Aprender Fotografia parte 4: JPG ou RAW?

APRENDER FOTOGRAFIA
APRENDER FOTOGRAFIA – JPG ou RAW

Nesta secção do nosso guia para aprender fotografia de viagem, vamos explicar mais sobre o sistema de armazenamento de ficheiros JPG e RAW.

A maioria das câmaras fotográficas e já alguns telefones toPo de gama, permite tomar esta opção, e em alguns casos uma solução combinada.

E o que é isto de JPG e RAW?

JPG ou RAW?

O JPG é um diminutivo de JPEG, que por sua vez é o acrónimo para Joint Photographic Experts Group, um grupo de especialistas que no final dos anos 80 se reuniu e decidiu criar uma forma eficiente de reduzir o tamanho dos ficheiros de imagens em computador.

Teoricamente, um ficheiro de imagem contém informação sobre cada ponto individual. Mas o Joint Photographic Experts Group estava decidido a simplificar isto e a arranjar uma forma de dispensar alguma informação excessiva.

O fruto do seu trabalho foi o formato JPG (ou JPEG) que elimina dados redundantes dos conteúdos dos ficheiros. Simplificando, apenas para passar a ideia, se numa imagem se encontrar uma parede de cor uniforme e sem textura, porquê gravar essa informação, que será repetida, para milhares de pontos?

O que o JPG faz é uma compressão, aglomerando áreas da imagem que têm algo em comum e armazenando a informação com algo que em linguagem corrente soaria, por exemplo, assim: “da linha 23 à linha 50, repete-se a mesma coisa”. Assim poupa-se a descrição de todos esses pontos que são iguais e os ficheiros podem ser gravados com tamanhos mais reduzidos.

Mas será que os pontos são mesmo iguais? Provavelmente não. E esse é o “senão” do JPG. Se a compressão for demasiada, simplifica-se em demasia a imagem e os defeitos – conhecidos como “artefactos digitais” – tornam-se visíveis à vista. Se a compressão for adequada, apenas com ampliações se avistarão os tais defeitos. Ou seja, há sempre um balanço entre redução dos dados e perda de qualidade. A maioria dos programas de edição de imagem que trabalha com ficheiros deste tipo permite definir qual a percentagem de compressão.

Geralmente, até 80% não se nota nenhuma perda de qualidade. Depois, é sempre a descer.

Por outro lado, o RAW faz com que toda a informação seja gravada em bruto no ficheiro. Aquilo que o sensor da câmara “vê” , pontinho por pontinho, fica registado.

As desvantagens? O enorme espaço que ocupam os ficheiros e a necessidade de ter cartões de memória e unidades de armazenamento adequadas ao seu tamanho. Além disso, muitos dos programas de edição de imagem não aceitam este formato e nunca se obtém fotos prontas a ser enviadas para as redes sociais ou para uma página na Internet.

Quanto a vantagens, giram em torno de algo essencial: toda a informação possível fica guardada. Enquanto que ao tirar uma fotografia em JPG o processador da sua câmara aplica-lhe logo uma compressão, com o RAW fica tudo gravado.

A partir daí pode a imagem ser processada por software, o que eventualmente pode também ser uma desvantagem: aqueles que não querem ter esse trabalho ficarão mais bem servidos com um simples JPG em qualidade máxima.

Acho que posso dizer com alguma confiança que a esmagadora maioria dos que levam a fotografia a sério optam por gravar os seus ficheiros em formato RAW.

Muitas câmaras permitem gravar em simultâneo nos dois formatos: um JPG para uso imediato e um RAW arquivar e para mais tarde editar. Mas isso agrava ainda mais os problemas de espaço causado pelas dimensões elevadas dos ficheiros RAW.

Menu Aprender Fotografia:

  1. Introdução à Fotografia de Viagem
  2. ISO, Velocidade do Obturador e Abertura da Lente
  3. Profundidade de Campo, Temperatura e Balanço
  4. JPG ou RAW?
  5. Composição
  6. Equipamento Fotográfico
  7. Acessórios para fotografar
  8. Software para Fotografia
  9. Manter as Fotos em Segurança
  10. Temas para Fotografar em Viagem
  11. Fotografar em Preto e Branco
  12. Dicas para fotografar melhor
  13. Partilhar as Suas Fotos na Internet
  14. Grandes Fotógrafos de Viagem
  15. Destinos Essenciais para Fotografar