Transportes em Londres: Como se deslocar na cidade

TRANSPORTES EM LONDRES
TRANSPORTES EM LONDRES

Londres é uma das maiores cidades da Europa. É inevitável: vai ter de fazer muitos quilómetros, se quiser aproveitar ao máximo a sua estadia. Veja qual é a melhor opção.

DICA IMPORTANTE: Compre o London Pass para ter descontos em monumentos, museus, utilização gratuita da rede de transportes públicos e evitar longas filas para comprar bilhetes – compre o London Pass aqui.

Como se transportar em Londres

1- Metro e autocarro (ônibus)

Autocarro - ônibus e táxi em Londres
Autocarro – ônibus e táxi em Londres

Se pensarmos quão antiga é a rede de metro inglesa, ficamos impressionados em ver como está bem pensada e completa, apesar de as linhas mais antigas já terem 150 anos de história. Durante a II Guerra Mundial foi nos túneis do tube que milhares se esconderam dos bombardeamentos alemães à capital inglesa.

As linhas estão divididas por cores e é muito fácil verificar os pontos de passagem. São cerca de 300 estações que fazem parte do metro de Londres – ou tube e underground como lhe gostam de chamar.

As linhas têm diferentes horários e existem seis zonas. As viagens nas zonas mais afastadas do centro – as 3 a 6 – são mais baratas do que nas zonas do centro de Londres (1 e 2). O serviço de metro arranca por volta das 5h (alguns até antes) e a maioria termina à meia-noite, com algumas viagens que terminam perto da uma da manhã. A linha vermelha é a Central e cruza todas as outras, atravessando a cidade de ponta a ponta.

Se puder, evite andar nas horas de ponta que é quando as carruagens estão completamente cheias. Também não fique plantado na entrada das estações à procura do bilhete. Faça-o antes e não impeça a via para quem tem pressa de apanhar o metro. É melhor sair da frente dos londrinos apressados para o trabalho. A rede de metro é utilizada diariamente por quase 3 milhões de passageiros.

Nas escadas rolantes das estações de metro vai ver indicações que permitem que, quem tem realmente pressa, possa passar à frente, nomeadamente: fique sempre do lado direito das escadas e quem tiver pressa descerá pelo lado esquerdo. Quando estiver à porta do metro deixe sair primeiro as pessoas que estão lá dentro e entre depois.

Em todos os corredores das estações de metro há indicações claras, com linhas a diferentes cores, que ajudam a identificar as respectivas linhas e estações. Se vir que se enganou e já vai dentro do metro, não faz mal. Sai e na próxima estação muda para a outra plataforma para fazer o percurso inverso. E pode ir perguntando se está no sentido correcto a quem está na plataforma.

Dentro do metro vão dizendo o nome das estações mas pouco se percebe. No entanto, tem em cada carruagem o desenho da linha e assim pode ir seguindo o seu trajecto.

Nas estações também vai ver escrito no chão “Mind the gap” – que é uma falha entre a carruagem e a plataforma – e já dentro do metro vai ouvir a indicação para ter cuidado a sair da carruagem. Existem plataformas que ficam um pouco mais afastadas da carruagem e é preciso ter cuidado e ver onde vai pousar os pés. Em algumas estações fica mesmo um buraco entre a plataforma e o metro. Quando estiver à espera do transporte mantenha-se atrás da linha amarela.


Mapa do Metro de Londres


O Metro de Londres, também conhecido como Tube – “tubo” ou London Underground, é muito bom. Aqui você encontra um mapa do metro de Londres, capital da Inglaterra. Na cidade de Londres os transportes públicos são a melhor maneira de mover-se pela cidade. O transporte público em Londres é muito completo, tem um bom sistema de metrô, ônibus, taxis, trens e bicicletas.

Clique no mapa para aumentar e explorar melhor.

Mapa Metro Londres


Cartão de transporte Oyster Card


Se comprar o Oyster Card – cartão magnético recarregável – tem descontos nas viagens. Compra o cartão com £5 – e, se no fim o devolver, recebe de volta o dinheiro – e depois recarrega o cartão com viagens. E mesmo que use o metro ou autocarro (já que ambos estão integrados na mesma rede) 50 ou 100 vezes num dia (24 horas), o tecto máximo é de £8,80.

Se pagar o bilhete normal, sem o Oyster Card, é de £4,50 ou mais por viagem. Com o Oyster Card fica por £1,40 por viagem. Se usar exclusivamente o autocarro e tram (veículo eléctrico de superfície, que pode rodar sobre rodas ou carris), este tecto é de £4,40.


Cartão de transporte 7 Day Travelcard


Se quiser ficar mais de quatro dias em Londres compensa comprar o passe de sete dias, que é o 7 Day Travelcard – um passe semanal que pode usar nas zonas 1 e 2, que são as mais turísticas. Fica por £30,40. Veja o que é mais apropriado para os dias de viagem que vai ter em Londres.

Curiosidades: a estação mais frequentada é  de King’s Cross St Pancras. O metro londrino tem mais de 400 Km de distância em carris e mais de 4 mil veículos em serviço.

2- Andar a pé

Rua na lateral do Apollo Victoria Theatre em Londres
Rua na lateral do Apollo Victoria Theatre em Londres

Londres é uma cidade grande, mas os pontos turísticos estão bem concentrados. Se organizar as suas visitas por áreas vai ver que poupa nos transportes públicos, se andar a pé.


Walk London


Andar a pé em Londres é para quem gosta de caminhar e “perder-se” por ruas da cidade e também para quem quer poupar dinheiro, já que os transportes em Londres são caros. A pensar nesses grupos de viajantes existem vários passeios a pé com o Walk London.

Além de darem ideias dos passeios a pé, todas as semanas são organizados passeios temáticos e gratuitos – são os walking tours. Numa semana pode ir descobrir os jardins da cidade, noutra os monumentos que ficam fora dos roteiros turísticos. Têm sempre novas ideias para dar a conhecer a cidade.

A maior parte dos museus tem entrada gratuita. Se não gastar dinheiro em transportes, pode passar vários dias sem gastar nada na cidade a não ser na sua alimentação. É esse outro dos benefícios de conhecer a cidade a pé.


Por onde andar


Se quiser conhecer o famoso local dos teatros e musicais, comece o seu passeio no West End. Fica a conhecer Picadilly Circus, Leicester Square e, pelo caminho, encontra Chinatown. Aqui perto vai encontrar Trafalgar Square e muitas galerias de arte com entrada gratuita. Perto dessa área, visite a zona fantástica que é Soho, um bairro muito artístico e com muita vida.

Fazendo um passeio na City descobre a história antiga da cidade. A Tower of London, a catedral de St Paul, a Tower Bridge e o Museu de Londres são alguns dos pontos turísticos. O Barbican Center também pode ser descoberto por aqui, sendo um centro de variadas artes com espectáculos.

Em Covent Garden, pode visitar a pé várias atracções: a praça, o mercado, museus (como o museu dos Transportes de Londres) e variadas galerias de arte ou ainda a Royal Opera House, com o seu restaurante e magníficas vistas. Relativamente perto está a igreja de St Paul e no centro de Covent Garden está Neal’s Yard, uma zona ligada a produtos naturais e com muita cor nos edifícios.

Se não tiver muito tempo para museus e quiser apenas dar uma vista de olhos em alguns esta é uma boa zona para se fazer a pé: Bloomsburry. O Museu Britânico e a Biblioteca, assim como outros museus (Charles Dickens Museum e Pollock’s Toy Museum e Loja) estão aqui perto. A estação de St. Pancras, a igreja de St George e a Universidade de Londres são alguns pontos importantes deste passeio.

Caminhando no South Bank: depois de uma volta no London Eye, caminhe pela marginal e visite a Tate Modern. Atravesse a ponte Millennium e encontra, do outro lado do rio, a Catedral de St Paul. Pode, a partir daqui, seguir para a Tower Bridge. Antes de partir para o London Eye, visite a zona de Westminster, com a Westminster Abbey e as Câmaras do Parlamento. Pode também aproveitar para tirar fotografias junto do Tamisa.

A área de Mayfair e St Jame’s reúne vários pontos turísticos importantes. São eles o Palácio de Buckingham, o parque St James e o seu palácio , o Green Park, a Real Academia das Artes, a rua chique Bond Street e um mercado encantador: Sheperd Market.

Na zona de Regent’s Park está o conhecido museu Madame Tussaud’s, o Museu de Sherlock Holmes e, do outro lado do parque, fica o Zoo de Londres. Além disso fica a conhecer este bonito parque, onde pode andar de barco a remos e descobrir o canal onde estão acostados barcos residenciais.

Não deixe de visitar (pelo menos um) os jardins, mas lembre-se que não é por estar num ambiente verdejante que os pés não se vão queixar. A maioria dos jardins ingleses são gigantescos mas tem mesmo de os ir visitar e a única forma de o fazer é a pé. Se quiser, aproveite e faça um piquenique, se o tempo o permitir. Vá passear para o mítico Hyde Park e para os Kensigton Gardens, onde vai ter muitos esquilos como companhia.

Os dois jardins já foram em tempos parte do mesmo parque – o Hyde Park – e estão hoje separados por um lago e uma rua. Em seu redor há muito para visitar, como o Museu de História Natural, o Museu da Ciência, o Museu Victoria&Albert, o palácio Kensington, o Albert Memorial, o Royal Albert Hall e Portobello Road, em Notting Hill, ainda que um pouco mais afastado.

3- Alugar carro em Londres – Rent-a-car

Antes de alugar um carro em Londres, lembre-se algo muito importante: vai conduzir do lado esquerdo da estrada! Vai estranhar no início mas, depois de se habituar, vai ser a coisa mais simples do mundo. Não se esqueça de levar a sua carta de condução. Sem ela nada feito.


Veja bem se é a melhor opção


Se é para ficar só no centro da cidade, alugar carro não parece ser a melhor opção porque, além de ser caro, o combustível também está caro e o estacionamento também é pouco e caro. Pode optar por pedir um carro com mudanças automáticas, assim não vai estranhar tanto ter de meter as mudanças com a mão esquerda. Como a maior parte dos carros já tem GPS (paga a mais por isso), não vai ser difícil encontrar os sítios que pretende visitar.

Mas se está a pensar em visitar outras cidades nas redondezas ou visitar outras zonas de Inglaterra, a partir de Londres, verifique na Internet as empresas de rent-a-car para ver qual a que lhe oferece melhores preços e condições. É uma boa opção para quem ir também visitar Liverpool, Manchester, Cambridge e Oxford, por exemplo, ou mesmo a Escócia.


Verifique as condições de aluguer


A verdade é que pode fazer o aluguer do carro por apenas algumas horas até um dia ou vários dias. Verifique, se vai fazer muitos quilómetros, se tem quilometragem ilimitada. Algumas empresas não têm e, se ultrapassar o estipulado, vai pagar muito mais do que foi acordado.


Sem stresse, mas com cuidado!


Fique sempre com o contacto do funcionário que lhe alugou o veículo, para se acontecer algum problema com o carro, ter um nome para dar. Às vezes, isto de alugar um carro e meter só nomes de empresas pode tornar-se bastante impessoal na hora de acontecer algo e de precisarmos de ajuda.

Leve sempre consigo o número da assistência em viagem para o caso de acontecer alguma coisa. É altamente improvável, mas deve estar preparado para tudo – desde alguém lhe arranhar o carro num estacionamento até lhe partirem o vidro para roubar algo… qualquer coisa pode acontecer!

No fundo, tenha as mesmas precauções que teria no seu país e perto de sua casa, nomeadamente não deixar objectos à mostra no carro quando estacionado. É verdade: com o carro, as suas preocupações aumentam. Se estiver a ser conduzido vai mais relaxado, claro.

Nos aeroportos estão representadas as mais famosas empresas de rent-a-car, com variados preços consoante o tamanho e o tipo de carro. Os preços começam nas 7£ por dia. E por empresas famosas estamos a falar da Budget, da Alamo, da National, da Enterprise, da Sixt, da Europcar, da Avis e da Hertz, por exemplo.


Faça tudo com tempo


O ponto de entrega do carro pode ser o mesmo ou então combinar um outro local de entrega do veículo alugado. Algumas empresas pedem mais dinheiro quando o ponto de entrega é diferente do de recolha. Como estão perto dos aeroportos será um descanso para quem tem um avião para apanhar. Normalmente estas companhias fazem a ligação aos terminais, mas confirme isso antes, para saber quanto tempo leva a chegar ao ponto de embarque.

Faça por entregar o carro antes da hora que estipulou – pode sempre acontecer algum atraso e vai pagar mais um dia de aluguer só porque se atrasou alguns minutos. Lembre-se que basta apenas apanhar um acidente ou apanhar trânsito da hora de ponta para já chegar tarde ao local de entrega.

Já agora, lembro também que tem sempre a possibilidade de recorrer aos táxis, que em Londres até são bem carismáticos. No entanto, esta opção pode esvaziar-lhe rapidamente a carteira!

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