da Via Azul. Estou a ser pessimista e a assumir que não conseguirá comprar os seus bilhetes de autocarro para as deslocações em Cuba através do website da companhia. Se tiver sucesso nessa tentativa, tanto melhor.

Há três formas de chegar até ao escritório, localizado num ponto bastante inconveniente, bem afastado do centro: ou apanha um táxi e paga uns CUC 25 pela viagem de ida e volta, ou encontra uma forma de usar as carreiras de autocarros certas e faz tudo por… CUP 2 (ou seja, 0,06 EUR) ou usa os táxis partilhados, geralmente os tradicionais carros clássicos de Cuba, e paga CUP 10. O melhor será pedir informações às pessoas que o alojarem, mas aperte com elas, porque muitos cubanos tendem a pensar que os estrangeiros querem conforto máximo a custo alto e só lhes falam na possibilidade do táxi.

Na Via Azul podem-se comprar bilhetes para trajectos em qualquer segmento da rede, por isso, para poupar tempo e nervos, se conseguir um plano mais ou menos final da sua viagem, tente adquirir logo em Havana (ou online) bilhetes para o maior número possível de deslocações. Para já, trate da viagem mais imediata, até Viñales.

Na volta coma qualquer coisa, pode ser uma pizza ou um prato de esparguete, por exemplo. Comida de rua, que não lhe custará mais do que o equivalente a 0,50 EUR.

Vá até casa se quiser tomar um duche ou mudar de roupa e depois dê um passeio pelo malécon. Todo o muro da marginal é bastante popular junto dos habitantes da cidade. É o local onde se vem para ver e ser visto, dá-se um giro, pesca-se, faz-se um pouco de desporto, toca-se música, namora-se. Mas se o mar estiver de mau humor, cautela, porque as vagas lançam cascatas de água sobre os incautos que se arriscam a caminhar por aquele lado da estrada.

Comece pelo topo, a extremidade mais próxima de Havana Velha. Por ali encontrará um pequeno parque urbano, desolado nos dias de semana mas com um ambiente muito agradável ao fim-de-semana, junto ao qual se localiza um dos muitos fortes de Havana, o Castillo de San Salvador de La Punta, encerrado ao público. Do outro lado da barra podem-se ver as majestosas fortalezas que deveriam proteger o porto de Havana, El Morro e La Fortaleza de San Carlos de la Cabaña. A elas voltaremos outro dia.

Siga então pelo Malecon observando o que o rodeia. As pessoas, os carros, as casas e, claro, o mar. Quando chegar a um ponto onde do lado direito (assumindo que vem do centro) se encontra um espaço mais aberto, atravesse e tome a Avenida de San Lazaro, que se afasta, na diagonal, da linha de costa. Ao encontrar a perpendicular rua Aramburu, vire à esquerda e logo num obscuro beco à direita.. estará no Callejon de Hamel, local pioneiro em manifestações artísticas independentes e um núcleo de oposição do regime dos irmãos Castro. Hoje em dia está descaracterizado, talvez encontre por lá mais turistas e jineteros (pessoas que vivem à custa dos estrangeiros, através de esquemas lícitos ou ilícitos) do que verdadeiros locais, mas o Callejon merece mesmo assim uma visita.

Volte à Aramburu e continue a andar, durante quatro quarteirões até encontrar um parque. É possível que encontre ai um mercado de vegetais e fruta onde quererá comprar qualquer coisa. Agora caminhe por onde desejar até regressar à marginal e procure o Hotel Nacional de Cuba, um símbolo da cidade, inaugurado em 1930 e ícone de um certo estilo de vida que se levava em Havana até à revolução castrista de 1959. Um dos episódios mais significativos que aqui teve lugar ocorreu após a Segunda Guerra Mundial, quando os grandes líderes da máfia norte-americana aqui se reuniram para decidir os destinos da organização. O evento foi retratado no filme de Francis Ford Copolla, Padrinho II.

Bem, tudo isto para o convidar a entrar e beber um cocktail no bar exterior do hotel. São incrivelmente baratos (pouco mais de 5 Euros) e a vista e o ambiente são deliciosos.

O jet lag poderá estar a fazer efeito por esta hora e para primeiro dia ficaremos por aqui. De resto, é uma boa táctica deixar-nos ficar um pouco na hora de Portugal. É que apesar de existirem excepções, Havana não é uma cidade especialmente animada à noite. Talvez devido à fraca iluminação as coisas morrem mansamente depois do sol posto e poderá ser melhor acordar bem cedo para assistir aos espectaculares nascer-do-sol de Havana e explorar as pitorescas ruas enquanto a maioria dos turistas dorme ainda.

Viñales (Dia 3)

Viñales é uma pequena cidade situada numa espécie de vale encantado, com uma paisagem fabulosa que é de facto a sua grande mais valia. Fica muito próximo da extremidade oeste de Cuba e será uma incursão única a esta parte da ilha.
A estação da Via Azul fica na extremidade da cidade, mas não receie, Viñales tem, de ponta a ponta, pouco mais de um quilómetro. Se tudo correr bem, chegará ao fim da manhã. Não terá dificuldade em encontrar alojamento numa casa particular em Viñales e assim que se encontrar devidamente instalado deverá sair à descoberta das maravilhas deste vale.

O solo é bem vermelho, utilizado para vastas plantações de tabaco entre as quais se avistam formações rochosas de calcário que conferem um aspecto único à paisagem, chamadas por aqui de mogotes. É uma área rural que apesar de distar apenas duas ou três horas de Havana, parece pertencer a um outro mundo.

Em redor da localidade estendem-se as plantações e quinta de tabaco e milho, um amplo mundo que não é fácil de explorar sem um transporte próprio, e esse é mesmo o único problema de Viñales. Nada que não se possa resolver se houver no orçamento alguns fundos para contratar os serviços de um guia. Quem sabe, se souber andar a cavalo, possa passear pela área na companhia de um camponês local. Se optar por uma solução deste género ou se por algum milagre (por exemplo, encontrar uma bicicleta para alugar) conseguir uma forma de sair do espaço da cidade, poderá visitar um centro de processamento de tabaco.

Se ainda houver tempo e conseguir um bom negócio com um taxista, poderá chegar à encantadora aldeia piscatória de Puerto Esperanza. Fica a apenas 25 km, por isso se conseguiu uma bicicleta fica com mais uma opção em aberto. Se por alguma razão precisar de passar uma noite em Puerto Esperanza, tem aqui uma óptima solução.

Outra ideia para passar um bom bocado na área de Viñales é visitar o complexo de grutas de Cuevas de Santo Tomas (uma tour desde Viñales custará uns CUC 20, incluindo uma visita às grutas de cerca de 90 minutos), um mundo subterrâneo constituído por quase 50 km de túneis naturais distribuídos por oito níveis, estando cerca de 1 km acessível aos visitantes.

Quando a noite chega, claro, a vida em Viñales extingue-se. Para além do eventual espectáculo na Casa de Cultura, não haverá muito para fazer. Será hora de repousar, processar fotografias ou escrever o diário. Talvez o serão possa até ser diferente na companhia do anfitrião na casa particular que escolheu… mas isso é sempre uma incógnita.

Cayo Jutías (Dia 4)

Para hoje, um cheirinho de praia cubana em Cayo Jutías. É uma das melhores praias do país mas a sua localização mantém-na ao abrigo do turismo de massas. Para lá chegar poderá fretar um táxi, que custará uns CUC 60 mas poderá ser dividido com mais pessoas, tentar encontrar um que já se prepare para rumar até lá ou visitar os escritórios de uma agência estatal de turismo – a Havanatur ou a Infortur, ambos localizados na praça central de Viñales – e tentar encontrar uma tour a Cayo Jutías, que inclui transporte de ida e volta e almoço e custará uns CUC 20.

A partir daqui é consigo: se quiser apenas espreitar esta praia, poderá ir e voltar no mesmo dia. Se preferir ter a liberdade para regressar quando desejar poderá procurar uma casa particular no Cayo (mais caro) ou na aldeia de Santa Lúcia (sendo que neste segundo caso, apesar dos preços andarem pela metade, terá que lidar com a necessidade de transporte para a praia e de retorno).

Para além de usufruir da praia de qualidade, poderá aqui visitar o velho farol de Cayo Jutías, uma estrutura metálica construída pelos EUA em 1902.

Viñales a Havana (dia 5)

O quinto dia será passado em movimento. Há que regressar a Viñales e tomar o autocarro da tarde que sai às 14:00 e chega à capital às 17:30. Uma boa hora para encontrarmos o caminho até ao nosso alojamento, sentido o pulso da capital cubana à hora de ponta. Haverá provavelmente surpresas e improvisos. Em Cuba as coisas planeadas raramente saem como se imaginaram. Vamos descansar bem porque o dia que se segue promete muito palmilhar das ruas de Havana.

Havana (dia 6)

Vamos acordar cedo e caminhar pelas ruas de Centro Havana, uma área repleta de pormenores para fotografar e riquíssima na sua moldura humana. Já estarão a abrir os postigos através dos quais, desde sua casa, alguns cubanos servem pequeno-almoços a quem necessita, a preços bem locais.

Eventualmente encontraremos o Malécon, recebendo a aragem do mar na cara. O sol há-de se estar a levantar, o horizonte aclareia-se. Vamos até ao final, até à barra do porto, onde apanharemos o Paseo del Prado, uma estreita alameda que conduz até ao edifício do Capitólio, um ponto excelente para observar os famosos carros clássicos de Cuba. Não só os que atarefados passam no trânsito mas também os que se perfilham, bem ataviados, para que turistas com algum dinheiro no bolso os fretem por um passeio. Um clássico é a ida até a El Morro, a imponente fortaleza do lado de lá da baía.

Mas antes de chegar ao Capitólio atente à sua esquerda no clássico Hotel Inglaterra, logo seguido do Gran Teatro. Do lado oposto do edifício do Capitólio existe a mais popular fábrica de charutos de Cuba, a Partagás, que se pode visitar em troca de alguns CUC.

Poderá prosseguir em direcção à estação de comboios, e se seguir a Avenida de las Missiones encontrará o Mercado Agropecuario. Frente à estação encontra-se a casa museu de José Marti, esse nome sempre presente em Cuba, um herói, não da Revolução Socialista, mas da luta pela independência de Espanha.

Estará agora no canto sudoeste da área histórica de Havana. Pode entrar no bairro, explorando as ruas e travessas ao acaso, ou caminhar junto à água, contornando-a, até chegar ao seu epicentro e aí sim, internar-se em Havana Velha.
É complicado destacar pontos de interesse numa área tão rica em história e património. A não perder será a Plaza Vieja, cercada de edifícios de valor incalculável, onde se encontra a Fototeca Nacional, a Casa dos Condes de Jaruco e o Museu dos Naipes; é uma praça sempre animada, com muitos turistas e locais, onde existe um sem número de restaurantes e bares e muito imóvel classificado.

Dali, encontrará perto da água a Plaza de San Francisco, que também deverá visitar. Logo à frente, a Casa de Los Árabes e o Museu do Automóvel. Chega-se à Plaza de Armas, outro ponto de referência, onde se vendem livros, usados e em segunda mão, numa feira algo turística mas onde ainda se encontram volumes de interesse. O Museu da Cidade está nesta praça e numa das suas quinas vamos ver o Castillo de la Real Fuerza, hoje ocupado pela polícia cubana.

Na área circundante encontram-se uma mão cheia de edifícios fundamentais: o Hotel Ambos Mundos, o favorito de Ernest Hemingway, e mesmo em frente o café Columnata Egipciana, frequentado por Eça de Queiróz nos seus tempos de diplomata em Cuba. Na mesma rua, a Casa de La Obra Pia, a Casa de Simon Bolivar e o Museu 9 de Abril.

Voltando agora um pouco para trás, procuremos a Praça da Catedral, talvez a mais atmosférica da cidade. É como que um museu ao ar livre e recomendam-se várias visitas, em horas diferentes: bem cedo pela manhã para a ver deserta… a meio do dia, quando fervilha de actividade, e depois, ao pôr-do-sol, para aproveitar a luz dourada para a melhor fotografia.

A rua Obispo é uma via pedonal onde o comércio é intenso. Encontram-se ai estabelecimentos curiosos que, ao contrário do que sucedeu noutras cidades invadidas pelo turismo, não foram ainda vencidas pelas lojas destinadas a turistas. Há até uma espécie de café, pastelaria, restaurante, onde se paga em moñeda nacional e onde os preços são bem à cubano.
Subindo a Obispo, quando encontrar uma rua movimentada e com muitos carros, vire à direita. Encontrará mais à frente o edifício Bacardi, que como o nome indica era a sede da empresa que produzia a famosa bebida, antes da tomada de poder de Fidel Castro e do nascimento da Bacardi nos EUA.

Pouco depois encontrará o Museu da Revolução, o mais popular dos museus de Cuba, onde encontrará uma vasta exposição dedicada à guerra que resultou no fim do regime de Fulgêncio Baptista e da chegada ao poder dos irmãos Castro.
A partir daqui resta vaguear livremente pelas ruas secundárias do bairro, sentindo o pulso da vida local que ali existe. Depois, será tempo de rumar a casa, para um merecido repouso.

Havana (dia 7)

Sugiro começar o dia de forma relaxada, a gosto do viajante. Sair para a rua e caminhar até ao Hotel Habana Livre, construído, como quase tudo, na época pré-Castro e usado pelos revolucionários como quartel-general e sede de Governos nos primeiros meses do Regime. À sua frente passam centenas de carros clássicos, quase todos táxis partilhados. Mas o que nos leva a estas partes é a geladaria Coppelia. Chegou a ser a maior do mundo e ainda anda lá perto. A sua criação tem a mão do próprio Fidel Castro, que decidiu que o povo cubano deveria ser agraciado pelas delicias dos gelados italianos. E assim, em 1966, nasceu a Coppelia de Havana, seguida por filiais noutras cidades cubanas. Esta, é um “monstro” com forma de nave espacial, como uma imensa aranha de betão, com múltiplas alas e espaços. Ao entrar poderá escolher entre tratamento VIP com pagamento em conformidade. É para os estrangeiros, os que pagam em CUC. Dá direito a salas com ar condicionado e ausência de filas. Alguns preferirão misturar-se com os cubanos comuns, esperando a sua vez por uma mesa e pagando em moñeda nacional, o que significa que uma taça bem cheia de gelado custará algo como 0,20 Euro. Não espere é muito do gelado. É saboroso mas a qualidade é discutível. Ah! E sabores, um. Em dias de sorte, dois.

Agora que tem uma dose extra de energia poderá caminhar os cerca de 2 km até à Praça da Revolução, um espaço amplo, preparado segundo os princípios de arquitectura urbana socialista, ideal para grandes manifestações e paradas militares. A praça nem tem nada de especial, mas vale pelo seu significado simbólico. Poderá aproveitar para fotografar – à distância – o edifício do Ministério do Interior, decorado com uma imagem espectacular de Che Guevara.

Caminhe livremente em direcção ao Parque John Lennon (Calle 8), onde encontrará uma estátua em bronze do cantor britânico, inaugurada no 20º aniversário da sua morte, em 8 de Dezembro de 2000. A vinda até este parque e o regresso ao centro servirão para lhe dar um ambiente deste bairro de Havana que se chama de Cercado, onde se pode observar os vestígios do que era, em 1959, a maior classe média da América Latina. Toda esta enorme área é pautada por vivendas rodeadas de espaços ajardinados, decadentes.

Use o tempo e a energia que lhe sobrar a rever os pontos que considere favoritos.

Havana a Matanzas (dia 8)

O programa sugerido para este oitavo dia em Cuba centra-se em algo que é muito volátil, pelo que deverá o visitante verificar a situação durante os dias que passar em Havana. Vamos lá ver…

Uma coisa: sugiro que – se o seu orçamento aguentar – não abra mão do seu quarto em Havana para a noite que se segue. Será um jeitaço se puder deixar a bagagem para trás nesta expedição de um dia para o outro até Matanzas.

Dito isto, arranque com o nascer do sol rumo ao pequeno terminal de ferries que liga Havana à margem de lá da baía, uma terriola chamada Casablanca. Não se surpreenda com as medidas de segurança que vai encontrar. É que há uns anos uns quantos aventureiros desviaram uma destas lanchas, com passageiros e tudo, com a intenção de chegar à Florida. A guarda costeira quebrou-lhes o sonho e mais tarde foram condenados à morte e executados. E as autoridades estão apostadas em que nada disto se repita.

O bilhete tem um valor simbólico e a travessia é rápida. Poderá verificar logo o horário do comboio entre Casablanca e Matanzas. Aliás, o melhor é verificar se há comboio de todo. É que a ligação é “assegurada” por duas locomotivas antigas, que padecem de falta de peças, como de resto toda a ferrovia. Por isso é comum existirem longos períodos em que a linha é desactivada. Mais uma razão para manter o seu quarto em Havana para esta noite!

Vamos assumir que está tudo bem e até já comprou o seu bilhete (pago a peso de ouro, em comparação com as tarifas para os locais). Aproveitaremos para subir aos fortes e visitar o que for possível. O da ponta, o El Morro, tem áreas que estão sempre abertas e dispensam a aquisição de bilhete. Bem junto a este forte vê-se a boca do túnel rodoviário que está ligado ao centro de Cuba. Se o dia estiver agradável, é um local excelente para descansar um pouco e apreciar o azul a perder de vista e a linha do céu de Havana, lá longe, do outro lado.

Quando forem horas de abrir a bilheteira passe para a Fortaleza de San Carlos de la Cabaña, enorme, mas com um interesse limitado. Algumas das suas salas originais foram transformadas em espaços de exposição. Vale pelas suas dimensões e pela vista sobre Havana, e é uma boa forma de deixar algum tempo passar até se fazerem horas de apanhar o comboio.

Este poderá ser um dos melhores momentos de uma viagem a Cuba. A viagem de comboio é lenta e saborosa, com a atenção a ser dividida entre a paisagem humana e natural e a interessante observação do que se vai passando no interior da composição. Tirando um ou outro turista o ambiente é verdadeiramente local. É assim que algumas pessoas regressam a casa depois de virem à capital tratarem de algum assunto. Mais à frente, quando o comboio entra num espaço mais rural, entram agricultores e o fruto do seu trabalho. Miúdos de escola saltam para a carruagem, a caminho das aulas. A atmosfera é informal e descontraída e há sempre alguma surpresa.

A meio caminho de Matanzas há uma paragem na estação que antes se chamava de Hershey e agora é Camilo Cienfuegos. O nome da multinacional que financiou a construção da linha e a equipou com material rolante, destinada a transportar a sua força laboral, substituída por um dos heróis da Revolução que acabou com a sua presença em Cuba.

Se por alguma razão não quiser ir até Matanzas e passar a noite fora de Havana poderá mudar aqui de comboio e apanhar aquele que se dirige à capital. Senão siga. A jornada é longa mas interessante.

Uma vez em Matanzas, sinta o ambiente e procure uma casa particular para passar a noite.

Matanzas – Havana – Cienfuegos (dia 9)

Dependendo do tempo que o comboio lhe der poderá explorar ou não Matanzas. Por outro lado, terá a opção de regressar por meios mais convencionais: a Via Azul tem cinco partidas diárias daqui para Havana (USD 7). Note que se regressar de comboio, terá que pernoitar na cidade neste dia, mas se apanhar o primeiro autocarro, poderá seguir quase de imediato para o próximo destino, poupando um dia e o desconforto de se deslocar de e para o terminal da Via Azul em Havana. Eu escolheria esta possibilidade.

As boas notícias são que em Matanzas a Via Azul fica junto à estação dos caminhos de ferro, a cerca de 1 km do centro, e por isso, acordando bem cedo, ainda terá tempo para explorar um pouco da cidade. O epicentro de Matanzas divide-se entre a Plaza de La Vigia e a Plaza de La Liberdad, que distam cerca de cinco quarteirões uma da outra. Na primeira vamos encontrar um dos principais pontos de interesse da cidade, o Teatro Santo, concluído em 1863. Existem visitas guiadas (2 CUC) mas iniciando-se às 9 horas é pouco provável que consiga participar numa a tempo de apanhar o autocarro.

Da mesma forma, não poderá usufruir por inteiro da outra grande atracão de Matanzas, o Museu Farmacêutico (Calle 83 no. 4951, Plaza de la Libertad) que abre as portas às 10 horas e que foi fundado em 1862 pelo farmacêutico francês Ernesto Troilet e mantido até aos dias de hoje tal como era naqueles tempos.

Uma boa parte do dia será passada em trânsito. A viagem até Havana dura umas duas horas e meia. O que significa que chegará pelas 11:30 e tem o autocarro seguinte, entre a capital e Cienfuegos, às 13:30. Pode aproveitar para relaxar um pouco e comer qualquer coisa. No terminal da Via Azul há uma cafetaria mas não costuma existir nada de interessante para trincar e o mesmo se aplica às imediações da estação. É prudente levar algo consigo para almoçar ou então poderá explorar as redondezas em busca de mantimentos.

Estará em Cienfuegos pouco depois das 18 horas. É uma boa hora para chegar. Se não tratou de reservas com antecedência encontrará uma casa particular sem problema. Instale-se rapidamente, para aproveitar o pôr-do-sol, que em Cienfuegos é lindíssimo.

Se não tiver tempo para mais nada, caminha em direcção a La Punta, um cabo que entra pelo mar adentro, um refúgio cosmopolita dos tempos pré-Revolução, onde ainda se vêem as casas de Verão dos que aqui procuravam a frescura do mar. Observar estas vivendas é por si só um deleite e se não conseguir chegar à ponta neste primeiro dia, considere regressar no dia seguinte. Até porque lá bem no fim existe o Palacio del Valle, que se destaca. Se não, observe logo à saída da passagem da cidade o hotel Palacio Azul.

Se ainda sobrar energia poderá explorar as ruas de Cienfuegos – totalmente seguras mesmo depois do sol posto – em busca de uma tasca para jantar, que certamente encontrará. O ambiente é encantador, com a luz alaranjada do sistema e iluminação pública a temperar aquelas ruas pejadas de prédios clássicos. Cienfuegos parece uma cidade do passado. Conserva um charme que resulta do cruzamento dos universos urbano e rural. É uma pequena cidade, mas sente-se o ambiente camponês, na carroça que passa, na loja de alfaias agrícolas, nos homens de chapéu na cabeça e catana à cintura, nas roupas… decididamente é uma mudança desde a burguesa (que o Castro não me leia) Havana e desde a industrial Matanzas.

Pode acabar a noite com um rum ou qualquer outra bebida do seu agrado no terraço de um dos bares localizados ao pé da água, do lado da cidade.

Como o próximo destino, Trinidad, não fica longe, e como existe um autocarro a sair para lá pouco depois das quatro da tarde, podemos gozar a maior parte deste dia em Cienfuegos.

Mais uma vez convém aproveitar o dia ao máximo, sair pelo fresquinho da manhã para explorar as ruas do centro da cidade. As casas são quase todas encantadoras mas o eixo principal de Cienfuegos, o Paseo del Prado, distingue-se.
Já na sua parte final há uns bares bem castiços onde sabe bem sentar com um copo de rum e gastar algum tempo a observar as pessoas e os veículos que vão passando. Prometo um pouco de tudo: carros clássicos, velhos camiões de carga com muitos anos de trabalho de quinta em cima, motos com sidecar, tractores bizarros, viaturas transformadas…
Bem, vamos agora visitar a praça central de Cienfuegos, o Parque José Marti, que está rodeado de magníficos edifícios. No centro, o pequeno jardim , onde se encontram algumas esculturas e um bonito coreto. Em seu redor, o Teatro Tomás Therry, o edifício da Câmara e o Collegio de San Lorenzo, por onde entram meninos com o uniforme da escola, e o Palacio Ferrer, construído nos primeiros anos do século XX.

Voltando ao Paseo del Prado, veja os murais e encontre a geladaria Coppelia local para uma taça de gelado a preço sem igual. Aventure-se pelas ruas que a cruzam, ande sem destino, à descoberta.

Depois de uma paragem para almoço pode optar por voltar ao caminho da Punta Gorda, especialmente se o calor não for intenso. Senão, aproveita o tempo que falta antes do autocarro para Trinidad para descansar.

A estação da Via Azul não é no centro mas caminha-se bem até ao local. Convém chegar um bocado antes da hora de partida e depois é esperar. Se o horário for cumprido – o que surpreendentemente sucede quase sempre com a Via Azul – estaremos em Trinidad antes das cinco horas.

A chegada é pacífica. Mais uma vez não há necessidade de se preocupar com o alojamento. Se preferir escolher antecipadamente, já terá a sua reserva feita e só terá que se dirigir à casa particular escolhida. Se não, não faltarão opções.

Fica é desde já avisado: a beleza de Trinidad pode ser chocante. Um dia alguém escreveu que cada centímetro desta charmosa cidade merece ser fotografado. E é totalmente verdade.

A cidade desenvolveu-se assente na riqueza gerada pelas grandes plantações de açúcar que existem na área circundante. Foi o centro desta actividade e aqui se estabeleceram as grandes famílias que controlavam o proveitoso negócio. Ainda hoje os edifícios mais imponentes são os que serviram de habitação a estes autênticos clãs. Esses e as igrejas, claro.

Talvez porque é pequena, compacta e turística, Trinidad oferece uma vida nocturna (pelo menos ao serão) que não é comum nas localidades cubanas. Existem restaurantes vocacionados para turistas com ambiente requintado e muito bom aspecto, mas também é possível recorrer a económicas tascas. A escolha do lugar para jantar será sua. Apenas terá que dar uma volta pelo centro e decidir.

Trinidad (dia 11)

Como sempre, levantar cedo para explorar as partes mais turísticas de Trinidad será uma boa ideia. O centro histórico, onde provavelmente se alojará, fica numa extremidade da malha urbana da cidade, ocupando o seu canto nordeste.

Os passeios que se podem dar são magníficos. Encontra-se aqui um casamento perfeito entre o imaginário comum da América Latina, com casas decadentes pintadas em cores vivas e ruas de calçada onde circulam carros obsoletos e carroças puxadas por animais, e a realidade. É que Trinidad é assim mesmo. Especialmente o centro histórico, cuidadosamente mantido pelas autoridades dentro do seu estio original. Reconhecer a sua área oficial é simples: o acesso ao trânsito automóvel é condicionado e o piso é diferente, de calçada de grande calibre.

Saindo dessas ruas em direcção a nordeste tem-se logo uma visão de uma outra Cuba, a fazer lembrar a nossa primeira paragem, em Viñales. Uma Cuba rural, exótica, tropical. De repente passa um carro puxado por um cavalo. Depois outro. Os homens que os conduzem usam chapéu à “cowboy”. E com facilidade alguns lhe aparecerão propondo um passeio a cavalo pelas imediações. Uma oportunidade que deverá aproveitar se o preço for justo.

Talvez a área mais interessante de Trinidad seja essa, do lado da cidade antiga mas marginal, a entrar pelo campo. Ali é vulgar ver-se a verdadeira vida dos camponeses que vivendo na cidade não deixam de ser camponeses. Em vez de um carro, um tractor parado à porta de casa.

Quando a luz estiver no seu melhor, procure o Palácio Cantero, de cuja torre se pode obter aquele retrato de Trinidad que se tornou clássico. Para além da fotografia a exposição de objectos da vida quotidiana que existe no palácio ajuda a dar o dinheiro do bilhete. Trata-se do Museo Historico Municipal.

Há-de encontrar a Plaza Mayor, que não ocupa em Trinidad o mesmo papel de elevado destaque funcional que se vê as praças centrais desempenharem noutras cidades cubanas. Talvez por Trinidad ter tantos locais agradáveis, os habitantes tendem a dispersar-se e, quiçá, a segunda praça de Trinidad seja mesmo mais viva do que esta.

Seja como for, o património arquitectónico que se reúne em seu redor é admirável. Afinal Trinidad é classificada pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade por causa dos edifícios do seu centro histórico.

Quando forem boas horas para o fazer, vá ao gabinete de turismo da cidade e tente comprar o bilhete (cerca de 12 CUC) para o passeio de comboio do dia seguinte ao Vale dos Ingenios. É uma actividade só para turistas, mas mesmo os que gostam de se manter ao largo destas coisas poderão gostar de passar a manhã num comboio que evolui por um vale onde se desenvolver a cultura da cana de açúcar.

Em Trinidad há uma mão cheia de museus. São espaços que revelam as limitações económicas de Cuba, o hiato que se criou entre este país, que viveu décadas isolado, e o resto do mundo. Mas valem a pena visitar. Ainda por cima, não é só uma exposição que se está a visitar, mas também o imóvel que a aloja. Todos os museus são albergados em velhas casas coloniais, pertença das poderosas famílias que detinham entre si o monopólio da produção e comércio do açúcar.

O Museo Romântico oferece uma exposição distribuída por 14 quartos, pretendo recriar o ambiente de uma casa abastada de meados do século XIX. O Museu da Luta contra os Bandidos é dedicado ao combate do regime revolucionário contra os guerrilheiros que depois da mudança de poder se refugiaram nas montanhas, especialmente activos na área de Trinidad.

O Palacio Cantero, antiga residência da família Borrel, é um museu histórico com um jardim interior muito agradável que também merece ser visitado. Se gosta bastante de museus e quer visitar mais do que estes três, considere o Museu de Arquitectura Colonial, instalado numa casa construída inicialmente no século XVI e que oferece uma colecção interessante dedicada, claro está, à evolução da arquitectura por estas paragens.

Durante as suas andanças pelas ruas de Trinidad, espreite uma (ou mais) das igrejas existentes. A de São Francisco de Assis é parte da imagem de marca da cidade, aparecendo em destaque na fotografia clássica que se obtém da torre do Palácio Cantero. Especialmente pitoresca é a ruína da igreja de Santa Ana, numa zona marginal do centro.

O Parque Céspedes, mais afastado, tem uma atmosfera interessante. Com menos turistas, é muito dinâmico. Local de passeio dos habitantes de Trinidad, palco de bem disputados desafios de futebol, é também ali o sítio onde poderá ter acesso à Internet.

Trinidad (dia 12)

O passeio ao Valle de los Ingenios começa bem cedo e inicia-se na estação ferroviária de Trinidad, um local onde o tempo parece ter parado.

Se tiver sorte terá uma locomotiva a vapor, mas é melhor não ter expectativas e contar com uma máquina a diesel. É um passeio muito agradável, algo diferente a fazer numa viagem feita de muitas cidades históricas. A paisagem é magnífica, os pormenores humanos também prometem, pois a zona é ainda intensamente cultivada. Vêem-se pessoas na lide dos campos, cavaleiros com estilo gaúcho. Passa-se por uma ponte ferroviária altíssima, um espectáculo! Há uma paragem para almoço, que pode aproveitar para explorar um pouco a pé as imediações limitando-se a uma qualquer merenda que leve consigo. E depois o regresso, a tempo de aproveitar a parte da tarde para ver novos cantos de Trinidad ou rever os seus pontos favoritos.

Trinidad a Santa Clara (dia 13)

Há dois autocarros por dia, e poderá escolher consoante deseje passar um pouco mais de tempo em Trinidad, ou privilegiar uma nova cidade como Santa Clara. O da manhã arranca às 8:30 e dá-lhe mais tempo para explorar a cidade que se encontra tão ligada à mítica figura de Che Guevara. O da tarde sai às 13:55 e oferece-lhe uma manhã extra em Trinidad. É consigo!

O terminal da Via Azul em Santa Clara é um pouco deslocado do centro, mas se não estiver especialmente quente não é nada que não se possa fazer a pé. Se o calor apertar, há o transporte público, que em Santa Clara consiste em pequenas carroças puxadas por um cavalo. Negoceie bem o preço.

A caminho, passará perto do Monumento e do Mausoléu de Che Guevara. Um local impressionante, onde acorrem cubanos em grande número. O monumento é de acesso livre mas terá que pagar para visitar o mausoléu, onde não é permitido recolher imagens.

Pode caminhar um pouco em busca de uma casa particular que agrade. Uma coisa é certa: não precisará de dormir debaixo de uma ponte. Existem jineteros por todo o lado e estão cheios de vontade de o ajudar a encontrar o local “ideal” para pernoitar. Claro que se os seguir, a casa pagará uma comissão que depois cobrará ao cliente, sob a forma de um preço agravado.

A figura de Che Guevara é omnipresente em Santa Clara. Como sabemos ele era argentino, mas foi aqui que se distinguiu em combate contra as forças leais ao ditador Fulgêncio Baptista, bloqueando um importante reforço militar que seguia por via ferroviária e contribuindo decisivamente para a vitória final.

É possível visitar o local onde alegadamente se deu a batalha, o Parque del Tren Blindado, onde vamos encontrar algumas das carruagens do comboio militar atacado pelo grupo de Che Guevara. Trata-se portanto de uma espécie de museu.

Uma dica: depois de visitar este espaço, em vez de regressar para o centro, caminhe para fora da cidade. Algumas centenas de metros mais à frente, do lado direito, encontrará uma estátua de Che muito especial.
Santa Clara tem uma atmosfera diferente das cidades que visitámos até agora. É urbana, fica a ideia que o nível de vida dos seus habitantes é mais elevado. Há muito comércio, muita azáfama. A cidade gravita em torno da praça central, o Parque Vidal.

Ali podemos ver o incontornável coreto, as miniaturas dos “táxis” da cidade, pequenos carros para crianças puxados por uma cabra. Vendem-se guloseimas e bebidas. Há sempre gente, muita gente, a desfrutar do espaço. Num canto mais discreto, uma esplanada com vistas privilegiadas, onde se pode beber um copo de rum por um preço ridículo… desde que se pague em CUC’s e não se dê muitos ares de estrangeiro. Um local ideal para conhecer cubanos e manter conversas interessantes.

Se a comida de rua pode alimentar um visitante de Cuba a preços muito baixos, em Santa Clara isto é ainda mais verdade: é que a variedade é maior, há imensas coisas que se podem petiscar. Gelados, churros, piña coladas sem álcool.

Feche o seu dia em Santa Clara no Parque Vidal, claro. Quando a noite chega o ambiente está ali no seu ponto mais alto. É mesmo muito agradável.

Santa Clara, Remedios e Caibarién (dia 14)

De Santa Clara podem-se fazer alguns passeios para fora da cidade. Com o tempo limitado vamos tentar ir a Remedios – um clássico – e a Caibarién, já menos batido pelos turistas. Chegar lá pode ser um desafio. Teoricamente existem autocarros, mas ninguém parece saber quando e de onde partem. Em determinadas horas do dia há também as guacuas, camiões de transporte de carga adaptados para passageiros. Boa sorte! E se tudo falhar, há os táxis, colectivos, onde terá que lutar com unhas e dentes por um preço razoável.

Remedios é uma simpática aldeia, muito popular entre os visitantes estrangeiros, mas que começa a pagar o preço desta atenção, perdendo aos poucos o toque castiço que a caracterizava. É um local ideal para dar uma volta, para nos perdermos numa qualquer tasca, com um petisco e um copo.

A tarefa seguinte é chegar a Caibarién. Pode exigir alguma paciência e uma longa espera por uma guacua. O melhor será perguntar a um qualquer local onde é o melhor ponto para aguardar.

Caibarién é uma pequena cidade costeira com muitos mas discretos atractivos. Não existe nada de evidente, mas todo o ambiente é especial. Como sucede por todo o país, Caibarién é feita de património negligenciado, mas tendo-se desenvolvido como entreposto transitário da produção de açúcar, sente-se mais essa decadência aqui. Junto à água os velhos armazéns de madeira, há décadas abandonados, vão-se ressentindo do esquecimento.

É bom caminhar pelas ruas, quase todas paralelas e perpendiculares, cheias de pormenores e de gente simpática. Há homens que pescam, rapazes passam vestidos de fatos de mergulho, arpões na mão. No Malécon, que aqui também o há, o ambiente é descontraído. Miúdos brincam, saltando para a água. Namorados sonham. Velhotes passeiam.

Em frente a uma loja uma multidão de homens conversa. À porta uma arca frigorifica cheia de cerveja tem grande sucesso. E como em todo o lado, quando a fome chega, logo se encontra uma habitação com uma janela de onde saem sandes e sumos naturais.

Chegando a hora de regressar a Santa Clara inicia-se um novo desafio. Talvez se encontre transporte directo para a cidade, mas o mais provável é que tenha que se fazer o percurso em duas etapas, com paragem em Remedios. Procure a estação de autocarros local. Pode ter a sorte de encontrar alguma coisa que lhe sirva. E não se esqueça nunca: viajar em Cuba é sempre uma aventura.

Santa Clara a Havana (dia 15)

E pronto. Chegamos ao final das duas semanas em Cuba. É tempo de regressar a Havana para apanharmos o nosso voo de volta a casa. Só o leitor saberá a que horas terá que estar no aeroporto, mas de Santa Clara há três partidas bem distribuídas ao longo do dia: às 3:35 da manhã, às 8:40 e às 16:50. A viagem dura cerca de 4 horas.

Ver ainda:

Visitar Cuba – Roteiros e Dicas de Viagem

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Guia de Viagem a Cuba

Viajar em Cuba – informação de viagem.

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Nesta página você encontra:

  1. Turismo em Cuba – Apresentação
  2. História, Geografia e Cultura
  3. Vídeo de Cuba
  4. Resumo de viagem a Cuba
  5. Guia de Viagem: artigos para consultar
  6. Roteiros em Cuba – 6, 9 e 13 dias
  7. Locais UNESCO em Cuba
  8. Mapa Turístico de Cuba
  9. Kit de Viagem

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Turismo em Cuba, Roteiros de Viagem

Plaza De Armas de Havana em Cuba
Plaza De Armas de Havana em Cuba

Cuba é um país fascinante para passar férias.

Uma viagem neste país ficará gravada na sua memória para sempre.

Cuba é um país fácil para se viajar, basta saber logo desde o principio que tipo de viagem quer fazer: se quer comprar um pacote turístico ou se quer preparar a sua viagem por si mesmo e viajar independente.

Tive a oportunidade de viajar durante um mês na Ilha de Cuba e explorar um pouco todos os destinos e recantos deste país muito especial. Aconselho a todos a viajarem a Cuba e conhecerem um destino de viagem único.

Basicamente viajei por todos os melhores destinos de Cuba incluindo os mais longínquos e menos visitados pela maioria dos turistas. Cuba é um país incrível com gente muito boa.

Apresentação da História, Geografia e Cultura:

A história de Cuba é marcada principalmente quando Cristóvão Colombo avistou a Ilha de Cuba em 1492, tendo escrito em relatos de viagem que nunca tinha visto um lugar tão bonito. Cuba é uma terra marcada por guerras; a Guerra dos Dez Anos ao comando de Céspedes permitiu que Cuba se tornasse independente. Sempre foi um país que esteve na mira das grandes potências, como Espanha, Inglaterra e EUA. Os últimos defenderam Cuba contra os espanhóis, em troca de servi-los e de seguir o exemplo político norte americano (o conflito entre os dois países dura até aos dias de hoje). Os movimentos estudantis tiveram sempre um papel importante nos golpes militares, tendo sido Fidel Castro o responsável por um dos grupos. Numa acção contra o governo, Fidel foi preso. Conheceu Che Guevara e em conjunto criaram um movimento revolucionário “Movimento 26 de Julho”, em 1959, contra o ditador Baptista.

A geografia de Cuba é caracterizada por ser um arquipélago composto por cerca de 4200 de ilhas e ilhotas. As ilhas de maior dimensão são as de Cuba e a da Juventude. A Norte localiza-se o Estreito da Flórida, banhado pelo Oceano Atlântico a Noroeste o Golfo do México, a Oeste o Canal do Iucatão e a Sul é banhada pelo Mar das Caraíbas. Conta com uma extensão de 250 Km de montanhas na Sierra Maestra (entre o Cabi Cruz e Guantánamo), sendo um país representado por muitas enseadas, pois conta com uma inclinação a Sul.

A cultura de Cuba é muito peculiar devido à colonização espanhola e à chegada dos escravos africanos no século XVI. Estes dois grupos étnicos influenciaram muito a cultura cubana e a sua miscigenação é bastante notória. Com a mistura da língua espanhola com a herança musical africana, surgiram estilos musicais únicos no mundo como a salsa, rumba e mambo. O cultivo do tabaco e a produção de charutos – a economia principal de Cuba – é uma tradição herdada dos povos ameríndios. Este país é um caso único no mundo – a população usufrui do direito total e gratuito à saúde e à educação. O ensino das artes existe em qualquer pequena ou grande cidade, dando continuidade à qualidade artística proveniente deste país e ao trabalho de artistas influentes como os Buena Vista Social Club.

Vídeo que mostra um pouco a realidade cubana

O que visitei / Resumo de viagem a Cuba

Por ordem de visita.

Havana, Cuba
HavanaHavana: Uma cidade muito interessante, misto de tropical com colonial. Havana tem a zona antiga que é muito bonita. Havana foi a sexta cidade fundada pelos espanhóis na ilha. Locais a não perder são o Paseo de Martí, o Castillo de San Salvador de la Punta, a Old Havana, a Catedral de Havana e o Castillo de la Real Fuerza. Havana é considerada a maior cidade das Caraíbas e naturalmente é a capital de Cuba. Esta cidade é um dos centros culturais mais ricos de todo o mundo, uma vez que oferece aos seus visitantes imenso conteúdo interessante para visitar. Ao nível da arquitectura, é incrível o imenso leque de exemplos magníficos a conhecer, nomeadamente castelos, catedrais, museus ou magníficas mansões. A UNESCO, a organização que nomeia os lugares do mundo a fim de valorizá-los e dignificá-los, integrou o bairro histórico de Vieja Habana ou a Velha Havana na sua lista. E não é para menos, pois numa única cidade existem cerca de 1000 monumentos de grande interesse cultural. A cultura em Cuba e especialmente na sua capital, é vista como uma grande necessidade social, ao lado da saúde ou da educação, a qual é celebrada ao seu mais alto nível pelos cubanos. A Música é estimulada em todos os seus cidadãos, tal como a Dança ou Teatro, realizada à mais exímia qualidade. Por todo o lado verá a cultura cubana a manifestar-se, motivo pelo qual atrai muitos artistas de todo o mundo à busca de inspiração. Para além disto tudo, ainda é capaz de oferecer momentos de lazer ligados ao Turismo Balnear, com 15 Km de praias acompanhadas de recifes de corais lindíssimos. Não deixe de conhecer também o Parque Lenin, no centro da cidade, onde sentirá que está no meio da natureza e ao mesmo tempo num ambiente urbano.


Top 10 locais a visitar em Havana:


  1. Centro histórico de Havana
  2. Capitólio de Havana
  3. Castillo del Morro
  4. Catedral de Havana
  5. Museu da Revolução
  6. Museu Nacional de Belas Artes
  7. El Malecón
  8. Paseo del Prado
  9. Castillo de la Fuerza Real
  10. Plaza Vieja


Varadero, Cuba
VaraderoVaradero: Varadero é uma cidade cubana que vive do Turismo como sua actividade principal e fica localizada, mais propriamente, na Província de Matanzas. Fica entre a Baía de Cárdenas e do Estreito da Flórida, a duas horas de carro da capital, Havana. É considerada como uma das maiores áreas de resort no Caribe, onde é possível desfrutar de belíssimos vinte quilómetros de praias, as quais são caracterizadas por águas cristalinas, azuis e verdes e de areia branca e fina, sempre em ambiente descontraído e alegre. A beleza natural é um dos grandes atractivos, pois este lugar é bastante privilegiado pelas suas características paradisíacas, aproveitadas pelo Homem, que construiu imensas condições para a vinda de milhares de turistas por ano. Tem resorts e imensos hotéis, tal como restaurantes com bastante qualidade e muitos clubs com música-ao-vivo e diversão. Poderá também visitar grutas e lagoas, tal como poderá fazer mergulho neste mar límpido, sempre com uma temperatura agradável.


Top 10 locais a visitar em Varadero:


  1. Praia de Varadero
  2. Cueva Saturno
  3. Parque Josone
  4. Mansión Xanadú
  5. Parque Ecológico Varahicacos
  6. Delfinário
  7. Museu de Varadero
  8. Cayo Piedra
  9. Cayo Blanco
  10. Igreja de Santa Elvira


Remedios, Cuba
San Juan de Los RemediosSan Juan de Los Remedios: Esta foi a primeira pequena cidade cubana onde fiquei. Depois de Havana foi bom experimentar como é a vida numa cidade rural cubana. Adorei ter ido ao centro cultural para assistir a aulas de dança. Remedios ou San Juan de Los Remedios é uma cidade que fica localizada na costa Norte de Cuba, mais propriamente no centro da ilha, tal como é o primeiro lugar onde o Homem escolheu para se estabeler na zona da Província de Las Villas. Quando Cuba ainda era uma colónia de Espanha, Isabella II nomeou Remedios como cidade, local onde se faz a maior Parranda (conhecido por nós como a festividade do Carnaval, a qual em Cuba celebra-se duas vezes ao ano, duas semanas de cada vez). Fica a cerca de 300 Km de Havana, a capital, e muito perto dos Cayos, pequenas ilhas paradisíacas. Um dos pontos interessantes a visitar na cidade é a Praça Isabel II, onde fica situada a magnífica Iglesia Mayor, onde os seus altares estão revestidos a ouro ou a Iglesia del Buen Viaje, no lado oposto da mesma praça.


Top 10 locais a visitar em Remedios:


  1. Plaza Isabel II
  2. Iglesia Mayor San Juan Bautista
  3. Museu de Las Parrandas
  4. Museu de la Musica Garcia Caturla
  5. Igreja Bien Viaje
  6. Parque municipal da Liberdade
  7. Museo de Agroindustria Azucarera
  8. Teatro Ruben Martinez Villena
  9. Estátua da Liberdade
  10. Conjunto de casas coloniais


Santa Clara, Cuba
Santa ClaraSanta Clara: Santa Clara é cidade e capital da Província Villa Clara, que se encontra localizada na zona central da mesma, tal como no centro do país. Foi constituída cidade no século XVII e teve imensos nomes até chegar a Santa Clara, nomeadamente Cayo Nuevo, Dos Cayos, Villa Nueva de Santa Clara, Pueblo Nuevo de Antón Díaz e Villa Clara. Visite a Plaza Mayor, ou conhecido hoje em dia como Parque Vidal, onde poderá visitar a Câmara Municipal (Cabildo) e uma igreja, que gerou uma certa polémica, pois as pessoas achavam que o seu aspecto era pobre, motivo pelo qual havia a intenção de demoli-la para construir outra em seu lugar. Mas foi decidido que não, pois apesar de não ser uma igreja deslumbrante, tem o seu encanto, ainda mais porque faz parte do tempo colonial mais antigo da cidade. O Parque Vidal é um ponto de encontro entre os seus habitantes, que aqui se deslocam para conhecer outras pessoas e cantar e dançar uns com os outros. A cidade tem também muitos edifícios onde trabalham as artes, como o Teatro a Dança ou ensino da Música, tal como é provida de salas de leitura e de bibliotecas. É em Santa Clara que se encontra o mausoléu de Che Guevara e dos seus dezasseis companheiros mortos em 1967. Visite também o Parque del Carmen, a Catedral de Santa Clara de Asís e o Centro Cultural El Mejunje.


Top 10 locais a visitar em Santa Clara:


  1. Monumento e museu de Che Guevara
  2. Teatro La Caridad
  3. Monumento a la Toma del Tren Blindado
  4. Catedral de Santa Clara de Asís
  5. Parque Vidal
  6. Centro Cultural “El Mejunje”
  7. Loma del Capiro
  8. Fábrica de Tabacos Constantino Pérez Carrodegua
  9. Museo Provincial Abel Santamaría
  10. Estação Ferroviária de Santa Clara


Cayo Santa Maria, Cuba
Cayo Santa MariaCayo Santa Maria: Adorei uma praia de areia branca e água cristalina completamente vazia – desértica. Cayo Santa Maria fica a alguns quilómetros da cidade de Caibarién, na costa norte da ilha de Cuba. Os Cayos são um grupo de ilhas pequenas que se traduzem num autêntico paraíso, onde as praias se encontram no seu estado mais natural possível, com um cariz selvagem, quase sem qualquer intervenção da mão do Homem. Poderá chegar a elas através de carro ou por via aérea e, rapidamente, verificará como é um lugar magnífico, de uma beleza quase inexplicável por palavras. É ainda um local bastante bem preparado, com óptimas infra-estruturas para receber os seus visitantes. Neste caso, o Cayo Santa Maria, fica situado a cerca de 100 Km da cidade de Santa Clara. Esta ilha é bastante apreciada pelo seu lado mais tropical, com uma natureza selvagem acompanhada de um incrível mar azul e de uma areia fina e branca – afinal estas são as características perfeitas para quem quer ter umas férias tranquilas, para desfrutar de banhos de sol, fazer mergulho e até surf.


Top 10 locais a visitar em Cayo Santa Maria:


  1. Playa Los Delfines
  2. Playa La Estrella
  3. Las Dunas
  4. Lagunas del Este
  5. Playa Las Gaviotas
  6. Playa Cañón
  7. Locais de mergulho e snorkeling
  8. Pedraplén Caibarién-Cayo Santa María
  9. Playa la Colorada
  10. Delfinário


Caibarien, Cuba
CaibarienCaibarién: Pequena cidade com edifícios antigos ornamentados. A cidade está muito abandonada. Vi um lindo pôr-do-Sol na zona do porto. A cidade Caibarién é muito conhecida como “La Villa Blanca”, uma vez que a areia da praia é fina e branca. Situada na costa Norte de Cuba esta cidade faz fronteira com a Baía de Buena Vista (Oceano Atlântico) e foi fundada em 1832 por Don Narciso de Justa, que baptizou, pela segunda vez, de Colonia de Vives, voltando ao nome original cinquenta anos depois. É uma cidade dividida por vários bairros, nomeadamente Primero, Segundo, Tercero, Cuarto e Quinto e mesmo quando era vila, sempre foi bastante desenvolvida, pois desde o século XIX era provida de muitas lojas, igrejas, escolas e comunicação social, demonstrando que a sua movida social tinha bastante expressão, desenvolvendo a sua economia, sempre em progresso constante. A partir de Caibarién sempre existiu a passagem de mercadorias como a cana de açúcar, tabaco ou fruta, contribuindo para o bem-estar financeiro deste território. Os eventos principais são as Parrandas, conhecido por nós como Carnaval, que são organizadas duas vezes por ano as quais duram cerca de duas semanas cada uma. É para os Los Cayos (Cayo Santa Maria, Fragoso, Las Brujas) que os turistas costumam ir, uma vez que essas pequenas ilhas foram transformadas em resorts e praias exclusivas aos mesmos.


Top 10 locais a visitar em Caibarién:


  1. El Paseo Martí
  2. Museu da Industria Azucarera
  3. Museu Municipal Maria Escobar Laredo
  4. Estátua do Caranguejo
  5. Cayo Conuco
  6. Parque La Libertad
  7. Igreja Católica de Caibarién
  8. Iglesia Presbiteriana de Caibarién
  9. Baía da Buena Vista
  10. Parque de diversão infantil


Guardalavaca, Cuba
GuardalavacaGuardalavaca: Esta é uma conhecida praia entre os cubanos. Encontram-se aqui imensas famílias a passarem férias. As praias de Guardalavaca são a Playa Guardalavaca, Playa Esmeralda, Playa Don Lino e a Playa Bahia de Naranjo. Guardalavaca é uma praia que está localizada ao extremo Leste da costa Norte, na Província de Holguin. Esta zona tem investido imenso nas infra-estruturas hoteleiras, uma vez que tem tido imensa procura por parte de visitantes de todo o mundo. E não é para menos, uma vez que estamos perante uma paisagem valiosa, cheia de atracções históricas e culturais e uma natureza única. O mar é azul, cristalino e com temperaturas quentes, a areia é fina e branca, rodeado por um recife de coral e por florestas densas e ricas. Aqui é possível praticar desportos como o Caiaque, Canoagem, Mergulho, Surf, entre outros. Pode utilizar o carro ou transportes públicos terrestres para chegar a Guardalavaca, ou então através de avião, aterrando no Aeroporto Internacional Holguin Frank Pais (a 15 Km da cidade). Se escolher este destino para a sua viagem não vai arrepender-se de ter escolhido um verdadeiro paraíso para passar as suas férias de sonho.


Top 10 locais a visitar em Guardalavaca:


  1. Parque Nacional Baía de Naranjo
  2. Playa Guardalavaca
  3. Trilho Eco-Arqueológico Las Guanas
  4. Playa Bahia de Naranjo
  5. Playa Don Lino
  6. Playa Esmeralda
  7. Baía Naranjo
  8. Mercado de Guardalavaca
  9. Playa Las Guanas
  10. Locais de mergulho e snorkeling


Baracoa, Cuba
BaracoaBaracoa: Baracoa é uma cidade na província de Guantánamo na ponta leste de Cuba. Baracoa foi fundada em 15 de Agosto de 1511 pelo primeiro governador de Cuba, o conquistador espanhol Diego Velázquez de Cuéllar. Baracoa é a mais antiga povoação espanhola em Cuba e foi a sua primeira capital. Baracoa está localizada no local onde Cristóvão Colombo desembarcou em Cuba na sua primeira viagem. Baracoa é uma cidade integrada na Província de Guantánamo, mais propriamente localizada no extremo Leste de Cuba. Foi o conquistador espanhol Diego Velásquez de Cuéllar quem fundou e quem governou em primeira mão este país, fazendo de Baracoa a cidade mais antiga e a primeira capital de Cuba. Baracoa é uma localidade bastante isolada, uma vez que está delimitada a Norte pelo Oceano Atlântico, tal como se encontra limitada por imensos rios, florestas e relevos bastantes montanhosos. No entanto, é um dos destinos turísticos que mais atrai visitantes por ser um lugar extremamente mágico ao nível da paisagem natural: um dos lugares mais incríveis é o cume da Montanha El Yunque, que nos permite estar perante uma vista panorâmica de tirar o fôlego. As florestas tropicais abrigam um ecossistema único no mundo, com imensas espécies raras, sendo que muitas delas integram o Livro Vermelho das Espécies Ameaçadas. Visite a Reserva Natural Cuchillas del Toa, a qual inclui o Parque Nacional Alejandro de Humboldt, tal como as Quedas de Água Satadero, com cerca de 17 metros de altura. Baracoa organiza anualmente e durante o mês de Abril um festival de rua onde acontecem imensas actividades, com muitos comes e bebes típicos da região, comemorando o início da Guerra da Independência de Cuba.


Top 10 locais a visitar em Baracoa:


  1. Parque Nacional Alejandro de Humboldt
  2. Museu Arqueológico La Cueva del Paraiso
  3. Catedral Nuestra Señora de la Asunción
  4. Casa del Cacao
  5. Montanha El Yunque
  6. Fortaleza Matachin
  7. Cascata Salto Fino
  8. Parque Natrual Majayara
  9. Playa Maguana
  10. Castillo de Seborruco


Santiago de Cuba, Cuba
Santiago de CubaSantiago de Cuba: Cidade histórica cubana, as suas escadarias da cidade são possivelmente o seu marco mais importante. Aproveitei para ir a um bar de música ao vivo e dançar durante a noite. A cidade é muito movimentada e um pouco poluída. Há vários jardins, igrejas e monumentos. Santiago de Cuba é, a seguir à capital Havana, a segunda maior cidade de Cuba. Aqui vive-se a Música, a Dança e o Teatro de uma forma bastante intensa, onde em qualquer parte da cidade é possível estarmos perante representações artísticas de uma forma espontânea. Ao nível da arquitectura tem fantásticos edifícios e praça. Nas ruas vive-se movimento e alegria, uma vez que o povo cubano tem muito gosto em viver o seu dia-a-dia na rua a confraternizar, a beber um refresco e a fazer música com os amigos. As principais atracções turísticas que não deve deixar de conhecer é o Castelo El Morro, integrado na lista da Unesco, tal como o Parque Céspedes, ou a magnífica Basílica de Nuestra Señora de la Caridade del Cobre. Santiago de Cuba organiza imensos festivais, nomeadamente a Fiesta del Fuego, o Festival del Caribe e as Parrantas (Carnaval). Visite também a Reserva Natural da Biosfera Baconao, situada a Leste da cidade.


Top 10 locais a visitar em Santiago de Cuba:


  1. Castillo de San Pedro del Morro
  2. Parque Cespedes
  3. Cementerio de Santa Ifigenia
  4. Museo de Ambiente Historico Cubano
  5. Cuartel Moncada
  6. Basílica da Nuestra Señora de la Caridad del Cobre
  7. Museo Municipal Emilio Bacardí Moreau
  8. Museo de la Lucha Clandestina
  9. Catedral de Nuestra Señora de la Asunción
  10. Parque Baconao


Castillo de San Pedro de la Roca, Cuba
Castillo de San Pedro de la RocaCastillo de San Pedro de la Roca: Fortaleza espectacular com vistas fantásticas sobre a baía. Esta fortaleza espanhola do século XVI é um local UNESCO Património Mundial da Humanidade. Fica situada a cerca de 10km a sul de Santiago de Cuba. O Castillo de San Pedro La Roca fica situado em Santiago de Cuba e foi erguido a fim de proteger o porto desta cidade. Demorou cerca de quarenta anos a ser construído, mais propriamente entre o ano de 1638 e 1700. Teve certas dificuldades durante as primeiras décadas do século XX, embora tenho sido restaurado nos anos 60, entrando quase quarenta anos depois na lista de Património Mundial da Unesco. Foi Giovanni Battista Antonelli que desenhou o projecto deste castelo, o qual é curioso uma vez que foi construído com vários terraços, onde abrigavam, entre muitos outros, três grandes baluartes onde ficava a artilharia. O Castillo de San Pedro La Roca tem imensa história, que os cubanos sabem de cor: enquanto estava a ser construído foi atacado várias vezes, destruindo o que estava feito até então, sendo que quando já estava construído, foi vítima de terramotos constantes, tendo por isso sido reconstruído inúmeras vezes. Ainda assim o povo de Santiago não desistiu do equipamento militar mais importante deste lugar. Foi mais tarde, quando os ataques de piratas e outros povos acalmaram, que transformaram partes do castelo numa prisão para presos políticos, funcionando simultaneamente como base militar. Foi novamente útil à defesa de Santiago de Cuba, aquando no século XIX os EUA atacaram Cuba no decorrer da Guerra Hispano-Americana.


Top 10 locais a visitar em Castillo de San Pedro de la Roca:


  1. Museo Castillo del Morro San Pedro de la Roca
  2. Farol del Morro
  3. Patio principal
  4. Fosso
  5. Casamata de comunicações
  6. Plataforma de Napoles
  7. Plataforma Santissimo Sacramento
  8. Plaza de Armas
  9. Cisterna
  10. Bastiões defensivos


Basilica da Nuestra Senora de la Caridad del Cobre, Cuba
Basilica da Nuestra Senora de la Caridad del CobreBasílica da Nuestra Señora de la Caridad del Cobre: A Basílica Santuario Nacional de Nuestra Señora de la Caridad del Cobre fica a uns poucos quilómetros do centro da cidade de Santiago de Cuba. A Nossa Senhora da Caridade de Cobre é a padroeira de Cuba, nomeada pelo Papa Bento XV, no início do século XX. Esta imagem é bastante venerada na Basílica de Nuestra Señora de la Caridad del Cobre, em Santiago de Cuba, tendo sido comemorado os 100 anos desde a sua nomeação em 2015. Foi no século XVII que a figura religiosa da Nossa Senhora da Caridade começou a ter alguma expressão entre o povo cubano, aquando dois irmãos indianos e pescadores, que trabalhavam em minas de cobre, foram buscar sal e viram a imagem da Nossa Senhora com o menino Jesus ao colo reflectida no mar, mais propriamente na Baía de Nipe. O rei na altura mandou erguer uma igreja onde os trabalhadores podiam ir fazer o seu culto à Nossa Senhora, agradecendo-lhe os milagres da vida. Este culto une o povo cubano de uma forma inacreditável, mesmo quem não segue a religião católica sente um imenso respeito por esta padroeira – “Caridade del Cobre”. Na basílica podemos ver a imagem da Nossa Senhora coberta de ouro, tal como podemos admirar o seu altar construído em mármore e decorado com imensos objectos valiosos.


Top 10 locais a visitar na Basílica da Nuestra Señora de la Caridad del Cobre:


  1. Basílica da Nuestra Señora de la Caridad del Cobre


Bayamo, Cuba
BayamoBayamo: Cidade com um centro histórico muito bonito. Bayamo foi a segunda das sete cidades fundadas por Diego Velázquez de Cuéllar e foi criada em 5 de Novembro de 1513. Bayamo é uma cidade, assim como é um município de Cuba, considerada uma das maiores cidades localizadas na zona oriental do país. Foi a segunda cidade a ser fundada pelo Diego Velásquez no século XVI (seguindo-se a Baracoa), nas margens do Rio Bayamo e conseguiu, três séculos mais tarde, o título de cidade. Sendo uma terra que usufruía muito do rio – bastante navegáve – permitiu o seu desenvolvimento com um ritmo exponencial, bastante comparável à sua capital, Santiago de Cuba. Começou a existir bastante ligação entre as duas cidades, tanto a nível económico como a nível de expansão do espírito revolucionário, tendo sido um ponto importantíssimo para que os Jovens da Geração do Centenário, comandados por Fidel Castro, levassem a cabo os ideais revolucionários. Durante a revolução esta cidade viveu muita tensão devido a muitos ataques e manifestações, acabando por ser mais tarde reconhecida como uma cidade com imensas valências para ser a cidade mais importante da região do Cauto. É uma cidade que atrai imensos turistas, uma vez que tem imenso conteúdo para os mesmos visitarem, nomeadamente as estátuas de Carlos Manuel de Céspedes e Perucho Figueredo no Parque Céspedes da cidade, a Casa-Museu de Céspedes, a Catedral de Bayamo do século XVI, o Complexo Arquitectónico da Praça do Hino, o Museu Nico Lopez, a Igreja Paroquial Mayor de San Salvador, o Museu Provinçal, entre outros.


Top 10 locais a visitar em Bayamo:


  1. Catedral de San Salvador de Bayamo
  2. Casa-Museu de Céspedes
  3. Museu de Cera
  4. Paseo Bayamés
  5. Plaza de la Patria
  6. Torre de San Juan Evangelista
  7. Parque Museu Nico Lopez
  8. Plaza Del Himno
  9. Igreja Bautista
  10. Casa de Estrada Palma


Venezuela, Cuba
VenezuelaVenezuela: Esta é uma pequena aldeia que eu e os meus amigos fizemos questão de conhecer para poder dizer que já estivemos na Venezuela. Jardim central, estação de comboios e muitos carros clássicos pelas ruas. Um bom exemplo de uma pequena povoação no interior cubano.


Top 10 locais a visitar em Venezuela:


  1. Museu Municipal de Venezuela
  2. Biblioteca 13 de Marzo
  3. Librería XX Aniversario
  4. Jardim central
  5. Estação ferroviária de Venezuela


Camaguey, Cuba
CamagueyCamaguey: Esta é uma cidade muito conhecida em Cuba. Camaguey tem edifícios muito bonitos no seu centro histórico. A igreja da Nuestra Señora de la Soledad e outros locais importantes merecem visita. Camaguey foi uma das primeiras sete vilas a ser fundada pelo navegador espanhol Diego Velásquez e esta cidade foi desde sempre um local bastante importante no que toca à criação de gado e produção de cana de açúcar. A cidade é bastante curiosa uma vez que tem muitos recantos sinistros, nomeadamente ruas em zigue-zague, muitas praças de grande e pequeno porte, assim como muitos becos, que segundo conta a lenda estas bifurcações serviam para apanhar rapidamente piratas e saqueadores que chegavam à cidade, embora os moradores achem que a cidade simplesmente foi sendo construída sem lei. Basicamente é a maior província de Cuba, situada no centro da ilha, mais propriamente entre o Ciego de Ávila e Las Tunas. É uma cidade bastante rural e aqui encontramos um cenário paisagístico bastante selvagem, embora tenha um centro histórico bastante interessante, uma vez que se encontra muito preservado e integrado na UNESCO como um Sítio de Património Mundial. Existem imensas igrejas, um reflexo da devoção do povo de Camaguey perante a sua fé religiosa, tal como os turistas ficam agraciados com as praças de pedra redonda, completadas por estátuas e muitos museus.


Top 10 locais a visitar em Camaguey:


  1. Iglesia de Nuestra Señora de la Soledad
  2. Iglesia de Nuestra Señora de la Merced
  3. Catedral do Sagrado Coração de Jesus
  4. Plaza e Museu de San Juan de Dios
  5. Museu Provincial Ignacio Agramonte
  6. Parque Ignacio Agramonte
  7. Plaza del Carmen
  8. Parque Casino Canpestre
  9. Cemitério de Camaguey
  10. Mercado Agropecuario Hatibonico

Sancti Spiritus, Cuba
Sancti SpiritusSancti Spíritus: Cidade castiça entre Ciego de Ávila e Trinidad. Na altura que visitei havia umas festividades por isso as ruas estavas cheias de gente e bancas ambulantes com comes e bebes. A cidade de Sancti Spíritus foi fundada por Diego Velázquez de Cuéllar em 1514. Sancti Spíritus tem a igreja mais antiga de Cuba. Sancti Spiritus é uma cidade que se localiza no centro de Cuba, cujo nome significa “Espírito Santo”. Esta cidade foi fundada pelo espanhol Diego Velázquez no século XVI, sendo um dos primeiros lugares onde os europeus escolheram para viver. O município de Sancti Spiritus é composto por vários bairros, nomeadamente o de Zaza del Medio, Tunas de Zaza, Tuinicú, Banao, Bellamota, Bijabo, San Andrés, Pueblo Nuevo, Pelayo, Guasimal, Hospital, Jíbaro, Paula, Paredes, Mapos e Manacás. No centro da cidade é possível desfrutar de um parque urbano com imensa vegetação e espaço para os seus habitantes e visitantes poderem passar um bom momento aqui. Conheça a Igreja Paroquial Mayor, localizada a dois quarteirões a Sul da Praça, onde irá deslumbrar-se com um edifício caracterizado por duas torres verdes do início do século XVI, uma das mais antigas do país. Logo ao lado encontra-se o Museu de Arte Colonial, cujo edifício é bastante interessante e uma das principais atracções da cidade. Esta mansão encontra-se totalmente original e pertencia a uma família – Valee Iznaga – que fugiu de Cuba após a revolução de Fidel Castro. Repare também na ponte, uma das mais antigas deste país, sobre o Rio Yayabo, a qual foi construída no século XIX com tijolos de barro, constituindo cinco arcos, com nove metros de altura no centro da mesma.


Top 10 locais a visitar em Sancti Spíritus:


  1. Museu de Arte Colonial
  2. Iglesia Parroquial Mayor del Espíritu Santo
  3. Ponte sobre o Rio Yayabo
  4. Mercado Agricola
  5. Parque Serafín Sánchez
  6. Jardim Zoológico de Sancti Spíritus
  7. Casa de la Guayabera
  8. Plaza Honorato
  9. Museu Provincial
  10. Iglesia de Ntra. Sra. de La Caridad


Trinidad, Cuba
TrinidadTrinidad: Cidade de arquitectura tradicional que foi fundada em 23 de Dezembro de 1514 por Diego Velázquez de Cuéllar. O seu nome original é Villa De la Santísima Trinidad. Adorei esta cidade, as pessoas, tudo. O centro histórico é lindo.
Trinidad é uma cidade que fica localizada na Província de Sancti Spíritus, a qual em conjunto com o Vale de Los Ingenios, integra desde 1988 a lista da Unesco, Património Mundial. Esta cidade foi fundada em Dezembro de 1514, pelo espanhol Diego Velásquez, fazendo desta localidade um dos primeiros assentamentos de europeus na colónia cubana. Trinidad começou por chamar-se Villa De La Santíssima Trinidad e é conhecida hoje em dia como um museu a céu aberto. Quem aqui chega sente que está a viajar no tempo, para o passado, uma vez que apresenta o maior brio na preservação dos edifícios e da cidade em geral. Tem imensos palácios e praças do tempo colonial, com uma arquitectura incrível e imponente, os quais não vão deixá-lo indiferente. Poderá também reparar nas ruínas ainda existentes nas refinarias da cana do açúcar, tal como nos casebres onde os escravos dormiam, mais propriamente no Valle De Los Ingenios. Visite o Museu Histórico Municipal, tal como o Museu de Arquitectura Trinitaria, localizadas na belíssima praça no centro da cidade – Plaza Mayor. Visite também a Catedral de Santíssima Trinidad e suba até à Sierra del Escambray, onde se encontra a magnífica Playa de Ancó.


Top 10 locais a visitar em Trinidad:


  1. Catedral de Santíssima Trinidad
  2. Museu Municipal de História (Palacio Cantero)
  3. Plaza Mayor
  4. Convento de San Francisco de Asis
  5. Museo de Arquitectura
  6. Playa Ancon
  7. Palacio Brunet (Museo Romantico)
  8. Casa de Aldeman Ortiz (Galeria de Arte)
  9. Valle de los Ingenios
  10. Taller Alfarero


Playa de Ancó, Cuba
Playa de AncónPlaya de Ancón: Esta praia fica no Mar das Caraíbas, a alguns quilómetros a sul da cidade de Trinidad. Espere praia de areia branca e palmeiras, água cristalina e muita tranquilidade.


Top 10 locais a visitar em Playa de Ancón:


  1. Playa de Ancon
  2. Baía de Casilda
  3. Marina Barlobento
  4. Locais de mergulho e snorkeling

Viñales, Cuba
VinalesViñales: Viñales é uma cidade que faz parte da Província de Pinar del Rio, localizada na zona Centro-Norte de Cuba. Esta cidade encontra-se no vale das montanhas de Guaniguanico, mais propriamente na Sierra de Los Órganos, que foi outrora o refúgio de muitos escravos fugitivos, antes da colonização europeia. Mais tarde foi colonizada por produtores de tabaco e, cerca de 50 anos depois foi constituída cidade (1878), que já se encontrava fornecida de uma igreja, de uma escola e de um hospital. Viñales é uma cidade bastante rural e piscatória onde as culturas e a pesca ainda são trabalhadas através de métodos tradicionais. Este vale foi integrado na lista da Unesco, Património Mundial desde 1999, sendo uma terra que tem atraído cada vez mais curiosos e turistas de todo o mundo, a fim de viajar no tempo ou ao passado. As atracções turísticas principais são o Museu Municipal Viñales, o Museu Paleontológico, o Jardim Botânico, a aldeia terrakota em Palenque, tal como as suas cavernas, nomeadamente a Cueva del Indio, a Cueva de José Miguel e a Cueva de Santo Tomás.


Top 10 locais a visitar em Viñales:


  1. Valle de Viñales
  2. Mural de la Prehistoria
  3. La Cueva del Indio
  4. Museu Paleontológico
  5. Iglesia del Sagrado Corazón de Jesús
  6. La Casa del Veguero
  7. Museu Municipal de Viñales
  8. Casa de la Cultura
  9. Jardim Botânico
  10. Finca Raúl Reyes (Plantação de Tabaco)

Cayo Jutias, Cuba
Cayo JutiasBahía de Santa Lucía: Esta zona de praia na zona Norte da ilha de Cuba é fantástica. Praias de areia branca e água cristalina. Esta praia é chamada de Cayo Jutías, que basicamente é o nome de uma pequena ilha na costa de Santa Lucía. Viñales é uma cidade muito pequena, muito convidativa e tranquila, e é daqui que partimos para Cayo Jutias, uma pequena ilha de coral que fica sensivelmente a 4 Km da cidade, que poderá ir de carro alugado ou então de táxi dos anos 50 (não existe transporte público). Se quiser passar um dia na praia não existe lugar melhor, apesar da primeira impressão da praia fazer-nos lembrar uma piscina, devido às cores do mar, bastante azuis. A beleza da praia de Cayo Jutias é simplesmente de tirar o fôlego, com paisagens inacreditáveis. Um verdadeiro paraíso. É uma zona cheia de manguezais, onde vivem muitas espécies animais e vegetais, onde poderá fazer observação de aves e caminhadas por esta natureza virgem afora. É uma visita altamente recomendável.


Top 10 locais a visitar em Cayo Jutias:


  1. Baía de Santa Lucia
  2. Praia de Cayo Jutias

Roteiros em Cuba

Algumas ideias de roteiros para você preparar as suas férias em Cuba de maneira independente. Itinerários de turismo em Cuba seja de 6 dias, 9 dias ou 13 dias.

6 Dias: Havana e Costa Ocidental

Dia 1 Havana
Dia 2 Cidade Velha de Havana
Dia 3 Piñar del Rio
Dia 4 Vale Viñales
Dia 5 Pinar del Río – Las Terrazas
Dia 6 Havana

9 Dias: Havana até Baracoa

Dia 1 Havana
Dia 2 Cidade Velha de Havana
Dia 3 Santa Clara
Dia 4 Santa Clara – Camaguey
Dia 5 Camaguey
Dia 6 Santiago de Cuba
Dia 7 Santiago de Cuba – Baracoa
Dia 8 Baracoa
Dia 9 Santiago de Cuba

13 Dias: Um pouco de tudo

Dia 1 Santiago de Cuba – Guantanamo – Baracoa
Dia 2 Baracoa – Guirito
Dia 3 Baracoa–Guardalavaca
Dia 4 Guardalavaca – Gibara
Dia 5 Guardalavaca – Holguin – Biran – Santiago de Cuba
Dia 6 Santiago de Cuba
Dia 7 Santiago de Cuba – Las Tunas – Camaguey
Dia 8 Camaguey
Dia 9 Camaguey
Dia 10 Camaguey – Trinidad
Dia 11 Trinidad – Cienfuegos
Dia 12 Trinidad – Baía dos Porcos – Havana
Dia 13 Havana

Mapa Turístico de Cuba

Mapa Turistico de Cuba
Mapa Turistico de Cuba

Cuba é um país muito bonito, com grande beleza natural, lindas paisagens, praias e montanhas.

Neste Mapa Turístico de Cuba você pode não só ver as maiores cidades da ilha, mas também os pontos turísticos de mais interesse no país.

Repare nos destinos em azul como Havana, Matanzas, Varadero, Santa Clara, Cienfuegos, Las Tunas, Santiago de Cuba, Guantanamo, Bayamo, Sancti Spiritus, Pinar del Rio como maiores e mais conhecidas cidades.

Como pontos de praias brancas de água transparente, há Varadero, Cayo Santa Maria, Cayo Guillermo, Cayo Coco, Cayo Largo.

Pode navegar neste mapa com o cursor e clicar para abrir maior.

Mapa Turístico de Cuba

Locais UNESCO em Cuba
Estes são alguns dos melhores destinos para visitar em Cuba. Os locais UNESCO Património Mundial em Cuba são locais protegidos pela sua importância cultural ou natural.

Locais inscritos na Lista do Património Mundial em Cuba:

  • Cidade Antiga de Havana e suas Fortificações
  • Trinidad e Vale de los Ingenios
  • Castelo de San Pedro de la Roca, Santiago de Cuba
  • Parque Nacional Desembarco del Granma
  • Vale de Viñales
  • Paisagem Arqueológica das Primeiras Plantações de Café do Sudeste de Cuba
  • Parque Nacional Alejandro de Humboldt
  • Centro Histórico Urbano de Cienfuegos
  • Centro Histórico de Camagüey

João Leitão VIAGENS no Instagram

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